meninos
25/09 - 11:45hs
Drible
Onde fazer sexo quando ainda se mora com os pais?
Bruno B. Soraggi
Enquanto virgem, a maior preocupação de todo jovem é o dia em que sua virgindade ficará no passado. Todos sonham com a primeira relação sexual, mas esquecem-se de que, para que ela ocorra, é necessário haver um lugar disponível. Como a maioria dos jovens ainda mora sob o mesmo teto que seus parentes, a tarefa de descolar um local seguro, limpo e confortável para que o amor aconteça muitas vezes é difícil, já que motéis só permitem a entrada de maiores de 18 anos. E continua uma empreitada de queimar neurônios – e calorias – mesmo depois de o fardo de inexperiente ter ido embora. O jeito é improvisar ou desencanar dos quesitos segurança, limpeza e conforto.Marcos R., 17, abriu mão do primeiro. Por viver em uma cidade do interior de São Paulo, seus pais já o deixam pegar o carro para ir até o centro da cidade onde encontra seus amigos durante os fins de semana para conversarem ou decidirem o que farão. Em uma dessas oportunidades, porém, o rapaz aproveitou a facilidade de ter o veículo em sua posse e, ao invés de seguir o mesmo roteiro dos outros dias, desviou seu caminho para um lugar mais tranquilo onde pudesse ficar com sua namorada tendo maior privacidade.
“Nós já estávamos nos ‘quase lá’ fazia muito tempo. Eu não aguentava mais. Até que esse dia eu sugeri a ela de ficarmos mais tranquilos, só nós, e fomos para um lugar mais fora da cidade. Estacionamos numa rua não movimentada e começamos os amassos. Foi a primeira vez que eu fiz sexo no carro, e vou falar que não é nada confortável. Mesmo no banco de trás, que é mais espaçoso, ainda tem o problema do teto ser baixo, da falta de espaço para se mexer. É ruim, mas fazer o que, né?”, brinca. Outro problema citado pelo jovem ao se utilizar desta saída para o sexo é a constante preocupação com a segurança e a privacidade. “Eu lembro que sempre ficava de olho para ver se tinha alguém por perto, tanto por vergonha de ser pego como pelo medo de ser assaltado ou algo pior”, conta.
Para quem não pretende brincar de contorcionista, há outra opção que exige menos alongamento, mas mais cara de pau. “Mas seu eu quisesse fazer sexo com minha namorada eu ia ter que vencer essa timidez, por que em casa não ia rolar nunca”, explica o estudante Renato T., 17, na tentativa de justificar o dia em que fez amor no banheiro de um shopping. “Nós estávamos no cinema, numa sessão já tarde, lá para as 23h30, de um dia de semana, então o lugar estava meio vazio. E durante o filme nós começamos a nos beijar de maneira mais calorosa, o que tirou toda a nossa atenção da tela. Aí decidimos sair e ir ao banheiro, tentar mesmo ver se rolava. E rolou. Foi tenso, a adrenalina foi alta, mas foi uma bela aventura”, lembra.
Mas não é necessário viver perigosamente para fazer sexo com sua parceira. Há quem tenha bolado táticas de fácil execução para que o coito se dê em seu próprio quarto. Como conta o carioca Marcelo*: “quando minha namorada vem em casa ela sempre fica comigo no quarto depois de dar oi para minha mãe. A gente fica um tempo conversando lá, até que uma hora eu ligo o chuveiro do banheiro da suíte para fingir que eu vou tomar banho e falo para a minha mãe que vou entrar no chuveiro. Aí eu fecho a porta, coloco o colchão no chão para não fazer barulho e nós conseguimos fazer. Nunca deu problema”, diz.
Já Gustavo E., 17, não precisa quebrar a cabeça para resolver sua situação. Ele e seu primo que mora sozinho, de quem é muito próximo, firmaram o pacto de que sempre que ele precisar de um lugar para levar alguma menina para transar basta entrar em contato com o dono da casa com certa antecedência para que ele deixe a chave em lugar acessível. “Lá tem um quarto que não é usado para nada, então meu primo sempre deixa eu levar algumas meninas para lá, já que ele fica fora o dia inteiro a trabalho. Desde, claro, que eu avise com antecedência”, revela.
E você? Como se vira para fazer sexo mesmo morando com os pais?
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