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Blogueiro da Copa
No próximo dia 8 de junho desembarco em Berlim. Já fiz coberturas de Copas do Mundo (98 e 2002) daqui do Brasil. Esta será primeira vez in loco (espero não ser pé frio). Para você que está acostumado a freqüentar esta coluna e o blogdebola.com, gostaria de apresentar o endereço em que estarei postando durante o Mundial. Será o Blogueiro da Copa (blogueirodacopa.blig.ig.com.br). Lá eu vou reunir todo o material que apurar ou conseguir no Mundial, uma espécie de BlogdeBola exclusivo da Copa, além de contar os bastidores de toda a cobertura. A coluna também segue funcionando normalmente e provavelmente com mais atualizações durante o Mundial
Blogueiro da Copa 2
O Blogueiro da Copa ainda está esquentando. Afinal estou em São Paulo. Mas se quiser dar uma passada lá e adicionar ao seu favoritos, vem coisa boa durante o Mundial. Clique para o Blogueiro da Copa
Preteridos, mas decisivos
Vários jogadores sonhavam com a convocação para a Copa. Gustavo Nery e Nilmar, por exemplo, acreditaram até o último momento. Dois deles, na reta final, já nem pensavam muito nisso. Nesta última semana de Brasileirão, no entanto, destaco estes dois jogadores. Ricardo Oliveira e Petkovic. Ambos têm condições de estar no Mundial mas cada um por um motivo não apareceu na lista. De qualquer forma, fazem a diferença por aqui. Oliveira fez dois no clássico e ainda deu o toque para Alex Dias fazer o dele contra o Vasco. E Pet organiza o Flu, líder do Brasileirão. BomdeBolaFC da semana vai para os dois





A Copa do Mundo dos sonhos (ou do acerto de contas)

Por Maurício Teixeira (mteixeira@ig.com), 30/05/2006

Muitas pessoas com quem eu tenho falado nesses últimos dias elegeram outro rival para vencer. A Argentina já não aparece como seleção a ser batida, mas sim a França, nossa algoz na final da Copa de 1998. "De preferência com requintes de crueldade", disse um amigo no último domingo.

Faz todo o sentido que Zidane, Henry, Trezeguet (que ainda é filho de argentino) sejam o caroço de azeitona atravessado na garganta do brasileiro. Afinal, nos últimos dois encontros (86 e 98) tomamos bucha.

Ao mesmo tempo não dá para esquecer que no nosso último encontro com a Argentina em Copas, voltamos corridos da Itália em 1990. Somando uma coisa com a outra e fazendo umas contas totalmente viáveis, descobri que existe uma trajetória de Copa que seria impecável. Um Mundial ideal para o Brasil ser campeão e ainda lavar a alma de todas as gerações passadas e futuras:

  • Oitavas-de-final - Brasil x Itália - 1º do F x 2º do E

O Brasil, primeiro do Grupo, vai enfrentar a Azzurra. E você pode argumentar que a Itália já é freguesa. Foram duas finais que ganhamos deles em 70 e 94. Tadinhos. Tadinhos, nada! A Itália pode apanhar o resto da vida que ainda terá uma dívida com o Brasil. Foram eles que voaram com o canarinho para casa em 82. Com uma seleção que é tão comparada com a de 82 como a nossa atual, jogar bom futebol e eliminar a Itália seria uma lavada de alma acachapante. Meeedo.

  • Quartas-de-final - Brasil x Espanha - Espanha é 1ª do H e vence Coréia ou Suíça nas oitavas

'Pô Maurício. Pera lá. Os espanhóis não fedem nem cheiram. Não tenho a menor gana de vencê-los.' A não, e o Raul? Vai dizer que não sobe o sangue quando a torcida do Real Madrid vaia Ronaldo e aplaude o atacante espanhol por mais um carrinho na linha de fundo? Vai dizer que a pressão nos estádios e as vaias quando Rivaldo toca na bola não te enlouquecem? Pois para mim, incluir a Espanha no caminho seria uma boa.

  • Semifinal - Brasil x Argentina - Argentina, 2ª do C, bate Portugal nas oitavas e Inglaterra nas quartas

Nem preciso me alongar aqui. Mesmo que não fosse preciso, vencer a Argentina já seria bom. Mas neste caso, numa semifinal de Copa do Mundo na Europa, não tem o que dizer. Depois do Penta e mais a Copa América e a Copa das Confederações, em caso de vitória nossa argentinos só poderiam discutir futebol de novo daqui a no mínimo oito anos.

  • Final - Brasil x França - França, 1ª  do G, bate Ucrânia nas oitavas, Rep. Checa nas quartas e Alemanha na semi.

O dia vingança. Ronaldo não só acorda inteiro, como sorridente, esperando reencontrar seu amigo Zidane para ajustar as contas. No meio do dia, dá um trimilique nele e quando todo mundo chega preocupado para ver o que é, ele começa a rir e diz: "iiii sacaneei vocês!" Ronaldinho não vê a hora de rever Henry sob a ótica que ele (o Gaúcho) tá acostumado, que é como vencedor. Kaká faz sua oração e recebe a benção de uma apresentação de gala. De preferência, 3 x 0 para nós, com o terceiro sendo do Lucio ou do Emerson, para descontar aquele feito pelo Petit (ninguém se conforma em ter tomado aquele gol do Petit).

Bom dia, colunista!
Problema é que depois de sonhar com tudo isso, acordei! Já é tão difícil ganhar uma Copa, ainda mais uma deste jeito. Não precisa ser tanto não. 1 x 0 todos os jogos, com adversários menos glamurosos como Coréia do Sul ou Ucrânia, já tá valendo. Seria muito bom ganhar daquele jeito, mas não sei se o Brasil e o coração aguentam.

Adeus, futebol!
Em compensação, se isso tudo acontecer e o Brasil finalmente voltar a vencer uma Copa na Europa, acho que o futebol nunca mais será o mesmo. Talvez mudem as regras, até quem sabe o nome do esporte. Afinal futebol terá sido um esporte que existiu há muito tempo e que foi totalmente dominado por brasileiros até perder a graça.

Ps. Tem gente que vai argumentar que ficou faltando Inglaterra, Alemanha ou Holanda. Mas acho que nestes três já batemos o suficiente. A Holanda, em 94 e 98, já vingamos 74. A Inglaterra tem crédito somando 70 e 2002 e a Alemanha sofreu logo na estréia. Só acho que ter Portugal nesta caminhada seria uma boa, afinal jamais tivemos uma chance de devolver 1966. Mas como esta coluna é democrática, se você tem uma seleção engasgada que precisa de uma lição, grite abaixo!

Maurício Teixeira escreve semanalmente a coluna BomdeBolaFC, sempre às terças-feiras. Edição 74 - ano II. Durante a Copa, Maurício vai postar no Blogueiro da Copa




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