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28/05 - 08:00hs

Mineirinho: 10 dicas para você se tornar um surfista profissional

Campeão do mundial revela detalhes de sua rotina e estratégias para se dar bem nas ondas

Priscila Bessa, iG Rio de Janeiro


Fotos George Magaraia

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Adriano de Souza, o “Mineirinho”, de 24 anos, diz que sabe o que precisa melhorar para ganhar o título mundial, mas prefere não revelar sua estratégia até que a estatueta esteja em suas mãos. Entretanto, durante entrevista ao iG o surfista acabou deixando escapar algumas dicas preciosas para quem quer levar o esporte à sério. A seguir, os 10 mandamentos do surfista número 1 do ranking mundial no momento.

IDADE
“A melhor idade para começar a surfar é a que eu comecei, com 8 anos. Quanto mais novo você pega jeito com mais facilidade”.

A VOZ DA EXPERIÊNCIA
“Nem sempre o melhor surfista é o que vai vencer o evento e, sim, o que está mais em sintonia com o mar. Fui me adaptando porque vim do Brasil e tenho um pouco de dificuldade com o tipo de onda dos outros lugares. Mas com o tempo você vai se moldando”.

ANTES DE COMPETIR
“Me concentro, faço os treinos diários e tento sempre surfar antes dos eventos. Cair no mar antes da competição iniciar”. 

BASE
“Sempre busquei ser um bom atleta. Com uma base de treinos e dedicação você já monta uma boa estrutura para se tornar um surfista profissional”.

TREINO
“Faço treinamento funcional específico para o surfe que me ajuda a melhorar muito o meu desempenho no mar, mas não treino sempre devido às viagens e a correria dos eventos. Me ajuda bastante. Durante a competição dá para conciliar, surfo de manhã e treino à tarde. São exercícios de força e equilíbrio. Não faço musculação. Faço exercícios com bola, elástico, fita, um pouco de peso, mas bem fraco”.

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ALIMENTAÇÃO
“Tenho uma nutricionista que me dá todas as orientações. É muito difícil conseguir seguir todos os dias, mas tento fazer o máximo possível. Evito besteiras em geral como chocolate e refrigerante. Tento comprar alimentos naturais ou frescos. Mas, de repente, chego na China e tenho que me adaptar ao que tem, comer um miojo”.

OPORTUNIDADE
“Acho que os atletas internacionais sempre tiveram mais estrutura e mais chance porque os eventos geralmente acontecem na casa deles. Mas hoje o Brasil sedia eventos internacionais. Atualmente temos atletas que têm uma estrutura que até estrangeiro não consegue. Agora as pessoas que estão ligadas diretamente às grandes competições estão presentes nesses eventos. Então, se você se sai bem, o retorno é praticamente imediato. Não raro você vê um novo atleta despontando rapidamente. Foi exatamente o que aconteceu na minha carreira”.

GRANA
“Acho que comecei a ganhar dinheiro quando me tornei profissional e comecei o Circuito Mundial aos 16, 17 anos. Na carreira amadora campeão não leva grana”.

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TALENTO
“O talento é fundamental e é o que vai te dizer qual vai ser o caminho. É uma carreira que depende muito do talento e de acreditar em si mesmo”.

ESTRATÉGIA
“Passei a estudar muito o surfe. Você tem que estudar bem o adversário, as ondas, o lugar que você vai. Tem um certo segredo nisso. Se você se encaixar nesse estudo as coisas fluem”.

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