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Harry Potter e o Cálice de Fogo: o melhor e o pior do filme
Não há dúvidas: HARRY POTTER E O CÁLICE DE FOGO é o melhor filme da série até agora. Na verdade, um dos melhores desta temporada. Nestes tempos, quando fomos assolados por algumas bombas intragáveis (tipo GUERRA DOS MUNDOS, além da grande decepção do MOCHILEIRO DAS GALAXIAS), esta é uma ótima notícia.
Esses dragões são de verdade?! Parece que tudo funciona perfeitamente: o ritmo alucinante cria um clima de suspense e interesse o tempo todo, as piadas funcionam, as aventuras são de tirar o fôlego, os efeitos especiais estão cada vez melhores, acompanhando de perto o desenvolvimento tecnológico (os dragões, por exemplo, estão de tal modo bem construídos que parecem mesmo reais), a fotografia está belíssima, e o roteiro muito bem costurado.
Competição e perigo de morte Há dois eixos principais (entre tantas linhas secundárias apresentadas pelo romance da Rowling), a competição do Torneiro Tribuxo que está sendo realizado em Hogwarts: a escola vai escolher um campeão que competirá com mais duas outras escolas de magia. O vencedor será condecorado, elevará o nome da escola lá no alto, etc e tal. Como o Torneio é extremamente duro e perigoso, tendo até perigo de morte, o Ministério da Magia decide limitar a idade dos participantes com no mínimo 17 anos; Harry e seus amigos, portanto, não poderão participar.
Galera e festa O outro eixo é o Baile, tratado de forma leve e humorada, trazendo os temas do crescimento dos adolescentes, namoros, garotos e garotas, coisas assim, descoberta da sexualidade (isso tratado Mesmo de forma Bem leve, mas tá lá). Os prenúncios, no entanto, já são tenebrosos desde o começo: um grupo de Comensais da Morte, os seguidores de Voldermort, atacam o acampamento onde se realizava a Copa Mundial de Quadribol! Harry está tendo sonhos perturbadores onde vislumbra um Voldermort ainda enfraquecido, mas com planos maléficos. E, de repente, depois de escolher os três participantes para o Torneio Tribuxo, o Cálice de Fogo resolve convocar Harry Potter também, apesar dele ter somente 14 anos! Todos entendem que não pode ser coincidência. Mas não sabem o que está acontecendo. E deixam rolar o Torneio, sempre na expectativa de algo ruim possa acontecer. No entanto, tudo é muito pior do que possam imaginar.
Problemas no filme? Opa, vários Alguns são inevitáveis, por conta das linhas decididas para o roteiro e que naturalmente não caberiam em um filme de pouco mais de duas horas: há toda uma questão social e muito séria no livro que teve de ser deixada de lado, o que é uma pena. Parece que realmente o orçamento foi limitado, pois houve algumas faltas sentidas: a Copa tem uma apresentação magnífica e empolgante, cria uma enorme ansiedade, mas acabam não mostrando nenhum jogo!, o que é muito frustrante. Os atores estão crescendo e ficando cada vez mais canastrões, com caras e bocas em alguns momentos meio ridículas, mas tudo bem, eles são tão simpáticos que isso não chega a atrapalhar. Sinto pelo personagem do Rony que, no livro, já tava meio difícil de conviver e no filme ficou simplesmente chatérrimo, um saco.
Hora do intervalo, por favor! O que mais incomoda é o ritmo frenético e rápido, em velocidade de videoclipe, sem pausas. O que passa é a impressão de muita coisa demais querendo ser dita em pouco tempo e embola um pouco. Se houvesse um momento de respiro, curto que fosse, só ajudaria nos contrastes e nas cenas mais pesadas. Os melhores momentos? As cenas do dragão no Torneio Tribuxo; o baile é muito engraçado. Os gêmeos estão mais presentes também, o que é ótimo, pois eles ficam com as melhores piadas (e dá esperança para a próxima aventura, pois no livro eles são muito ativos!) E Ralph Fiennes como Voldermort!, espetacular, espetacular, em uma curtíssima aparição, mas marcante e assustadora; sem dúvida, o melhor ator em um grande momento! Divertido, emocionante e bem feito. Fazia tempo que eu não falava de um filme com a boca tão cheia.
Claudinei Vieira é formado em história e sabe tudo de Harry Potter. Fanático!
www.desconcertos.com.br
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