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30/04 - 16:47hs

Aumento peniano

Será que é mesmo possível? Conheça as técnicas que prometem alguns centímetros a mais!

Daniela Barbosa

No Brasil, durante o século XVI, os homens da comunidade Tupinama costumavam injetar veneno de cobra nos seus órgãos sexuais para aumentá-los. Segundo alguns relatos, a dor desse procedimento durava cerca de 6 meses, mas o sacrifício era válido e o resultado também.

Hoje, 500 anos depois, a preocupação com o tamanho do membro ainda é um dos piores pesadelos masculinos. Nas últimas semanas recebemos centenas de e-mails de garotos querendo saber sobre métodos de aumento peniano.

O pênis se desenvolve até os 16 anos e o tamanho considerado normal pode variar entre 7 e 27 cm, quando ereto. Mas quando é inferior a 14 cm já é motivo para preocupar os garotos, que muitas vezes ignoram que a função sexual é mais importante que o tamanho, mesmo porque a profundidade da vagina de qualquer menina não ultrapassa 12 cm.

Mas dá para aumentar o tamanho?
Algumas técnicas prometem aumentar o comprimento do pênis e até cumprem a promessa. Claro que não existem milagres e nenhum procedimento faz dobrar o comprimento, por exemplo. Segundo o urologista, Carlos Chávez, isso é pura balela. “Essas técnicas que garantem aumentar 20 cm o pênis é pura mentira, isso não existe”, afirma o médico. Porém, segundo o especialista, alguns procedimentos podem trazer SIM uma melhora:

• Bombas de sucção: elas têm um efeito momentâneo, ou seja, o pênis ganha alguns centímetros por alguns minutos, mas depois que perde a ereção, volta ao normal. Elas funcionam da seguinte maneira: o aparelho é encaixado no pênis e ativado com um mecanismo de bombear. Como se fosse um sistema a vácuo que altera a corrente sangüínea e faz o órgão ganhar de 2 à 3 cm. Existem bombinhas manuais e elétricas.

• Peso: amarrar algo pesado na ponta do pênis também faz com que ele cresça, mas causa impotência. De que adianta ser grande se não subir?

 Hormônio: o uso do hormônio testosterona uma boa opção para aqueles que desejam aumentar em até 2 cm o comprimento peniano. Ele só pode ser tomado a partir dos 18 anos e sempre com a orientação de um médico.

• Exercícios: os exercícios fisioterápicos também são uma boa alternativa. Para o Dr. Carlos Chávez é o procedimento mais adequando e menos traumático. O legal é que os exercícios podem ser feitos em casa e aumentam até 2,5 cm o tamanho.

• Prolongador: parecido com uma camisinha, esse acessório ajuda também a aumentar o tamanho do pênis, claro que de uma forma artificial... É uma espécie de um “brinquedinho erótico”. Para aqueles que gostam de inovar na hora do sexo, o prolongador é um excelente apetrecho.

O estudante Gustavo G., de 20 anos, estava infeliz com o tamanho do seu pênis e resolveu procurar uma clínica especializada para realização da  cirurgia, mas no seu caso a cirurgia não foi necessária. Ele se submeteu a um tratamento feito com o hormônio testosterona e com os exercícios fisioterápicos. Ele já conseguiu aumentar  2 cm o tamanho do pênis. “Estou feliz com o tratamento, mesmo porque o meu desempenho sexual melhorou muito e a minha auto-estima também, afirma Gustavo.

• Cirurgias: existem também as cirurgias de aumento peniano, que prolongam o órgão em até 3 cm, mas ainda estão em fase experimental é só são indicadas em casos de extrema necessidade.

Como funciona a cirurgia
As cirurgias de aumento peniano são indicadas apenas para casos de micropênis, (inferior a 7 cm ereto), ou neoplasia de pênis  (quando há perda, devido a um acidente por exemplo, de uma parte do pênis). O urologista, Emilio Sebe, afirma que as cirurgias só podem ser feitas a partir dos 18 anos e que a procura ainda não é muito grande. “As pessoas que possuem alguma deformação no pênis ainda têm muito receio de assumirem o fato e muitas vezes por vergonha não procuram um especialista”, explica o médico.

Para o aumento peniano existem três tipos de cirurgia, são elas:

Secção do ligamento suspensor do pênis: este procedimento consiste em separar o pênis do ligamento que o prende por dentro. Retira-se dessa forma porção localizada originariamente dentro ao arco púbico ao meio exterior. Esse tipo de intervenção faz com que o pênis cresça até 3,5 cm.

Injeção de Gordura no pênis: este procedimento tem a finalidade de tentar aumentar o diâmetro peniano, principalmente em estado de flacidez, por meio da injeção de células gordurosas retiradas de outra parte do corpo.

Lipo-escultura: esta cirurgia normalmente é feita em indivíduos obesos que tem o acúmulo de gordura ao redor da púbis que embuti pênis. Desta forma, a retirada desta gordura gera o resultado aparente de aumento peniano.

Normalmente essas cirurgias duram em torno de 2 horas e o tempo de recuperação leva até 30 dias. Para o Dr. Carlos Chávez, as operações só devem ser feitas em casos de extrema necessidade.

As conseqüências
Além da impotência sexual, as cirurgias por estarem ainda em fase de experimental, podem causar:
• Ruptura dos nervos penianos;
• As cirurgias podem ter o efeito contrário e encurtar ainda mais o pênis;
• Perda da angulação (o pênis fica apontado para baixo);
• Infecções;
• E a aparência, que pode ficar esteticamente, muito pior do que antes.

Por isso que quem não tem muita urgência, não deve arriscar.

Tamanho não é documento!
Não fazer sexo por causa do tamanho é bobagem, pois na hora do rala e rola isso é o que menos importa. Já foi comprovado que as meninas gostam mais das preliminares do que do ato propriamente dito. Então, capriche nos carinhos, beijinhos e principalmente no sexo oral. Você vai ver que a última coisa que ela vai reparar é no comprimento do seu pênis! Mas se incômodo for tão grande que o impeça de ter uma vida sexual ativa, vale tentar resolver pelos meios citados acima... Afinal, se você acha que não tem nada a perder, não custa arriscar.

E você, arriscaria alguma técnica para aumentar o pênis? Ou não precisa dessas coisas? Deixe seu comentário!


Dr. Emilio Sebe é urologista formado pela Universidade Paulista de Santos.

Dr. Carlos Chávez é urologista da Clínica New Man.

Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG



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