Que tal os bonequinhos Ribery que são o novo hit na França? O jogador, destaque da Copa, é dos mais comentados e mais ilustrados pelo país

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Infelicidade
Só tenho a lamentar a contusão de Cicinho e torcer para sua recuperação. A lamentar também o lance bobo em que aconteceu. Uma jogada em que a bola resvalou seu joelho e ele acabou ficando sem equilíbrio, colocando a perna direita no chão sem apoio, com o peso do corpo. Para ver o momento da contusão, clique aqui
30 anos
Ronaldo virou trintão e ganhou um filho do Nistelrooy de presente. Explico. O jogador foi relacionado de última hora para integrar a equipe na Champions, sua primeira vez desde o fim da Copa. Não se sabe se joga, mas vale pelo frisson de voltar ao estádio
Craque da rodada
Sabe quem foi o herói desta rodada? Lucio. Lucio, o velho Lúcio, agora cabelo levemente longo, trancinhas. Ele é o 10 do Fortaleza e detonou o Fluminense em pleno Maracanã no sábado. Lúcio, do Fortaleza, é o BomdeBolaFC da rodada





Afinal: é melhor ou mais esforçado?

Por Maurício Teixeira (mteixeira@ig.com), 26/09/2006

Eu me rendo: não existe campeonato mais disputado no mundo do que o Brasileirão, seja da série A ou da B. Agora, renda-se! É difícil encontrar um tão nivelado por baixo também.

O ano terminou com três grandes times de futebol: O Corinthians de Tevez e Nilmar, o Inter e Rafael Sóbis, Tinga e Fernandão e o São Paulo campeão do Mundo no Japão. Até o Fluminense, dava para dizer, tinha um time técnico, mas que foi sonoramente morrendo na praia (sem direito a plano de saúde), ultrapassado pelo apenas esforçado Palmeiras no final.

Começou o ano e o Santos ganhou o Campeonato Paulista com um time de nível técnico apenas regular. O Corinthians quebrou a cara na Libertadores e desmantelou-se. Hoje, entra no rol do esforçados na batuta de Leão. O São Paulo teve um bom momento no primeiro semestre. Mas, convenhamos, dependia demais de seus volantes e alas, além de alguns lampejos de Danilo. E time que depende demais de volante e ala, mais dia menos dia, vira um time esforçado. É o líder, mas muito mais esforçado do que técnico.

Sobrava ao Inter, recém derrotado no Gauchão pelo esforçado rival, a responsabilidade de ter um time bom, com jogadores técnicos como Sóbis, Fernandão, Tinga, Jorge Wagner e mesmo Alex (ou Adriano, ou Iarley). Responsa que o Colorado não deixou barato e levou o inédito título sul-americano. Naquele momento, o único time bom do Brasil vencia o time que era o mais aplicado até então. Técnica mais vontade superou a vontade mais vontade.

Passou a festa colorada, o Brasileirão voltou. E está dos mais emocionantes. Mas não se pode dizer que o campeonato está sendo disputado pelos melhores times. São, sim, os times mais esforçados. Ou ainda: são os melhores por serem os mais esforçados.

Parece difícil, mas é fácil. Neste ano, quem lutar mais, vence. Não tem um time ou mesmo um jogador que você diga que desequilibra em campo, fazendo chover ou algo assim. Coisa que Alex fez em 2003, Robinho fez em 2004 e mesmo Tevez e Nilmar fizeram em 2005.

Em 2006, a estrela máxima do campeonato, o mais caro jogador do ano, Zé Roberto, é um excelente jogador, mas passa longe de um craque genial. Niguém vai entregar a bola pra ele no meio e dizer: "Toma, Zé. Resolve..." Acima da média, diga-se, mas um brigador.

Não é o Zé Roberto ou tem a bagagem e o salário dele, mas neste quesito cada time tem o seu, com menos glamour. Magrão já é o melhor jogador do Corinthians. Lucas carrega o piano direitinho no Tricolor (RS). Mineiro e Josué são estandartes tricolores (SP).

E assim vai o Brasileirão. O mais disputado dos últimos anos. Ganha quem berrar mais. Ganha quem correr mais. E só.

Maurício Teixeira escreve semanalmente a coluna BomdeBolaFC, sempre às terças-feiras. Edição 90 - ano II. Durante a semana, confira os posts diários do
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