Herpes genital – o vírus do amor

Dr. Ricardo de La Roca

Hoje, vamos falar de uma doença sexualmente transmissível tão antiga quanto nossa civilização. O herpes genital é caracterizado pelo surgimento de pequenas bolhas brancas, pequenas, agrupadas, que acometem a área genital como o pênis, o escroto, a vagina, o períneo e o ânus.

Dias antes de aparecerem existem manifestações sensitivas nas pernas com sensação de queimação, pode ocorrer febre de pequena intensidade, ou sintomas de gripe. No local do surgimento das vesículas, surge uma área avermelhada, elevada, sensível ao toque e até à água do banho e em 24h, surgem as bolinhas, que se rompem formando feridas que cicatrizam espontaneamente em três a quatro dias. Uma vez instalado o vírus do Herpes, ele vai se alojar nas terminações nervosas superficiais na área contaminada, e recolhe-se, deixando na pele uma pequena marca branca que com o tempo esvai-se.

Tem uma particularidade de voltar à atividade em períodos variáveis, podendo reaparecer em três meses, seis meses, ou até depois de um ano, e sempre num momento onde a imunidade esteja comprometida, algumas vezes com mudança de hábitos alimentares, outras vezes associado a períodos de stress emocional.

Por ser um vírus, não existe medicação efetiva contra herpes, e o tratamento é baseado em cremes ou medicamentos por via oral que tenham princípios ativos que melhorem a resistência imunológica, mesmo assim é freqüente uma pessoa portadora do Herpes genital conviver até o fim de sua vida com esta doença, sem trazer maiores seqüelas.

A transmissão para parceiros sexuais acontece na fase onde as vesículas se rompem, no liquido que extravasa existe uma grande quantidade do vírus, que em contato com áreas genitais propaga-se com muita facilidade. Depois da cicatrização das lesões, não existe mais a possibilidade de transmissão.

Essa é umas das mais freqüentes DSTs do mundo, e pode acometer até 40% dos indivíduos sexualmente ativos. Por isto é chamado de vírus do amor. Portanto aí vai o alerta da necessidade de proteção, nas relações sexuais com parceiras ou parceiros que você não conhece muito bem, ou com pessoas que saibam que tem o Herpes e estejam em época de surto. Os preservativos são a única barreira que impede a transmissão do Herpes genital.

A consulta ao urologista ou ginecologista à primeira manifestação de lesões bolhas nos genitais é fundamental, pois com o tratamento correto, estes surtos tendem a ser mais demorados para aparecer, e quando aparecem, podem ser de menor intensidade e mais rápidos em cicatrizar.

Dr. Ricardo Felts de La Roca, urologista
(CRM-SP 28.886)
http://www.delarocaurologia.com.br
E-mail: ricardo@delarocaurologia.com.br



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