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10/12 - 18:33hs

"Exposição viva" da Red Bull acaba sábado
Ainda dá tempo de conferir, sem pagar nada, a galeria onde os artistas criaram trabalhos durante a própria exibição

Juliana Kataoka, iG São Paulo

Sábado é o último dia para dar uma olhada na Red Bull House of Art, no Hotel Central de São Paulo, edifício construído em 1918 por Ramos de Azevedo (que fez também o Teatro Municipal e a Pinacoteca do Estado). A galeria funcionou da seguinte maneira: dez artistas, vindos de sete países, trabalharam juntos no hotel por um mês. Eles produziram vídeos, pinturas, fotografias, instalações – e também viveram e se alimentaram juntos.

Na primeira exposição, que aconteceu de 12 a 22 de novembro, foram expostas obras que contextualizassem os trabalhos de cada artista. A estréia aconteceu bem no dia do apagão. "Ainda bem que, por conta da fiação antiga, nós optamos por geradores e correu tudo normalmente", explica Maria Montero, um dos curadores, sobre o imprevisto.

Enquanto a primeira exposição rolava no andar térreo, os artistas, no segundo andar, trabalhavam para entregar obras inéditas no prazo de um mês. “Desde o começo, combinamos que a única regra era a data de entrega. E todos, sem exceção, trabalharam arduamente para conseguir cumpri-la. Ficaram no atelier muito mais que o previsto, viraram madrugadas”, conta a curadora.

A segunda exposição, que começou no último sábado, exibe os trabalhos feitos durante o tempo de residência. A curadora disse que ficou 100% satisfeita. “Imaginei que a gente mostraria uma belíssima exposição, mas o grau de maturidade me surpreendeu”, diz Maria. “A cidade de São Paulo colaborou para isso. Você percebe nas cores: preto, branco, cinza e ocre. Há uma seriedade, os trabalhos tratam de questões vitais com uma complexidade muito verdadeira. E o mais importante, são trabalhos prontos, o que é incrível, em tão pouco tempo”.

Uma das coisas mais legais é que os ateliês onde os artistas trabalharam agora estão abertos a visitação. “Quando um trabalho é finalizado, normalmente a história do artista desaparece um pouco. Nessa exposição, os visitantes podem conhecer o local de trabalho, as referências e elementos conceituais que têm a ver com as obras” completa Maria.

Há vários destaques nessa segunda exposição: uma videoarte cuja sonorização lembra a música Panis ET Circenses, dos Mutantes; fotos de voluntários que resolveram abrir a intimidade e tirar a roupa para a Alessandra Cestac; o piano suspenso de Claudio Bueno, que faz pensar sobre o desconforto do deslocamento; o sofá saindo pela janela do atelier de Zander Bloom; os casulos em tamanho de gente do alemão El Bocho, entre outras coisas.

Depois de sábado, a Red Bull House of Art deixa o Hotel Central. O projeto ainda não tem data para uma nova edição.

Quer ir?
Red Bull House of Art – Segunda Exposição
Hotel Central – Av. São João, 288 - Centro - São Paulo
Até 13 de dezembro
Horários:
De terça à sexta: das 12h às 18h
Sábados, domingos e feriados: das 10h às 18h
Entrada: Grátis

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