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27/11 - 08:01hs

Maconha traz mais prejuízo a quem começa mais cedo, aponta estudo

Pesquisadores americanos sugerem que quem iniciou uso antes dos 16 anos pode ter funções cerebrais ainda mais danificadas

New York Times

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O uso da maconha geralmente tem início na adolescência e, segundo um novo estudo americano, não poderia ser uma época pior. Jovens que começam a usar a droga regularmente no início da adolescência têm resultados significantemente piores em exames de avaliação de funcionamento do cérebro do que aqueles que já tinham pelo menos 16 anos quando começaram, relataram cientistas na semana passada.

As descobertas levaram pesquisadores do McLean Hospital a deduzir que o desenvolvimento cerebral do adolescente pode ser particularmente vulnerável aos efeitos nocivos da maconha.

“Precisamos entender que o cérebro em desenvolvimento não é igual ao cérebro adulto”, disse a Dra. Staci A. Gruber, principal autora do estudo e diretora de neuro-imagem cognitiva e clínica do McLean Hospital, instituição de Belmont, Massachusetts, afiliada à Universidade de Harvard.

O estudo, realizado em conjunto com tomografias cerebrais, foi pequeno: participaram apenas 35 usuários crônicos de maconha com idade média de 22 anos. Os participantes tiveram de completar uma avaliação de funções executivas – processos cerebrais responsáveis pelo planejamento e pelo pensamento abstrato, compreensão de regras e inibição de ações inapropriadas. O teste – no qual os participantes deveriam ordenar cartões de diferentes formas, cores e números – é um medidor de flexibilidade cognitiva.

Gruber diz que aos 15 anos o cérebro ainda está mudando e “a parte que modula as funções executivas é a última a se desenvolver”.

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