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11/07 - 08:45hs

Conteúdo próprio para maiores de 18 anos
Conversamos com Gregório Duvivier, ator do filme "Apenas o Fim" e descobrimos algumas preferências curiosas do rapaz; acompanhe a entrevista exclusiva! 

Bruno B. Soraggi

No filme “Apenas o Fim”, que estreou nos cinemas no dia 12 de junho e tem como diretor o jovem estudante de cinema Matheus Souza, o ator Gregório Duvivier interpreta um rapaz que, de repente, é informado por sua namorada que ela irá abandoná-lo. Ambos têm, então, apenas uma hora para rever em conversa o relacionamento antes que a personagem vivida por Erika Mader parta rumo a um destino que ela se recusa a revelar. Durante esse período, os dois travam diálogos que têm grande parte baseada em um repertório jovem de ícones de uma geração que cresceu durante o final da década de 80 e início da de 90.

Gregório Duvivier, 23, foi um desses adolescentes. Assim como seus companheiros de geração e o personagem ao qual dá vida, o rapaz teve de escolher entre um dos cinco combatentes de Saori, optar pelo animal que mais o agradava na saga dos nem tão comuns colegiais da Alameda dos Anjos e colecionou as figurinhas de dinossauro que acompanhavam o chocolate Surpresa. Uma das poucas diferenças entre ele e o nerd do filme é que Gregório nunca foi abandonado repentinamente por uma namorada. “Elas sempre deram aviso prévio”, brinca. Isso não o torna mais ‘bad boy’. “Meu Power Ranger favorito era o azul, o mais nerd”, revela.

Confira a entrevista concedida pelo ator via e-mail, mas que, graças à sua vivência virtual, poderia ter sido realizada via mIRC ou ICQ.

iG Jovem – Conte um pouco da sua carreira como ator.
Gregório Duvivier –
Comecei no teatro Tablado, no Rio de Janeiro, aos nove anos e não saí nunca mais. Virou uma espécie de segunda casa. Depois, o caminho natural foi fazer peças com o pessoal de lá. Quando o Z.É. [Zenas Emprovisadas, espetáculo de comédia] estreou, eu tinha 17 anos. Desde então, foram umas dez peças e uns cinco longas. Além disso, me formei em Letras pela PUC e também já publiquei um livro de poesias.

iG Jovem – Geralmente os atores começam em novelas para depois seguirem para o cinema. Você protagonizou longas metragens e minisséries, mas nunca novelas. Gostaria de participar de alguma? Já tem planos para ser incorporado a algum folhetim?
Gregório Duvivier –
Não tenho planos, mas também não descarto, caso não me impeçam de tocar meus projetos no teatro e no cinema.

iG Jovem – Você, aliás, gosta de novelas brasileiras? Qual delas é a mais marcante na sua vida?
Gregório Duvivier –
Quando criança assistia bastante. Lembro muito de 'Perigosas Peruas' e '4 por 4', não sei o porquê...

iG Jovem – E 'Carrossel' [antiga série infantil de origem mexicana]?
Gregório Duvivier – Claro! Mas é uma lembrança vaga. Eu me lembro mais, confesso com bastante vergonha, de ‘Chiquititas’.

iG Jovem – No filme "Apenas o Fim" existem várias referências a diversos ícones de sua geração, como é o caso de ‘Cavaleiros do Zodíaco’, ‘He-Man’ e ‘Vovó Mafalda’. Mas também outros mais óbvios, como ‘Chaves’, ‘Chapolim Colorado’ e ‘Caverna do Dragão’ foram esquecidos. Há alguma explicação para isso?
Gregório Duvivier –
Sim, eles são anteriores à nossa geração. Posso estar errado, mas eles representam mais a geração que cresceu nos anos 80 do que a que cresceu na década de 90, que é o nosso caso. ‘Chaves’ e ‘Chapolin’ são exceções, porque atravessaram umas quinze gerações. Se eu não me engano, esse é o primeiro filme sobre essa geração específica, que alguns já chamam de Geração MSN, outros de Geração 00, que abrange quem cresceu nos anos 90 e amadureceu (mas não muito) nos anos 2000.

iG Jovem – Você, aliás, gosta de Chaves? Qual é o seu personagem favorito da vila?
Gregório Duvivier –
Gosto muito! Mesmo. Chaves é universal, mistura comédia dell'arte com sitcom [Situation Comedy – gênero de comédia popularizado pelos seriados norte-americanos]. Gosto muito dos personagens menores, como o Godinez e o carteiro Jaiminho.

iG Jovem – E quem você 'era' em Caverna do Dragão?
Gregório Duvivier –
Você acredita que eu não via muito? Tenho uma lembrança muito vaga. Assistia mais ao daquela menina, ‘Cavalo de Fogo’, eu acho. Quando surge o papo ‘Caverna do Dragão’ em geral eu fico quieto.

iG Jovem – Seus personagens costumam sempre ser engraçados. É o que se vê em "Apenas o Fim" e na minissérie "O Sistema". Você tem predileção por esta vertente da dramaturgia ou isso foi apenas coincidência?
Gregório Duvivier –
Comecei na comédia e no improviso, então é para isso que mais me chamam mesmo.

iG Jovem – Não tem medo de ser, assim como Jim Carrey, tachado como um ator que só é bom como comediante?
Gregório Duvivier –
Não. Até porque não faço muito essa distinção. O bom comediante, para mim, é necessariamente um bom ator (embora a recíproca não seja verdadeira). Peter Sellers, Charlie Chaplin, Buster Keaton, Gene Wilder; no Brasil, Marco Nanini, Pedro Cardoso... Os atores que eu mais admiro são comediantes. O próprio Jim Carrey é um gênio, embora faça filmes terríveis. ‘O Pentelho’ foi o único filme do qual eu saí no meio. Mas mesmo ali, ele estava genial.

iG Jovem – Quanto de Gregório há no personagem do filme “Apenas o Fim”?
Gregório Duvivier –
Não faço ideia. Não digo isso porque não consigo definir o personagem, mas porque não consigo me definir.

iG Jovem - Por ser um personagem 'como qualquer outro jovem' - o que, provavelmente, significa que ator e personagem compartilhem de mesmas experiências e gostos -, houve algum desafio na construção desse papel?
Gregório Duvivier –
Sim. Ele é um nerd. Mas eu não podia estereotipar. Tentei fugir daquelas concepções de nerd de filme americano. Queria construir um nerd crível, simpático, sagaz. Até porque ele namora uma mulher deslumbrante, não podia ser aquele imbecil completo.

iG Jovem - Já foi abandonado por uma namorada de repente?
Gregório Duvivier –
Nunca. Elas sempre deram aviso prévio.

iG Jovem - Acha que as gerações mais novas são tão bem servidas de ícones como foi a sua?
Gregório Duvivier –
Não acho que nossos ícones sejam melhores que os atuais. Assim como não acho que os ícones anteriores, ‘Nacional Kid’ e ‘Capitão Aza’, por exemplo, não eram melhores do que os nossos. Acho que o barato da cultura Pop é que é tudo igualmente ruim e igualmente genial. Tenho certeza de que se eu tivesse oito anos eu seria viciado em ‘Ben Dez’.

iG Jovem - Se sua infância pudesse ser resumida em um programa de televisão, qual seria?
Gregório Duvivier –
Primeiro, ‘Glub Glub’. Depois, ‘Doug’. Em seguida, ‘Beakman’. E, mais tarde, aquele que passava no canal Multishow à meia noite e meia...

iG Jovem - E em uma comida, doce ou guloseima?
Gregório Duvivier –
Chocolate Surpresa.

iG Jovem - Para terminar, algumas perguntas rápidas: ‘007 contra Goldeneye’, para Nintendo 64, ou Counter Strike?
Gregório Duvivier –
GOLDENEYE PARA NINTENDO 64!!!

iG Jovem – Qual era o seu Power Ranger favorito?
Gregório Duvivier –
O azul, é claro. Era o mais nerd.

iG Jovem – E o seu cavaleiro do Zodíaco favorito?
Gregório Duvivier –
Hyoga de Cisne. Era o mais nerd.

iG Jovem - Winning Eleven ou Futebol Guliver?
Gregório Duvivier –
Caraca, tinha me esquecido completamente do Futebol Gulliver! Era incrível. Mas Winning Eleven é melhor, porque você não precisa ir buscar a bolinha debaixo do sofá.

iG Jovem - BBB1 (com Kléber Bambam e Maria Eugênia), Casa dos Artistas ou The Sims?
Gregório Duvivier –
The Sims, é claro. Os participantes são mais sagazes.

iG Jovem - Elifoot ou Championship Manager?
Gregório Duvivier –
Elifoot 2! Mas de todos os jogos, o melhor era ‘Civilization II’. Pouca gente jogava, mas era incrível.

E você, já viu o filme "Apenas o Fim"? Conhecia o ator Gregório Duvivier? Deixe um comentário!

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