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31/12 - 08:45hs

Mudar de cidade pode ser mais fácil do que parece!

Conheça a história de dois jovens que trocaram de cidade, mas se adaptaram muito bem

Eduardo Ribas

Acordo OrtográficoA necessidade de ter que partir e deixar tudo para trás não costuma ser agradável. Ainda mais se você precisar mudar para um lugar bem diferente de onde costumava morar antes. Conheça a história de Anna Cintra, de 20 anos e Guilherme Ferrairi, de 16. A Anna era do interior de São Paulo e foi parar na capital e Guilherme saiu da região do ABC Paulista para Minas Gerais.

Anna vivia na cidade de Amparo, que fica a cerca de duas horas de São Paulo. Pode não parecer tão longe, mas a vida lá é bem diferente. O ritmo de vida é mais tranquilo, tanto que dá para fazer coisas que nas grandes capitais nem dá tempo. "Baladinhas, cinema, barzinho, almoço ou mesmo ficar sentada na praça da cidade tomando sorvete ", relembra.

Mas nesse caso, Anna mudou porque quis e foi para São Paulo fazer faculdade de Rádio e TV. "Eu escolhi São Paulo, até porque por lá (onde morava) não tinha opção de faculdade; eu vinha pra sampa ou eu ia pra Bauru. Preferi São Paulo, pela facul e por ser mais perto", reflete Anna. A mudança não foi tão complicada, pois a família da mãe da garota é da capital paulista, mesmo assim ela ia todo fim de semana de volta pra Amparo para matar a saudade. A separação das amigas também foi complicada, quem ajudou bastante foi o telefone.

O tempo passou e Anna conheceu uma nova galera na faculdade. "Fiquei muito próxima de umas meninas, mas não me afastei das amigas... Só com o tempo. Fui deixando de ir todo final de semana, mas sempre mandava e-mail, ligava", conta Anna. Por incrível que pareça, a pior parte da adaptação não foi em relação aos amigos que ficaram para trás, e sim ter que viver na cidade grande. "No começo a poluição incomodou um pouco, até fiquei meio doente, mas hoje em dia até brinco com a minha mãe quando estou no interior. Digo que preciso da fumaça de Sampa pra sobreviver"..

O processo foi inverso para Guilherme, que mudou da região da Grande São Paulo para a cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, já quase próximo ao Estado de Goiás. O garoto tinha apenas 12 anos, e estava na sétima série. A opção de mudar, nesse caso, não foi do garoto. "Foi bem ruim. Não me enturmei rápido e não gostava daqui", reclama. Guilherme, a irmã mais velha e a mãe precisaram mudar por conta do trabalho de seu pai. Apesar dos três estarem no mesmo barco, Guilherme se sentia muito sozinho.

A cidade de Uberlândia é um misto de cidade grande com interior, mas segundo Guilherme, a cabeça do pessoal de lá é bem "diferente" daquela das pessoas que conviviam com ele em São Paulo. Para piorar, a família do garoto nem sabia se iria ficar de vez em Minas Gerais, pois se o pai acertasse os problemas com seus negócios, poderiam voltar. "Como a gente não sabia se ia continuar morando aqui, nem fiz questão de nada", relembra Guilherme. Ele não se preocupou em fazer amizades, muito menos em se dedicar ao estudos. Repetiu a sétima série, pois não conseguia pensar em estudar e faltava em diversas aulas.

Finamente a família decidiu que teria que ficar mesmo por lá e Guilherme se acostumou com a ideia. Passou a se abrir mais para novas amizades, começou a fazer aulas de basquete e seus pais ficaram sócios de um clube da cidade. "Depois melhorou muito!", relembra animado. E os amigos que ficaram em São Paulo? "Tinha dois grandes amigos. Saíamos juntos todo dia, mas hoje é só por Orkut e quando estou em São Paulo, tentamos nos encontrar", explica Guilherme. A adaptação em relação a cidade também foi melhorando, já que o garoto descobriu o que tinha de bom por lá. Além disso, Guilherme conta que "o shopping cresceu bastante e tem uma lan house a cada esquina". E isso facilita bastante a vida dele.

Para encarar as mudanças que ocorrem em nossas vidas é preciso estar disposto. A cada novo lugar, uma nova amizade pode surgir e isso torna a vida realmente mais interessante. Conhecer novos lugares pode parecer assustador, pois precisamos deixar de lado um lugar que conhecemos com a palma da mão para aprendermos novos "caminhos". Mas vale a pena, afinal não tem como saber se você é uma pessoa mais de praia, de interior ou cidade, se não passar pela experiência de viver nesses lugares! E os amigos que ficam para trás, se forem amigos mesmo, continuarão junto de você de alguma forma.

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