"Eu era da galera faladeira que não calava a boca um minuto", diz a atriz
1985 foi declarado o Ano Mundial da Juventude pela ONU. Também foi o ano de lançamento do clássico “Os Goonies” e do polêmico “Je vous salue, Marie”, de Jean-Luc Godard, censurado no Brasil. Em 1985, Michael Jackson gravou “We Are the World” e outro ícone do pop, a cantora Madonna, começou a primeira turnê da carreira, para a alegria da atriz e escritora Maria Paula Fidalgo, conhecida como Maria Paula, que tinha 15 anos na época e amava a música “Borderline”.
iG: Quem era seu ídolo?
Maria Paula: A galera do Sex Pistols e a Rita Lee. Eu era louca pela Rita Lee, aquela atitude roqueira dela fazia muito a minha cabeça. Ainda faz.
iG: Qual era seu apelido?
Maria Paula: Papaula.
iG: Qual era sua música favorita?
Maria Paula: Madonna, "Borderline". Sempre que eu me lembro da minha adolescência me vem essa música à cabeça. Devo ter sido muito feliz com essa trilha sonora!
iG: Qual era seu estilo?
Maria Paula: Eu era punk, tinha os cabelos coloridos e arrepiados, botava as roupas do avesso e rasgadas. Foi na época em que as bandas tipo Plebe Rude e Capital Inicial, estavam bombando.
iG: O que você não suportava?
Maria Paula: Brasília era uma cidade muito parada, não acontecia nada, não tinha um show de rock... Tudo era no Rio e em São Paulo, então eu odiava ficar ilhada naquela cidade longe de tudo.
iG: O que você aprontou?
Maria Paula: Em Brasília tinha um lugar que chamava GIlbertinho, que tinha um poste que dava choque, e a galera tomava choque no poste. Ficava um com a mão no poste, todo mundo de mãos dadas, e quando um botava a mão no chão todos levavam um choquinho! Olha que barbaridade!
iG: De qual panelinha fazia parte?
Maria Paula: Eu era da galera faladeira que não calava a boca um minuto.
iG: Quem era seu ícone de beleza?
Maria Paula: Simon Le Bon, do Duran Duran. Ele tinha um estilo incrível!
iG: O que sonhava em fazer da vida?
Maria Paula: Eu não tinha a menor ideia. Eu sonhava em ser feliz e deu certo!
iG: O que queria mudar no mundo?
Maria Paula: Eu queria mudar o mundo e ainda quero, e acho que conquistas como o aumento da licença maternidade já são uma grande mudança.