Comemore torcedor Tricolor. São 15 anos sem Brasileirão e desta vez foi com folga. Se quiser, baixe um papel de parede-poster clicando aqui

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Tetra Tricolor
Dos 4 títulos do São Paulo, parece claro que 1986 foi um ano fora da curva. Um time de craques, sem comparação aos outros 3 títulos. Um time de Careca, Pita, Mueller e um futebol inesquecível. Nas outras três conquistas, os nomes lembrados muito se parecem. Chicão, Josué, Mário Tilico, Leandro, Ronaldão, Serginho Chulapa, Aloísio, Cafu e Souza são nomes que entraram para história pela raça com que jogaram, pela vontade em cada partida e muito menos pelo futebol que jogaram. Todos merecem seus estandartes no Morumbi e estão na lista de "jogadores de verdade" que pelo clube passaram, mas longe do panteão de gênios que vestiram a camisa tricolor, que vai de Zizinho, Leônidas e Canhoteiro a Gerson, Pedro Rocha e Kaká. Jogadores que ironicamente não ganharam 'brasileirões'. Mas o São Paulo e a sua relação com o Brasileirão parece muito clara a lógica. Jogador bom é aquele que vence, é aquele que veste a camisa, aquele que supera suas limitações. Parabéns ao São Paulo operário, aquele que é campeão quando o São Paulo genial não consegue chegar lá. Parabéns ao São Paulo, tetracampeão brasileiro de futebol
O Pato do Abelão
O Inter perdeu o título brasileiro ao não conseguir vencer o Paraná na várzea que virou o Durival de Brito no domingo chuvoso curitibano. Mas quem se importa? O que vale mesmo e a convocação desta quinta-feira com os jogadores que vão ao Japão. Está todo mundo de olho no tal Alexandre Pato, ou Alexandre 'Fenômeno, de 17 anos. Será que vai?
BomdeBolaFC
O craque da rodada e do Brasileirão é gaúcho de nascimento, mineiro de profissão e tricolor de coração. Mineiro, quando não é o melhor em campo, é o jogador mais importante para o time. Quando é o melhor em campo, ainda se arrisca a definir jogos decisivos como aquele do Mundial de Clube. Mineiro é o retrato deste campeoanto. Humilde, justo e come-quieto. Mineiro é o BomdeBolaFC da semana





Cinco meses depois, o 'bichado mágico' se entrega

Por Maurício Teixeira (mteixeira@ig.com), 21/11/2006

Quando perdemos da França em 1998, todas as teorias da conspiração possíveis e imaginárias foram formuladas. Até CPI foi criada para explicar o óbvio: jogamos mal e perdemos. Oito anos depois, não havia do que reclamar quando fomos eliminados novamente pelos franceses. Um time que mal chutou a gol perdeu naquela noite em Frankfurt. Ponto final.

Quase 5 meses depois, Kaká vem a público dizer que não tinha condições de jogo para atuar naquele domingo. Havia se machucado contra Gana e disse ao técnico que podia jogar quando na verdade não reunia condições. Foi inclusive substituído aos 33 do segundo tempo para a entrada do 'salvador' Robinho (que vinha também de contusão).

Semanas antes do depoimento de Kaká, Ronaldo disse a um jornal que jogou a Copa inteira contundido. Tanto que logo após a Copa entregou-se a uma cirurgia no joelho, da qual ainda vive reflexos já que na sua volta ao time, sentiu outra contusão.

Adriano, que estava fora de forma na Copa, assim que voltou do Mundial, afundou-se numa crise psicológica que, entre outras coisas, o afastou da equipe por um tempo e lá se vão mais de 200 dias sem marcar um gol pela Inter.

Então vamos lá: Adriano estava visivelmente fora de forma e deprimido. Ronaldo tinha uma dor no joelho que o impedia, segundo ele, de recuperar a sua melhor forma e embalar durante a competição como queria. Kaká, uma fortaleza de saúde, jogador que pouco se machuca, não tinha condições de jogo contra a França. Três dos quatro ângulos do nosso quadrado mágico estavam bichados. Virou o 'Bichado Mágico'.

E aí? Então fica por isso mesmo? Dois jogadores de ponta como Kaká e Ronaldo falam na maior sinceridade que não deveriam ter jogado, mas jogaram por conta e risco. Esnobam a comissão técnica (que se manteve em muitos nomes) sem pudores e fazem pouco dos jogadores que faziam parte do grupo e poderiam muito bem ter dado 100% naquela partida. Vão sair com cartão de crédito dessa? Kaká, inclusive, até já ganhou a faixa de capitão de Dunga na ausência de Lúcio.

Era bom Kaká e Ronaldo também entenderem que tem coisas na vida que ou você não faz ou depois não comenta.

Existem boas chances do Bichado Mágico ainda ter futuro na seleção. Kaká e Ronaldinho já fazem parte do grupo de Dunga. Ronaldo é o maior artilheiro da história das Copas e, se ficar em forma, com apenas 30 anos, tem condições de ser convocado e todo mundo sabe disso. Até Adriano, o menos comentado deles, pode muito bem voltar a marcar e jogar na seleção.

Se isso acontecer e eles fizerem por merecer a vaga no time, cabe a Dunga mostrar quem manda e criar a cultura de que só joga quem está 100% ao contrário do que foi na Copa pelo que Kaká e Ronaldo indicaram.

Ninguém será titular com o nome e muito menos ter vaga cativa ainda que machucado. A não ser que o Pelé resolva voltar aos gramados. Aí a gente dá um desconto.

Maurício Teixeira escreve semanalmente a coluna BomdeBolaFC, sempre às terças-feiras. Edição 98 - ano II. Durante a semana, confira os posts diários do BlogdeBola




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