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| Quer um bom motivo para ficar atento às movimentações da seleção da Argentina? Acompanhe o jornal Olé e suas capas sensacionais. Essa acima, para quem não lembra, foi no dia seguinte ao chocolate que demos neles na final da Copa das Confederações no mesmo dia em que o São Paulo ganhou do River em Buenos Aires e tirou o time deles da Libertadores. Impagável: acesse http://www.ole.com.ar |
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PODCASTING 
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Treino de noite A reportagem que a Folha de São Paulo trouxe neste final de semana, sobre os treinos de Ronaldinho Gaúcho com personal trainer fora do expediente, gerou em mim sentimentos confusos. A parte ruim é ser sem a Seleção saber e isso pode gerar uma ou outra ciumeira. Mas a parte sensacional e que enche os olhos é ver que o homem está concentrado e não vai deixar que o semestre desgastante que vai ter pelo Barça atrapalhe seu plano maior: ser hexa e o melhor jogador do mundo. O cara que vive treinando e jogando e escolhe, sem ninguém mandar, na hora da folga, fazer treinos extras, tem uma força de vontade além dos meros mortais |
É mentira Só se fala disso nos garagens de Seattle. O facilitador de resultados, o juizão Edilson, negou a suspeita de que tivesse alguma coisa a ver com a péssima arbitragem no último Superbowl. Assunto encerrado (copyright do estilo do texto: 100% Tutty Vasques) |
Craque da rodada Ver ao vivo é mais gostoso e faz o caboclo merecer dobrado o prêmio de BomdeBolaFC da semana. Convidado por um amigo e fiel leitor corintiano, fui ao Pacaembu ver Tevez em um jogo mostrar todas as suas qualidades. Desde a raça, passando pela velocidade e passe perfeito, à habilidade para marcar um golaço e sua identicação com a torcida. Foi o craque da semana sem dúvida. Fui também ao clássico de domingo entre São Paulo x Palmeiras e vi Thiago manter a fama de promissor jogador com estrela (dois num clássico), mas longe de ser o novo Careca! Vamos com calma com o garoto |
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E a grama do vizinho, como vai?
Por Maurício Teixeira (mteixeira@ig.com), 07/02/2006
A 4 meses do pontapé inicial da Copa já passou da hora de perder algumas letras do meu teclado com um assunto delicado: a Argentina.
Os hermanos pegaram outro grupo da morte pelo caminho além de vir de resultados negativos seguidos como a derrota na linha de chegada das Eliminatórias para o Brasil e uma virada acachapante em 'amistoso' contra a Inglaterra.
Por isso, e escolados pela última Copa, os argentinos de certa forma comemoram o fato das atenções não estarem voltadas a eles. Além disso, ao contrário de 2002, o time ainda não está definido de forma unânime.
A Argentina fechou as Eliminatórias com um time-base que está longe de ser o preferido entre a torcida e a imprensa. Fazendo a média dos vários times das Eliminatórias, dá pra dizer que o base de Pekerman até então foi: Pato, Zanetti, Ayala, Heinze e Sorin; Mascherano, Cambiasso, Riquelme e Killy Gonzales; Saviola e Crespo.
Dois nomes ganham muita força tanto pelo que vem mostrando em campo como no voto popular e hoje não seriam titulares apenas por um capricho muito grande de Pekerman: Tevez e Messi. Aos dois, junto o 'veterano' Aimar.
Carlitos Tevez, e não é só corintiano que vai concordar, é o cara. Se não tem a técnica de Riquelme e Messi, sua vontade em campo, força, velocidade, determinação não se encontra em um craque de primeira linha. Ele tem um algo mais que para uma Copa do Mundo pode fazer toda a diferença. Além disso, sua temporada 'no exterior' parece ter dado certa maturidade a Carlitos, que a meu ver está pronto para ser titular do time. Quem eu sacaria? Saviola, fácil.
Outro que não vai ser fácil deixar no banco é Lionel Messi. Para muitos, o novo Maradona. Concordo realmente que existe um craque no jogador do Barcelona. Dos bons. Mas não concordo de sopetão que Messi precisa ser titular do time na primeira fase da Copa. Lembrem-se que Maradona na sua primeira Copa, em 82, não teve equilíbrio para aguentar o tranco. Messi é ouro puro. Assim como Robinho, a meu ver, pode ser a chave de uma vitória saindo do banco de reservas ou mesmo pegando confiança e virando titular a partir das oitavas ou quartas (uma coisa Pelé em 58). Mas, se preciso fosse fazer Messi ter lugar no time titular argentino, sacaria Killy Gonzales e formaria um quarteto também com eles.
Aimar x Riquelme Mas no momento, se fosse para sacar o chato-insuportável, mas extremamente valioso Killy, seria, a meu ver, para fazer entrar Aimar. O meia argentino é o que se pode chamar de craque em todos os sentidos. Não tem a magia de Riquelme, mas não é jogador de amarelar (sem trocadilhos com o Villarreal) ou fugir de jogo. Seu defeito é parecer não estar 100% há anos, mas se fizer uma preparação decente para a Alemanha, creio que é impossível não ter Aimar em campo como titular. Posso até dizer uma blasfêmia aqui, mas a verdade é que como jogador decisivo (e não apenas como espetáculo), sobretudo em grandes jogos contra equipes de ponta, Aimar é para mim ainda melhor e mais importante que Riquelme.
O operário do gol Decididos os craques, acho que Crespo não pode faltar na equipe. Um finalizador como ele é necessário para qualquer seleção. Se ele não é genial como Ronaldo, não deixa a desejar a Adriano na hora de empurrar para o gol do jeito que for. Para finalizar, Cambiasso e Sorín têm que jogar. Mascherano vai depender do semestre que fizer, assim como Zanetti. Heinze e Samuel brigam pela vaga ao lado de Ayala (ou mesmo um trio de zagueiros, como eu prefiro).
Bate-pronto Se me perguntarem hoje qual seria meu time argentino, escalaria um meio termo entre força e talento. Pato, Samuel, Ayala e Heinze; Cambiasso, Lucho Gonzales, Sorin, Riquelme e Aimar; Tevez e Crespo. Banco: Lux, Zanetti, Coloccini, Mascherano, Maxi Rodrigues, Messi e Saviola
Ser ou não ser Se eu escalei bem o time, espero que o Pekerman jamais tenha acesso a essa coluna. Se eu pisei na bola, favor copiar o link acima e enviar para a AFA.org.ar.
O dia do enfarte.com.br Se por um acaso dos deuses Brasil x Argentina virem a se enfrentar na final da Copa do Mundo, na Europa, seria o dia mais glorioso da história do futebol e, com certeza, o dia do meu primeiro enfarte.
Comente aqui Depois da enxurrada de comentários da coluna da semana passada sobre goleiros (1390 e contando...), acho que hoje o assunto é um pouco menos polêmico. De qualquer forma, quem não odeia ou ama a Argentina, bom sujeito não é. Deixe seu palpite aqui sobre o quão longe os hermanos podem chegar em 2006 na Copa.
Maurício Teixeira escreve semanalmente a coluna BomdeBolaFC, sempre às terças-feiras. Edição 58 - ano II. Conheça também o BlogdeBola.
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