22/10 - 12:59 Prepare-se para ser radical Profissionais ensinam o passo a passo de como se preparar para praticar três dos esportes radicais: Bungee Jump, Asa Delta e Paraquedismo Bruno B. Soraggi
Você sempre quis começar a praticar esportes radicais, mas nunca soube por onde começar? Conversamos com alguns profissionais de três modalidades diferentes ar para tirar suas dúvidas e ajudá-lo a se situar. Tem coragem?
Asa Delta
Para se tornar um piloto de Asa Delta ou “homem pássaro” é preciso, em primeiro lugar, ter 18 anos completos. É um pré-requisito da própria Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Além disso, de acordo com o artigo 103.63 do Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica 103 A - que legisla sobre veículos ultraleves -, “ninguém pode atuar como piloto em comando de veículos ultraleves, sem que seja detentor de um Certificado de Piloto Desportivo (CPD) ou Certificado de Piloto de Recreio (CPR) ou outra licença de pilotagem emitida ou reconhecida pela autoridade aeronáutica”.
Para obter tais credenciais, ainda de acordo com o código, “os interessados na obtenção dos Certificados de Piloto Desportivo deverão apresentar, para comprovação de experiência, declaração de escola ou curso de pilotagem autorizado a funcionar pela autoridade aeronáutica, informando as horas de vôo, e se for o caso, também os pousos registrados junto a essas entidades”.
“Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Você pode até iniciar aos 17 anos fazendo o curso, aí aguarda o seu aniversário e seu credenciamento”, diz Maurício Monteiro, instrutor e piloto nível ‘Master’ do Centro Aeroesportivo Sky Center, situado no Rio de Janeiro. A empresa é uma das “escolas” que ministram cursos para a obtenção da autorização para voar.
Mas é aí que vem outro problema: dinheiro. Não aquela quantia mixuruca que seus pais te dão todo o mês, muito mais. O plano mais barato oferecido pela Sky Center – incluindo o curso de quatro meses e equipamentos – custa R$ 2.700 e pode ser parcelado em três vezes. As aulas são divididas em três etapas e o praticante recebe, ao concluir, o certificado de piloto novato (Nível II).
Caro? Para Maurício, é um investimento que vale a pena. “Eu particularmente vejo que voar de asa-delta é a maneira mais inteligente de experimentar a iniciação da aeronáutica. Você passa a entender o Céu de uma forma muito mais ampla. Tenho vários amigos que hoje são comandantes de empresas aeronáuticas, brasileiras e internacionais, e começaram essa carreira pelo caminho que lhe mostrei, após a prática do nosso esporte”. Para mais informações sobre escolas e regras, acesse o site da Associação Brasileira de Vôo Livre.
Bungee Jump
Para ser um jump master (nome dado ao profissional do Bungee Jump), primeiro você tem que se tornar uma espécie de bombeiro. É isso mesmo, uma pessoa especializada no resgate em altura – habilidade vista em quem trabalha em plataformas de petróleo, antenas e outros locais de grande altura. Só depois disso é que o interessado partiria para o curso especializado em Bungee Jump, no qual entraria em contato com os equipamentos utilizados e aprenderá a manter relações com os futuros clientes com vontade de saltar. Isso tudo de acordo com o jump master Mauricio Franzao, da Adrena.
“O curso [de trabalho e resgate em altura] pode durar de um a três meses e custa R$ 2.800 para quatro pessoas. Já o curso de Bungee Jump é bem mais demorado, e o instrutor terá uma avaliação mensal até completar mil saltos realizados. Esses cursos são dados em equipes, e o preço médio é de R$ 45 mil para uma turma de seis pessoas”. Ah, e também é preciso ter 18 anos.
Paraquedismo
“Paraquedismo é um vício pior que carro. Quando você faz 18 anos não vê a hora de ter seu carro. Paraquedas é pior ainda: quando você se forma não vê a hora de comprar o seu!”. Quem diz isso é Marcello Costa, instrutor responsável pela empresa Sky Company, em São Paulo. Mas assim como para guiar um veículo motorizado é preciso obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), para saltar de paraquedas também é necessário que o interessado obtenha um certificado.
Este documento é dado a quem concluir o curso Acelerator Free Fall (AFF). “Concluindo o AFF você já é um paraquedista. Mas um atleta. Esse é quem se diverte com o esporte. O profissional é o cara que vive dele. Como atleta você até pode ganhar dinheiro, mas como câmera man”, afirma Marcello.
Interessado? Pois então saiba que o curso não é dos mais caros. Dividido em duas partes, a teórica e a prática, o AFF custa, pela Sky Company, R$ 3.600, podendo ser parcelado em até três vezes. Nas aulas o aluno aprende técnicas de salto, curvas, vôo solo e mais. Que tal aproveitar que o Natal está chegando e pedir essa pro Noel? Sua mãe vai ficar felicíssima... Para ver outras escolas e saber mais, vá até o site da Confederação Brasileira de Paraquedismo.
E aí, ficou animado para o mundo dos esportes radicais? Comente!
