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+ + do Brasileirão- Santa Cruz, com dois golaços de fora da área, estragando a festa do Cruzeiro no Mineirão;
- Ponte Preta, com diarréia e desfalcada, surrando o Flu e saindo da zona de rebaixamento;
- São Paulo, com os reservas, e muita, mas muita sorte mesmo com os resultados alheios, abrindo vantagem na liderança;
- O Santos, mesmo com gol duvidoso, virando um jogo espetacular;
- O Palmeiras, ainda invicto depois da Copa, jogando com dois a menos cheio de raça no Ceará; |
e + + Brasileirão - O Paraná Clube, que chega perto de virar o turno entre 4;
- O Flamengo vencendo na volta de um ídolo e batendo o recorde de público do torneio;
- Os goleiros (reservas) Diego do Palmeiras e Renan do Inter;
- O Corinthians enterrando e ressuscitando no Pacaembu, mas com a lanterna ainda na mão;
- A incrível diferença de 5 pontos do primeiro ao 6º.
- A incrível diferença de 3 pontos entre o 9º colocado e o primeiro time na zona do rebaixamento |
Craque da semana Vou dar o BomdeBolaFC da semana para Ricardo Oliveira, pelo jogo que fez contra o Chivas no Morumbi na última quarta-feira. Ele é também pivô da polêmica Betis-São Paulo. Olhando pelo lado do Betis, que terminou a temporada passada dependendo de Diego Tardelli, estão cobertos de razão. O jogador realmente faz a diferença para o time. Olhando pelo lado do São Paulo, tem que tentar até o fim... |
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Anjos Brancos, muita grana e resultado x magia
Por Maurício Teixeira (mteixeira@ig.com), 08/08/2006
Estou colocando a leitura em dia depois da Copa do Mundo e dos meses que antecederam (não deu muito tempo). Um dos livros que estava na fila é o de John Carlin: Anjos Brancos - Entre o céu e o inferno - Os bastidores do Real Madrid.
O livro mostra com detalhes o jeito Florentino Perez de fazer as coisas. Relata várias passagens sobre o ex-presidente do Real da era que ficou marcada como Galáctica e seu projeto para a equipe. Títulos nunca foram o foco principal de sua gestão, que tinha como plataforma eleitoral duas pilastras:
- Ganhar dinheiro
- Encantar o mundo
O primeiro objetivo conseguiu cumprir como jamais alguém conseguiu até o último dia de seu mandato. Os jogadores todos, os mais caros do mundo, pagam para jogar no Real Madrid. De Beckham a Zidane, passando por Ronaldo e Raúl, os jogadores do time cedem 50% de seu direito de imagem para o clube. Ou seja, cada contrato de publicidade que Ronaldo ou Beckham fazem, 50% fica no bolso do time.
Pagar o salário de 6 milhões de euros por temporada dos chamados galácticos vira assim uma grande moleza. Só Beckham, estima-se, fechou 24 milhões de euros em contratos publicitários ano passado. Fazendo uma conta simples: o Real Madrid pagou 6 milhões ao jogador e o jogador pagou 12 milhões ao clube.
Delícia ter craques assim, né? Só a grana que Becks devolveu aos cofres brancos já foi suficiente para pagar o salário do próprio Beckham e Zidane. Somados os contratos publicitários de Ronaldo, de Raúl, Casillas, Roberto, Sérgio Ramos paga todos os jogadores e ainda tem troco. Some-se a isso as camisas vendidas de Beckham na Ásia ou de Ronaldo na América do Sul, o patrocinador na camisa, as cotas de amistosos, os direitos de televisão e os estádio cheios: Bingo! Terá uma empresa saudável.
A receita de Florentino era simples. Investir mais, para ganhar muito mais.
O problema todo foi o segundo objetivo. De 2000 a 2004, de certa forma, Florentino conseguiu ter um time rico, vencedor e encantador. Além das Champions League e Ligas Espanholas ganhas, a equipe levava "ilusão" como dizem os espanhóis, por onde passava. O auge (e a virada de fio) foi dezembro de 2003, quando o Real Madrid venceu o Barcelona em pleno Camp Nou. Na partida, Roberto Carlos e Ronaldo marcaram os gols (2 x 1) e Beckham e Zidane comandaram o show. Ronaldinho Gaúcho, machucado, assistiu a tudo das tribunas.
Daquele jogo em diante, o time começou a baixar a guarda. Perdeu nas últimas rodadas a Liga 2003/2004 para o Valencia. Na temporada seguinte, Deco juntou-se a Ronaldinho e o Barça virou a equipe imbatível que é até que se prove o contrário. A derrocada geral foi o show que Ronaldinho deu no Santiago Bernabeu na última temporada, arrancando aplausos da torcida merengue.
Ali Florentino acabou. Sua política de ganhar muito dinheiro com craques de expressão jamais foi contestada. Mas ninguém poderia admitir jamais um baile de uma outra equipe em sua própria casa. Sobretudo o inimigo catalão.
A plataforma eleitoral de Florentino era justamente acabar com o futegol de resultados de Fabio Capello. Ironicamente, o treinador italiano volta ao time e com ele contratações para reforçar o meio e a defesa. Peças certas para formar um time que deve reagir em termos de resultado e provavelmente ser bem mais competitivo. Só resta saber se vai perder o encanto. Se é que encanto enche a barriga de quem não ganha dinheiro algum com o clube: o torcedor.
Maurício Teixeira escreve semanalmente a coluna BomdeBolaFC, sempre às terças-feiras. Edição 83 - ano II. Durante a semana, confira os posts diários do BlogdeBola
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