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| Os europeus podem até não concordar, mas acima estão as duas taças mais importantes de 2006. Uma da Itália outra do Inter. E que venha 2007... |
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PODCASTING 
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O viajante do ano Não posso me queixar depois de ter visto os jogos do Brasil na Copa do Mundo na Alemanha e depois acompanhado o Inter campeão do Mundo no Japão. 2006 inesquecível no quesito milhas-futebolísticas acumuladas |
Prêmios Aproveitando a deixa. Peço desculpas pela coluna ter ficado 'abandonada' desde o Mundial de Clubes. E aproveito para dizer que estou mandando email para o Vitor Hellmann e para o Fernando Delavale, com lembranças da coluna de número 100. Se o colorado Edu aparecer, tenho algo para ele também. Agradeço a todos pelas mensagens e espero que em 2007 vocês continuem discutindo futebol por aqui e por aí também |
Craque da rodada Essa semana não teve futebol suficiente para escolher um craque. Então fico com o craque do ano. Tenho que manter a coerência. Ronaldinho Gaúcho foi o jogador que mais vezes ganhou o prêmio de jogador da semana aqui nesta coluna. Além disso, no texto aí ao lado, foi o que mais você quis ver jogar em 2006. Então vai para Ronaldinho Gaúcho o título de BomdeBolaFC do ano |
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2006 foi um ano inesquecível pois ...
Por Maurício Teixeira (mteixeira@ig.com), 31/12/2006
O time do ano: O Internacional foi campeão do Mundo. Primeiro levou a Libertadores sem tomar conhecimento do São Paulo. Venceu no Morumbi, onde o São Paulo e a Libertadores têm essa mística. Depois, perdeu quatro jogadores fundamentais e mesmo assim manteve um altíssimo nível de jogo, terminando, sem precisar, o Brasileirão na segunda colocação. Para fechar, anulou o Barcelona em Tóquio e foi campeão do Mundo sem choro nem vela.
O momento do ano: Zidane dá um chapéu em Ronaldo, outro em Kaká e despacha o Brasil de volta para casa. Uma semana depois, bate um pênalti à Djalminha numa final de Copa do Mundo, com a bola acertando a trave antes de entrar. Minutos depois, uma cabeçada destemperada em Materazzi, no momento mais especial do futebol no ano.
O herói inesperado do ano: Quando você vê o Belletti correndo, parece que o cara nem sabe o que é uma bola. O jeitão dele é daqueles caras que são escolhidos por último na hora da pelada dos amigos. Em campo, não é craque, mas ninguém tira dele ter sido titular em times como o São Paulo, o Villarreal, o Barcelona e até ser convocado para uma Copa do Mundo. Aí, num time que tem Eto'o, Deco, Ronaldinho Gaúcho, esse cara desconjuntado e esquisito entra e marca o gol do título mais importante da história do Barcelona. Belletti pode até ser grosso, mas ele é f...
O herói de verdade do ano Jogador de futebol pode ser seu ídolo, pode ser um cara que você admira, mas herói é demais, certo? Herói mesmo é bombeiro, enfermeira, gente que trabalha pelos outros. Os heróis do ano no futebol foram aqueles policiais militares de São Paulo que seguraram no peito e na raça os bandidos que tentaram fazer uma tragédia no Pacaembu quando o Corinthians foi eliminado da Libertadores.
A volta por cima do ano: A, i, u, mil desculpas Gabiru. Adriano, herói do título mundial do Inter, desbanca qualquer um neste quesito.
A frase do ano: "Freeeeed? Quem é Fred?" - A frase foi dita por (vários) membros da torcida brasileira em Munique quando Parreira resolveu colocar o atacante em campo contra a Austrália. Os torcedores (a maioria não é do ramo em Copas, são mais turistas que torcedores) vaiaram a substituição. Fred marcou o gol e virou "conhecido" depois daquilo...
A rivalidade do ano: Chelsea x Barcelona. Deu Barça na Champions do ano passado e até agora está dando Chelsea. Mas o bicho pegou forte. Foi uma delícia acompanhar cada manchete de jornal, cada declaração do José Mourinho, o clima das partidas.
Ranking nacional "Mauricio" de times do ano: 1º - Internacional 2º - São Paulo 3º - Atlético-MG 4º - Flamengo 5º - Paraná Clube 6º - Grêmio 7º - Ipatinga 8º - Santos
O jogo do ano - quesito bem jogado: Gols, espetáculo: Atlético-PR 6 x 4 Vasco da Gama na Baixada pelo Brasileirão, com não sei quantas viradas.
O jogo do ano - quesito emoção: Alemanha 0 x 2 Itália. Um gol aos 14 outro aos 16 minutos do segundo tempo da prorrogação numa semifinal de Copa do Mundo com o time anfitrião em campo. Precisa dizer mais?
O craque do ano: Deixem Ronaldinho Gaúcho em paz. Uma coisa é ele ter feito uma Copa ruim, como fez toda a seleção brasileira. Outra coisa é ter sido anulado por Ceará e cia na final do Mundial. Mas não há como negar que ele foi o melhor jogador do ano. Henry, Zidane e Deco são até discutíveis mas Cannavaro é piada de mau gosto. Quantas vezes você pensou este ano assim: "que beleza, a Juve ou o Real vão jogar nesta tarde, vou ver o Cannavaro jogar. Não posso perder." Mentira que você não fez isso. Ronaldinho encantou e em maio era campeão da Champions League e do Campeonato Espanhol. Desde setembro sem Eto'o e com Messi mais ou menos, assumiu um papel também de goleador e lidera o Barça tanto na Champions como na Liga Espanhola. Prefiro ver um dia ruim de Ronaldinho do que ver a mediocridade geral em campo. Ronaldinho, ainda assim, é o melhor jogador de 2006.
A decepção do ano: Se ele é o melhor, tem que ser a maior decepção também. Na Copa, Ronaldo, Ronaldinho e Kaká, principalmente, me decepcionaram mais que os outros. Não dá para culpar os laterais quando se tem três gênios deste quilate em campo. Como tenho que escolher um, Ronaldinho é a decepção do ano pela expectativa depositada nele por todos nós.
A Copa mais disputada de todos os tempos: Não foi a mais técnica, longe de ser a mais lembrada por craques e jogadas individuais, mas foi a maisequilibrada de todos os tempos. Seis campeões do mundo entre os 8 primeiros e dois deles se enfrentando na final, nos pênaltis, como não poderia deixar de ser. Alemanha e Argentina fizeram jogos melhores que os outros, mas não chegaram lá. Portugal e Itália mostraram como se avança na garra numa Copa e a França provou que média de idade alta não é um problema. A Itália mostrou que tradição+sorte+vontade ganha título e é tetra.
O mico do ano: Buffon, Zambrotta, Thuram, Cannavaro, Camaronesi, Viera, Del Piero e Trezeguet. Foram nada menos que 8 jogadores da Juventus na final da Copa do Mundo. E, então, o que acontece? O time perde o título italiano e é rebaixado. O mico do ano, sem dúvida.
Seleção Brasileira do ano: Rogério Ceni, Daniel Alves, Lucio, Juan e Marcelo; Gilberto Silva, Mineiro, Kaká e Fernandão; Sóbis e Ronaldinho Gaúcho
Seleção Mundial do ano: Buffon, Zambrotta, Cannavaro, Juan e Lahm; Vieira, Pirlo, Deco e Zidane; Henry e Ronaldinho Gaúcho
Fala aí: Abaixo, comente como quiser. O espaço é seu. Abs
Maurício Teixeira escreve semanalmente a coluna BomdeBolaFC, sempre às terças-feiras (desta vez especial no domingo). Edição 101 - ano II. Durante a semana, confira os posts diários do BlogdeBola
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