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PODCASTING
(15/11/2005)
Zé Roberto x Adriano
Se preferir, escute a coluna no podcast do BomdeBolaFC
O Peixe-elétrico
Eu já escrevi mais de uma vez que Romário deveria ter encerrado a carreira há tempos. Acho realmente que a atual condição do craque só diminui meu imaginário de Romário ser um dos maiores atacantes de todos os tempos. Mas tenho que concordar que se ele faz 18 gols no Brasileirão, o mesmo que Tevez e Rafael Sóbis, ele pode jogar mais uma temporada. As palavras do craque, aliás, são implacáveis. Ele diz que o futebol brasileiro está tão nivelado por baixo que ele com 40 ainda pode fazer muitos gols. Tem razão!
Ainda sobre 2010
Na coluna passada (sobre possíveis convocados para a Copa de 2010), os leitores me convenceram e vou incluir alguns nomes na possível lista de convocáveis: Rosinei, Jô, Rafinha, Rafael Sobis, Chiquinho, Ramon, Vagner Love, Moraes. Os outros todos estão na coluna do dia 08/11/2005, clicando aqui
Game Owen
O título acima foi o da genial capa do Jornal Olé (se não viu ainda e quiser ver, clique aqui) após a derrota dos argentinos para a Inglaterra. Resume bem o que foi o jogo. Em 5 minutos, com dois lances de cabeça, Michael Owen mostrou que pode mandar para casa um time desatento na Copa do Mundo. Pelo oportunismo e aproveitamento, Owen é o BomdeBolaFC da semana





Zé Roberto ou Adriano: um dos dois dança. Aposto!

Por Maurício Teixeira (mteixeira@ig.com), 15/11/2005

Incrível como mesmo tendo um ano muito bom, a sensação ao final da temporada é que o Brasil é um pouco vulnerável ainda. No último amistoso da seleção, que por ironia foi no mesmo horário de um jogo de Copa como Argentina 2 x 3 Inglaterra, ficou claro que o time precisa de uns ajustes apesar da goleada.

Na altura do campeonato, considero que tem duas mudanças possíveis para dar mais segurança ao time. Se na frente somos imbatíveis, com a zaga mais protegida, nossas chances que já são enormes podem triplicar. Não que nossos zagueiros sejam ruins em relação aos outros, mas com os avanços de Cafu, Roberto Carlos e Zé Roberto, fica muita responsa apenas para 3 defensores. Partindo do pressuposto que Parreira jamais vai tirar o Émerson e reconhecendo que o técnico anda irreconhecível de tanto risco que tem aceitado correr ultimamente, devemos ter uma das seguintes mudanças até a Copa do Mundo:

1 - A mais provável - muda uma peça
Para não mexer no novo xodó dos brasileiros que é o quarteto mágico, Parreira, como fez com Juninho, deve também sacar Zé Roberto da equipe principal. Sei que vai fazer com pesar, pois Zé é um dos jogadores mais admirados pela comissão e praticamente uma 'invenção da dupla Parreira e Zagallo'. Seria o fim da figura do facilitador, coisa que Parreira orgulha-se muito de ter em campo. Mas ele ver-se-ia (uau!) obrigado a sacar o Zé para ter um segundo volante de ofício. Um segundo marcador ao lado de Emerson que reeditaria a histórica dupla-brucutu Mauro Silva e Dunga da Copa de 94. Brucutu, diga-se, mas vencedora. Levou o Brasil ao Mundial de 94 praticamente sem riscos. Edmílson é o mais forte candidato ao posto, até pela experiência no Penta. Mas Gilberto Silva também corre por fora pela vaga de titular. Resumindo: sai Zé Roberto e entra Edmílson

2 - A menos provável - muda o esquema
Parreira também pode ter um ataque de pânico e mudar o esquema novamente. Afinal, não precisaria jogar com dois volantes brucutus caso tivesse um jogador ofensivo a menos. Enfrentaria mais uma vez a fúria da imprensa e da torcida, como em 94, mas a verdade é que sem Adriano ele voltaria a ter Juninho como titular do seu meio-de-campo. Com isso, Zé Roberto seria mantido. Parreira jogaria então com o time que há 6 meses era tido como o titular absoluto. Com Emerson, Juninho e Zé Roberto; Kaká, Ronaldinho e Ronaldo. Por mais amante que você seja do futebol arte para frente, não há como negar que este time pode ser muito competitivo. Ocupa melhor o campo, ganha uma jogada pela direita e um lançamento precioso que sai do pé de Juninho direto para o pique de Ronaldo. Se perde um atacante matador, ganha mais liberdade para Kaká, o mais sacrificado no esquema do quarteto mágico. Perde por não ter 'um dupla' para o Ronaldo, mas ganha por deixar Ronaldinho mais para a frente, como faz no Barça. Vários contras e alguns prós. Resumindo: sai Adriano e entra Juninho

Adriano e Robinho em baixa
Sabe a única coisa que pode fazer Parreira voltar atrás no esquema do quarteto mágico? Uma queda de produção dos jogadores. Convenhamos que Robinho e Adriano não vivem boas fases ao contrário do que Kaká e Ronaldinho têm feito em seus clubes e principalmente Ronaldo antes da contusão. Um amistoso perto da Copa em que o quarteto esteja mal e Parreira resolva trocar Adriano por Juninho, por exemplo, e o pernambucano jogue como tem jogado ultimamente, pode decretar o fim do quarteto.

A bola é minha e eu passo a vocês
Se me perguntarem agora, de sopetão, mesmo confessando que não tenho 100% de convicção, eu escolheria a segunda opção. Não me chame de retranqueiro. Mas é que abrindo mão de um atacante podemos ter um time ainda ofensivo com Juninho, e muito mais competitivo no meio. E você, o que acha? Tiraria o quarteto? Tiraria o Zé Roberto? Tiraria o comentarista? Dá pra deixar um craque como o Juninho no banco? Não mudaria nada? Entrava logo com o quinteto? Deixe sua opinião abaixo (e por favor não use aspas na mensagem).

Maurício Teixeira escreve semanalmente a coluna BomdeBolaFC, sempre às terças-feiras




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