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| O goleirão Lehmann vive fase semelhante a de Ronaldinho Gaúcho. Ganhou moral no seu país, o da Copa, ao ser anunciado titular da seleção. Na Champions, é quase tão herói ou mais que Henry. A capa do the Sun no dia seguinte resume bem sua fase |
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Silvinho e a coincidência O lateral Silvinho, do Barcelona, tem grandes chances de ser titular amanhã contra o Celta de Vigo, no jogo que pode dar o título espanhol, bem como estar entre os 11 escolhidos para entrar em campo contra o Arsenal, na final da Champions. Acontece que Celta e Arsenal são exatamente as duas equipes anteriores de Silvinho na Europa. No primeiro, ficou de 2001 a 2004 e no time londrino, duas temporadas a partir de 99. A coincidência só será maior ainda caso o Barça vença a Champions e o Corinthians seja campeão da Libertadores. Neste caso, Silvinho disputaria 3 títulos contra seus 3 únicos ex-clubes. - aliás, jogando pelo Celta, Silvinho foi eliminado da Champions pelo Arsenal na temporada 2003-2004 (quem se lembra do golaço de Edu na ocasião?) |
Número As primeiras 8 mil entradas destinadas para torcedores do Barcelona na final da Champions em Paris serão sorteadas entre os 72.680 torcedores que se inscreveram para comprá-las. Ver jogo de futebol importante na Europa, hoje em dia, além de coisa para abastados é coisa para sortudos |
Craque da semana Incrível como a semana passada foi prodígio em termos de golaços. Não me lembro uma semana no futebol recente que teve um gol como o de Lenny do Fluminense, o de Ferrari do River e o de Renteria do Inter. Como tava no momento assistindo ao vivo o de Lenny, vou dar a ele o troféu de BomdeBolaFC da semana |
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Acorda, Brasil! Não é da gente que vamos perder
Por Maurício Teixeira (mteixeira@ig.com), 02/05/2006
Sabia que o Brasil pode perder a próxima Copa? Imagino que sim. Até aí nenhuma novidade. Agora que ela vem. Sabia que o Brasil pode perder a próxima Copa para uma outra seleção?
Os últimos anos fizeram um pouco mal para a torcida brasileira. O Brasil foi tomado por uma síndrome de arrogância futebolística jamais vista na história dos esportes. Algo como o complexo de vira-lata de Nelson Rodrigues às avessas.
Até 58, sobretudo depois da tragédia no Maracanã em 50, o brasileiro achava que não era capaz. Título ganho na Europa, com Pelé e Garrincha encantando o Mundo e a teoria foi por terra. Ainda mais com o bi quatro anos depois e do tri em 70.
Logo na minha vez? Aí começou a fase do "poxa-logo-na-minha-vez?". É o que de certa forma acometeu a geração nascida na década de 70, já que beliscou em 74, poderia ter ganho em 78, deu show em 82, foi competitivo em 86 até culminar com o fiasco em 90. De 70 a 94, não à toa, o brasileiro virou fissurado por Fórmula-1 com Emerson, Nelson e Ayrton (alguém já estudou a correlação direta entre nomes brasileiros terminados em 'N' e títulos mundiais?).
Futebol? 'Aaaaa, futebol era bom no meu tempo', diziam com risinho sarcástico nossos pais e avós. A sensação desta geração anos 70 era a de que não importa o craque (Zico, Falcão, Careca, etc), nem o time, jamais conseguiríamos de novo.
Grande moleza torcer pelo Brasil Pois foi em 94 que o ciclo maldito terminou. Ganhamos. Ufa. Vencer também é do nosso tempo agora. Veio 98, fomos para a final e 2002, mais uma vitória e o penta definitivo. Ou seja, quem nasceu em 88 e tem 18 anos, viu efetivamente 3 Copas (94, 98 e 2002) e o Brasil foi para a final em todas. Grande moleza torcer por esse país.
Tão moleza, que o torcedor brasileiro 'pós-moderno' assumiu uma arrogância incrível. Para ele, o Brasil só perde para sí mesmo. Quando perde, como em 98, não foi o Zidane e a França que jogaram melhor. Foi a Adidas que acertou com a Nike que o título ficava com ela desta vez (arrã). O brasileiro acha tão improvável que sua seleção perca uma copa que num dos momentos mais constrangedores da história do futebol, Ronaldo foi a uma CPI de parlamentares ditos sérios explicar porque "não jogou bem" a final em Paris.
Teorias da conspiração Pois é nessa onda que vamos para o Mundial. Não faltam 'motivos' para o Brasil estar derrotado antes mesmo de começar o Mundial. Tem gente que diz que a Fifa não deixaria o Brasil ganhar duas seguidas. Ou que a Fifa jamais permitirá que o Brasil vença uma Copa na Europa novamente. Teorias conspiratórias não faltam.
Perder para nós mesmos? Teorias de que os jogadores brasileiros podem entregar pelo salto alto e por serem mercenários também pululam pelos fóruns de discussão e botecos. Não existe meio termo. Se perder, ou foi de salto alto ou era armação. A torcida brasileira só esquece de alguns motivos para o Brasil perder em junho a Copa. Coisas bobas, tais como:
- Não é a Tour de France, é futebol. Nem sempre o melhor vence; - Não é playoff da NBA que cada disputa é melhor de 7. É Copa do Mundo. Nem jogo de ida e volta tem. Acordou num dia ruim, volta para a casa, sem direito a outra chance; - Todas as seleções assistem exaustivamente jogos de Kaká, Ronaldinho, Ronaldo e cia e um bom técnico pode dar muito trabalho ao time de Parreira; - Zidane, Henry e etc; - Totti, Del Piero e etc; - Messi, Tevez e etc; - Lehmann, Ballack e etc; - Drogba, Shevchenko, Robben, Cristiano Ronaldo e tantos outros...
Ou seja, somos favoritos e podemos ganhar até com show e facilidade. Mas perder faz parte do futebol. E quando alguém perde, lá do outro lado alguém ganha. O clichê "o Brasil só perde para ele mesmo" não existe nem nunca existiu. Os outros times, esses sim, são os principais adversários na nossa busca pelo hexa.
Maurício Teixeira escreve semanalmente a coluna BomdeBolaFC, sempre às terças-feiras. Edição 70 - ano II. Conheça também o Blogdebola.com
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