Muito se questiona a respeito das raves. De um lado, as autoridades, do outro, a moçada que curte a balada. Há algum tempo a polícia - mais precisamente o DENARC - vem pegando pesado na fiscalização de raves e danceterias. A operação recebeu até um nome interessante: Operação Dancing!
Muitos eventos já estão tendo dificuldades para serem realizados, pois ninguém quer o nome envolvido com suposto uso de drogas nas festas. As prefeituras já não liberam alvarás e os donos de fazendas, sítios e chácaras também estão caindo fora de alugar suas propriedades para a realização de raves, que costumam ser ao ar livre.
Recentemente o DENARC descobriu que muitos organizadores vendem a droga e cuidam da distribuição nos eventos. A droga mais freqüente nas festas é o ecstasy, mas também tem muita maconha e lança perfume, segundo informações do DENARC.
Pesquisas comprovam que a venda de água nas raves é muito maior que a de bebidas alcoólicas, pois com o uso do ecstasy, a necessidade de água aumenta. “O corpo fica quente e a pessoa transpira muito, como se fosse derreter”, revela uma menina que às vezes consome ecstasy com o namorado.
Os defensores das raves alegam que elas divulgam o cenário da música eletrônica no Brasil e geram empregos, alguns DJs só tocam em raves, por exemplo. “Acho que eles estão exagerando, pois em todo tipo de festa ou evento pode rolar drogas”, declara uma garota fanática por raves.
Geralmente as raves duram muitas horas, podendo até passar de um ou dois dias. O mito por trás da festa é que para agüentar tanto tempo de balada, só com drogas. Mas nem todos ficam o tempo todo, uns vão mais cedo, outros mais tarde e muitos viram a noite e ficam até o fim.
Alguns dos freqüentadores costumam dizer que na hora em que estão curtindo a rave, viajam, mas não por estarem usando drogas e sim pela música envolvente e pelo ambiente que leva a moçada para um outro plano fora da realidade. Só quem curte conhece essa sensação.