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| Não deixe de acompanhar a novela virtual Interspectador, que ainda está no 2º capítulo e conta a história de (tchaaaan) um juiz de futebol que manipula resultados. Para acompanhar, clique aqui |
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(04/10/2005)
Pobre por um Figueirense
Se preferir, a história do meu amigo José em áudio para ouvir
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Filha de craqueA maior polêmica da semana no meu blog foi Michelle. Você sabe qual é a relação entre a nudez da moça, um craque da Copa de 90, o São Paulo Futebol Clube e o Big Brother? Eu juro que não é piada. Se quiser conferir, clique aqui no BlogdeBola, leia o post e veja a foto com seus próprios olhos |
Puxões de orelha Vocês ouviram poucas críticas desta coluna aos Ronaldos. Mas sinceramente os dois me tiraram do sério nesta semana. O Fenômeno, agora que está arrebentando, por insistir nestas comemorações infanto-juvenis. Ronaldinho, um sujeito tão genial quando boa praça, por usar uma chuteira de ouro que é uma afronta a um país e um mundo tão miserável. Não acrescenta nada à história de vocês e ainda motiva os adversários. Pensem nisso. Não combina com gênios como vocês! |
Vindo de trás O Roberto Carlos sempre sentiu-se injustiçado por nunca levar o prêmio de melhor jogador do mundo. Por não ser atacante. Então numa decisão inédita esta semana, o BomdeBolaFC vai não para um, mas para DOIS defensores. Pelos dois gols que cada um fez no domingo, Roberto Carlos, do Real, e Maldini, do Milan, são os craques da semana |
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Não ficou rico por um Figueirense
Por Maurício Teixeira (mteixeira@ig.com), 04/10/2005
Meu amigo José, depois de velho, foi morar em Florianópolis. Chegou lá e acabou se encantando pelo Figueirense. Virou Figueira dos mais fanáticos. Chega a sair mais cedo da Praia Mole aos domingos para frequentar o Orlando Scarpelli.
Além da praia e do Figueira ele não abre mão do sagrado ritual de fazer seu joguinho da loteca de todos os sábados. Ele sabe que não paga muito como a megasena, mas é o vício dele. Gosta do desafio. Sem contar que é homem de hábitos simples e não precisa de muito mais para ser muito feliz na Ilha.
Naquele dia, ele acordou inspirado. Cravou São Caetano contra o Corinthians e, boêmio dos bons, apostou que o Goiás ia bater o São Paulo campeão da Libertadores num Morumbi ainda de ressaca. O Palmeiras também não faria cerimônia com o ex-parente Juventude. Assim como o Santos tinha time de sobra para empatar com o Paraná fora de casa.
Na hora de marcar o jogo 11, entre a Ponte Preta que ia muito bem e jogaria em casa contra o combalido Coritiba, bateu um vento e a caneta caiu. Supersticioso, benzeu-se três vezes, bateu na madeira outras três, trocou de caneta e cravou Coxa. Coluna 2 seco!
Como faz todas as semanas, deixou o palpite do jogo do seu Figueirense por último. Antes de assinalar, ponderou: 'o Vasco em São Januário é imbatível. Se não pelo time e pela torcida, os juízes sempre dão um jeitinho.' Mesmo assim, resolveu relevar seu pessimismo. O coração falou mais alto e ele cravou Figueira na coluna 2.
Acertou tudo. Errou por um Figueirense. Errou por um Edílson Pereira de Carvalho. Ganhou R$ 8.923,72 pelos 13 pontos. Deixou de ganhar R$ 1.031.207,28.
Bruxas Duro agora é conviver com a dúvida. Meu amigo José quase ficou rico. A loteria esportiva, que a princípio não tem nada com isso, também perde um pouco mais do seu encanto (já havia perdido graças à reportagem da Placar na década de 80). A timemania que vem aí nem se fala.
Se o árbitro da Fifa está neste preço de banana, imagine o resto! "O Figueira deveria parar de investir em jogador e gastar mais com juiz", escreveu ele num email emocionado para esta coluna na semana passada.
Liga não, Zé! Oito mil já está mais do que bom. E uma caquinha no ventilador de vezes em quando faz bem. Pior de tudo é que o Figueirense vai cair. E nem você e nem o Edílson podem fazer algo a respeito. O time é muito fraco e não há juiz que dê jeito. Quanto a você, sugiro esticar as tardes de domingo na Praia Mole ou quem sabe explorar melhor o sul da Ilha...
Não faça em casa O que você acabou de ler (ou ouvir) é uma triste história baseada em fatos reais. Ou quase! Mas pouco importa.
Caso encerrado Cancelar os 11 jogos é o que mais se aproxima de justiça no caso do juiz ladrão. Eu concordo com a decisão, mas isso pouco importa. Quero saber se você concorda pois é assim que esta coluna é feita. Como de costume, deixe seu comentário abaixo (não use aspas).
Maurício Teixeira escreve semanalmente a coluna BomdeBolaFC, sempre às terças-feiras
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