Na foto da AP, Ronaldinho e seu número 20, o da reserva, o da luz no final do túnel

PODCASTING
(.)
.
.
Brasileirão
Uma combinação de resultados nada difícil de acontecer pode dar ao São Paulo, na próxima rodada, uma mão na taça. Não chega a ser uma vantagem como a de Fernando Alonso em Interlagos, mas convenhamos, com o nivelamento do campeonato, poderia ser algo como a proximidade do fim. O time joga com o Juventude (10º colocado) em casa enquanto o Santos enfrenta o Botafogo (11º)fora e o Grêmio pega o São Caetano (19º) também fora. A combinação dos mandantes todos vencerem poderia fazer o São Paulo abrir 10 pontos do Santos e 11 do Grêmio. O Inter, que pega o Fluminense (15º) no Beira-Rio, vencendo, voltaria à vice-liderança, a 9 pontos do líder mantendo esta lógica de mandantes vencendo. Seriam nove pontos, com nove rodadas faltando. A sorte, dos outros três, é que Grêmio e Santos ainda enfrentam o São Paulo em seus dominios
Lateral-esquerda
Gosto do Gilberto. Gostei do que vi até agora do Marcelo e gosto do Adriano. Não vejo nenhum deles como grande titular da seleção, imbatível, dono absoluto da camisa pelos próximos 10 anos (nem acho saudável isso, certo Roberto?). Mas acho que nenhum deles faz feio. Curioso ver como Adriano é forte na marcação. Difícil de imaginar que ele fosse forte neste fundamento uma vez que é ala dos mais avançados no Sevilha e mesmo no Coritiba era um jogador bem adiantado. Surpreende-me a sua marcação e força física, assim como surpreende a habilidade, ainda tpimida, de Marcelo
Craque da rodada
Do Brasileirão, as atuações de Cristiano do Paraná Clube e Edmundo do Palmeiras chamaram a atenção. Gostei também do gol do Michel, do Atlético-PR. Na seleção, acho que a dupla Kaká e Ronaldinho, além de Robinho, fora de ritmo de jogo, mostrou boa movimentação. Para BomdeBolaFC da semana, no entanto, fico com Eltinho, do Paraná, que fez estrago no Mundão do Arruda





Uma camisa 20 para a história

Por Maurício Teixeira (mteixeira@ig.com), 10/10/2006

Ronaldinho Gaúcho foi reserva da seleção pela primeira vez desde que virou gente grande. Se eu fosse ele, guardaria para sempre a camisa 20, a que usou em Estocolmo. Um momento muito triste na sua vida é perder aquilo que sempre foi seu.

Perder o amor e a admiração de alguém não é mole. Recuperar, mais difícil ainda. Ronaldinho perdeu a admiração que tinha de toda uma nação. Perdeu a confiança e por um bom tempo vai ter que remar para que os olhares tortos de todos nós um dia se acabem, se acabarem.

Quando entrou em campo e foi para o banco, Ronaldinho chegou na metade do poço. De lá, olhou para o fundo, que é o lugar para onde estava se encaminhando no conceito popular. Viu também a saída, a luz, que veio em forma de uma entrada no time no lugar de Dudu Cearense.

Entrou e jogou bem, merecendo vestir a camisa. Deu o passe do gol, procurou o jogo e acertou duas vezes a trave. Aproveitou seu momento, desfrutou, sempre naquela sensação de que pode ser o último.

Tudo bem que não foi aqueeeela reserva, que dói, que deixa o jogador tenso e magoado. Foi mais com cara de revezamento, de "testar todos" e etc. Mas, enfim, sentou no banco e ficou de castigo.

Está certo o Dunga

Dunga acertou. E vai acertar sempre que usar não um, mas todos os critérios possíveis para escalar a seleção. Estar bem fisicamente é o primeiro deles. Não tem como jogar fora de forma, por mais nome ou história ou peso que um jogador carregue.

O segundo critério é técnico. Estar jogando bem e com ritmo de jogo, tão importante quanto a parte física, é uma condição mínima para ser convocado para a seleção brasileira.

Os dois primeiros critérios preenchidos (estão mais para requisitos do que critérios), aí sim o treinador pode inventar. Tem todo o direito de colocar um jogador mais da sua confiança ou com mais história na seleção. Pode deixar o mais mediático dentro e o mais nervosinho fora. Pouco importa. O critério que inventar será subjetivo e sofrerá críticas e elogios.

E que a camisa 20 sirva de um novo começo para Ronaldinho na luta para recuperar a admiração de um grande amor perdido.

Maurício Teixeira escreve semanalmente a coluna BomdeBolaFC, sempre às terças-feiras. Edição 92 - ano II. Durante a semana, confira os posts diários do BlogdeBola

 




Colunas anteriores