Entre humanos, essa prática é mais uma forma de se buscar o prazer durante a relação sexual. A prática do sexo anal é provavelmente o maior tabu sexual existente em nossa sociedade. A penetração pelo ânus soa para algumas pessoas como uma prática cruel e suja.
Sua reputação ficou pior ainda nas últimas décadas devido ao surgimento do HIV, que é facilmente transmitido pelo sexo anal se feito sem camisinha.
Apesar de tudo, algumas pessoas adoram essa prática. Outras odeiam. E outras nunca tentaram ainda e têm muita curiosidade.
Se doer, algo está errado
Como a região do esfíncter anal não tem lubrificação natural, pode gerar dor e sangramentos, coisas que podem ser atenuadas com o uso de lubrificantes próprios para isso, que facilitam a entrada do pênis.
O sexo anal não deve ser dolorido. Se doer, é porque algo está errado! A falta de preparativos é, provavelmente, a causa das doloridas tentativas do sexo anal. Com lubrificante, camisinha e paciência suficiente, é totalmente possível incluir o sexo anal em sua vida com segurança e prazer.
Mesmo assim, há pessoas que não curtem, e se seu parceiro ou parceira for uma dessas pessoas, respeite seus limites e não insista.
Prazer para os dois
Como a região anal é uma zona erógena, que são aquela que quando tocadas podem causar excitação, o ato pode levar a pessoa penetrada ao orgasmo, ainda que os estímulos que propiciam essa sensação não sejam só do corpo ou do toque, mas também psíquicos.
O sexo anal em uma relação hetero pode ser, às vezes, uma opção que traz mais prazer principalmente para o homem, já que a musculatura do ânus é mais apertada que a da vagina, por isso a pressão sobre o pênis é maior. A prática da penetração anal envolve, muitas vezes, a estimulação simultânea do clitóris.
Precauções
Existe também o medo de que, se feito constantemente, o sexo anal possa afrouxar a musculatura do ânus. Os estudos de médicos e sexólogos não confirmam isso, a não ser em casos que o pênis seja anormalmente grosso.
Sem as devidas precauções, para o homem que penetra, existe o perigo de entrada de fezes no canal da uretra, causando infecções que se estendem até o testículo.
No caso das mulheres, se o sexo vaginal for feito imediatamente após o anal, podem ocorrer infecções na vagina semelhantes (senão idênticas) às que podem ocorrer na uretra do homem, devido à incompatibilidade entre a flora bacteriana dessa região com a flora existente no ânus.
Para evitar esses casos e a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, deve-se usar a utilização de preservativo para o sexo anal e fazer uma lavagem retal prévia. Para evitar ou amenizar eventuais dores, lubrifique a região com produtos adequados.
Nunca utilize vaselina para melhorar a lubrificação, pois ela enfraquece o látex da camisinha, que pode romper-se. Procure usar um lubrificante a base de água, como KY, que é encontrado em qualquer farmácia.
Dr. Wagner de Ávila
Urologista-Andrologista
http://www.urologista.com.br