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| Se você ficou desapontado de entrar nesta coluna e descobrir que ela nada tem que ver com o filme, clique aqui e leia no Omelete sobre o DVD de De Volta para o Futuro. Em tempo: esta coluna quase se chamou 'Nunca se fez futebol como hoje'. Teria sido melhor? |
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PODCASTING 
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Vídeo da semanaMeu amigo Bernardo mandou lá do Juvevê o vídeo que ilustra a coluna nesta semana. Uma compilação de gols e jogadas sensacionais de craques como Riquelme, Bergkamp, Ronaldinho e etc. Clique aqui, espere um tempo até carregar e delicie-se com tanta genialidade dos atuais astros do futebol. (Agradeço também ao leitor João Vitor pela paciência e ajuda com o vídeo na semana passada) |
Craque uruguaio O BomdeBolaFC da semana é o Diego Forlan que tem nome de craque e sobrenome de raça. Por passar o Eto'o na última rodada na busca pela artilharia espanhola e mais ainda pelo gol contra a Venezuela no sábado. A propósito, o texto lá de cima é um pedaço do hino do Villarreal, da região de Valência |
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De volta para o futuro
Por Maurício Teixeira (mteixeira@ig.com), 07/06/2005
Els nostres colors són el blau i el groc i els nostres amors pel Villarreal; en el Madrigal sempre lluitarem, tots agermanats sempre animarem...
Na semana passada, a sempre sábia e equilibrada coluna do Tostão deu mais uma aula de futebol e comportamento humano. Na coluna de quarta-feira (Passado, Presente e Futuro), Tostão foi direto ao ponto falando do pedido de Ronaldo em não jogar pela Seleção na Copa das Confederações por estar cansado e querer férias.
Licença à Folha de São Paulo, mas vou reproduzir os 3 parágrafos iniciais nas palavras literais do craque (sem plágio, hein?):
Em 1968, a seleção brasileira fez uma longa excursão pelo mundo sem o Pelé, que jogava pelo Santos e/ou tratava de assuntos particulares. Atuei no lugar dele e garanti o meu nome nas futuras convocações.
Em 1974, Pelé não foi ao Mundial, disputado na Alemanha, porque não queria arriscar o seu prestígio e/ou por outras razões. Outros craques, em todos os esportes, tiveram o mesmo comportamento. Todos tinham os seus motivos, justos ou não.
Os craques do passado adoravam jogar na seleção, mas não eram mais patriotas nem tinham mais amor à camisa do que os atuais.
Vou enfatizar o terceiro parágrafo:
Os craques do passado adoravam jogar na seleção, mas não eram mais patriotas nem tinham mais amor à camisa do que os atuais.
Amém
Eu não sou dos mais saudosistas. Em geral, eu não acho que as coisas antigamente eram melhores que agora. Nem piores. Afinal, eu vivo agora e pronto! Uma coisa é ter saudades e ter referência de outros tempos, outra é virar um velho rabugento.
Jogador de futebol era tão ou mais manipulável pelos mesmos dirigentes, que já no passado também era tão ruins como os de hoje.
Acho incrível o poder das pessoas de glamurizar o que passou e detonar o que temos. Até juiz, pasme, depois que pára de atuar vira gênio do apito. Uma vez eu ouvi numa mesa redonda que nunca mais existiria um dirigente como o Castor de Andrade, que amava o Bangu e fazia de tudo por ele. Ainda bem, não é mesmo?
Podem me malhar. Mas eu vibrei mais com o Ronaldo na minha vida do que com o Zico. Desculpe mundo e torcida do Flamengo, mas é verdade. E olha que eu vi bastante os dois jogarem. Ainda se fosse o Maradona...
Pode ser a mídia, pode ser que eu seja bobo mesmo, mas quando vejo o Ronaldinho Gaúcho, o Zidane e o Robinho em campo, não fico saudoso de ninguém de outras épocas. Ver o passado é legal. Como todos, me emociono com as jogadas de 70, os chutes do Riva, os lançamentos geniais do Gérson. Tenho milhares de gols gravados em casa do Careca, do Reinaldo. Mas é videotape, melhores momentos. Futebol é como o jazz ou como o rock do Jack White, é muito melhor quando você vê ao vivo, acontecendo.
Digo mais. Como nada se perde aqui na Internet, já deixo registrado aos meus futuros filhos e netos: se um dia vocês ouvirem, daqui a 30 anos, o papai ou o vovô aqui dizendo que craque era o Robinho e não esses mercenários que jogam hoje, podem me interditar, me internar à vontade.
Sobre este assunto Recomendo a leitura do texto do cientista e neurologista norte-americano Robert M. Sapolsky, sobre esta tendência do ser humano de só gostar de coisas que conheceu antes dos 20 anos. E que dificilmente vai aderir a alguma novidade depois que completa 35. Clique aqui e leia (em inglês e nada que ver com futebol).
Maurício Teixeira escreve semanalmente a coluna BomdeBolaFC, sempre às terças-feiras
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