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20/04 - 08:45hs

Depoimento de uma 'Papa Anjo'
"Eu ainda quero tirar a virgindade de um garoto"

Da Redação do Jovem

Eu tenho 24 anos e sempre gostei de meninos mais novos. Para começar, o primeiro que eu beijei já era mais novo do que eu, eu tinha 16 e ele, 15. Na minha escola, isso era considerado muito diferente e peguei o apelido de “Xuxa, a Rainha dos Baixinhos”. Eu não me importava, até curtia a brincadeira.

A primeira vez que a diferença foi considerada supergrande foi quando eu tinha 19 anos e o menino, 15. Aí, eu percebi que eu só me interessava pelos garotos mais novos mesmo.

Eu faço terapia há quatro anos – não por causa disso – e minha psicóloga sabe das minhas preferências, óbvio. Ela sempre me diz que, na verdade, eu gosto de ser a mais forte da relação e a que comanda. Ela está certa, eu realmente gosto de ser o machão do relacionamento, e uma pessoa mais jovem sempre acaba passando a imagem de mais inexperiente.

Fora a explicação psicológica, os meninos mais novos são sempre mais divertidos, geralmente não tentam me impressionar com aquele papo de “tenho carro e emprego garantido”. Eles estão ali com o que são e pronto! Acabam sendo pessoas mais reais por causa disso.

Eles podem ser imaturos, mas eu também sou. Acho que é por isso que combina. Sabe como é, jovem a gente só pode ser uma vez, mas imaturo a gente pode ser para sempre. Eu não vejo isso como algo ruim. Acho a maturidade dos meninos novos uma graça! Faz parte do pacote o fato de eles viverem meio que num mundo de fantasia ainda e eu adoro ser levada para esse mundo. É muito mais divertido do que você sair com um cara da sua idade, que só fica falando de trabalho e responsabilidades, enfim, coisas de gente adulta. O mais importante de um relacionamento é você poder se divertir com o outro, conseguir estar feliz, e eu só consigo me divertir com os assuntos do pessoalzinho de 15 e 16 anos.

Talvez eu sofra da Síndrome de Peter Pan, mas não a vejo como um fator para eu gostar dos meninos mais novos, já que existe um monte de cara velho e imaturo por aí. Eu poderia me engraçar com eles e ser um casal Peter Pan feliz para sempre, mas isso nunca acontece. Existe um fator maternal também, de querer ser a mais forte e querer cuidar, não de me igualar.

O que mais me atrai é a inexperiência mesmo, o fato de tudo ser novidade para eles, de não saberem direito como lidar com as situações. Não sei se isso é normal, mas eu adoro o jeito desajeitado dos meninos novinhos, sem terem muita noção do que estão fazendo. Isso tudo me fascina, acho lindo!

Já tirei o BV de um garoto, nunca tirei a virgindade, mas juro que é o meu sonho! O engraçado é que a maioria das meninas não gosta, mas eu acho ótimo menino virgem. Um dia ainda vou ser a primeirona de algum, juro! Quando eu fui a primeira que um menino beijou, me senti muito especial, porque, no geral, é uma experiência bacana, que as pessoas se lembram e com a qual se importam. Essa é outra coisa que me chama atenção nos meninos mais novos: eles parecem dar muito mais valor, porque estão conhecendo a vida, tudo ainda é emocionante. Para os garotos mais velhos, não existe novidade, é tudo muito old news.

Uma coisa que eu me pergunto todos os dias é como vai ser quando eu chegar aos 30. Eu acredito que um dia vai acontecer de eu encontrar um garoto – mais novo, claro, e que eu seja a primeirona – e me apaixonar perdidamente e, quem sabe, continuar a relação; ou, então, eu vou ser aquelas tias que engravidam de um menino de 15 anos e saem nos jornais, porque alguma mãe furiosa as colocou na cadeia.

Mas, para falar a verdade, eu não acho que vai mudar muita coisa até os 30 anos. Se os papos não me agradarem, eu tenho certeza de que as carinhas inocentes e o fato de serem todos desajeitadinhos ainda vão. Meu ex-namorado era mais velho, mas ele tinha cara de ser muito mais novo do que realmente era. Além disso, ele era imaturo, mas foi uma exceção à regra, só serviu para eu perceber que realmente não dá certo com gente mais velha ou da minha idade.

Eu sempre sofro pelos meninos mais novos. Primeiro, foi o Rafael*, quatro anos a menos. Eu gostei muito dele, mas a gente tinha uma relação muito esquisita. Eu sentia muito medo de tomar qualquer atitude com ele, porque eu sou meio tímida, não tenho muito jeito para tomar iniciativa, embora com meninos mais jovens esse seja o único jeito. Nós nunca ficamos juntos. Depois apareceu o Fabrício*, cinco anos mais novo. A gente chegou a ficar, mas ele já tinha namorada e, então, eu fiquei um ano completamente apaixonada por ele, sozinha, e não deu em nada. Já arranjei um novo para eu sofrer agora, mas deixa para lá.

É muito complicado! Eles não tomam partido, me dão sinais contraditórios e eu fico com medo, porque não sou a pessoa mais segura do mundo, aí acabo sofrendo na dúvida. Todas as vezes que sofri foi por causa da maldita dúvida.

Minha mãe acha tudo isso muito bizarro! Uma vez, ela perguntou se eu não ia telefonar para um amigo meu de manhã e eu disse que não podia. Ela perguntou se ele estava trabalhando e eu ri dizendo: “Claro que não! Ele está na escola terminando o Ensino Médio”. Ela fez uma cara estranha e não me disse nada. Mas ela nem pode falar muito, porque ela tem cinco anos a mais do que meu pai. Minha irmã também gosta de meninos mais novos, tanto que o namorado dela tem uns seis anos a menos.

Pode ser que isso seja de família, porque o ser humano tem mesmo uma tendência a imitar o comportamento que aprende com os pais. Isso é fato. Mas eu penso que, na verdade, nós somos uma família de pessoas que se deixam descobrir o que é bom sem preconceitos.

*Os nomes dos personagens foram trocados por motivos de segurança e privacidade

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