Muito se fala sobre a primeira transa das meninas. A insegurança, a ansiedade e o medo antes de ter a primeira experiência sexual são pontos incessantemente debatidos. Por outro lado, pouco se fala sobre a primeira vez dos homens, mas será que com eles é diferente? Não mesmo. Apesar de geralmente não assumirem, os caras também não acham nada fácil encarar uma experiência tão nova.
As preocupações já começam a aparecer bem antes da primeira vez. Pudera, com toda a pressão dos amigos, das amigas e até da família, é muito difícil para um moleque reconhecer que ainda é virgem. Especialmente quando todos seus amigos já transaram, a cobrança é tanta que muitos caras inventam histórias sexuais para conversar com os outros mais experientes.
Esse é o caso de Sérgio Pereira de 20 anos, que para esconder a virgindade, dizia para os amigos que tinha transado com uma amiga da prima dele. “Inventei e não me arrependo. Eles iam me zoar muito”, conta. Ele só fez sexo de verdade um ano depois, com a namorada. “Quando admiti para os meus amigos que aquela sim era minha primeira vez, um deles confessou que tinha mentido também”.
Também por causa da pressão social, o que acontece bastante também com garotos de 13, 14 anos é a procura por garotas de programa para a iniciação sexual. G.R.* que tem 21 anos, passou por essa experiência aos 13 e não gostou. “Fui para a zona por embalo. Não rolou legal e não é bom lembrar que a minha primeira vez foi com uma prostituta”, lamenta. Taí uma coisa que diferencia bastante o mode de encarar a primeira vez delas e deles: enquanto a maioria das meninas preferem esperar "o cara certo" para perder a virgindade, os garotos preferem transar o mais rápido possível, mesmo que seja totalmente sem envolvimento emocional.
Além das prostitutas, uma figura que é a tradicional “tiradora de virgindade” é “menina-do-bairro-que-transa-com-todo-mundo”. P.C.* fez sexo pela primeira vez com uma vizinha que, segundo ele, já tinha transado com outros garotos da rua. “Ela era muito feia. Eu não quis beijar, mas como estava na febre de perder a virgindade, só coloquei a camisinha e fui”.
Na maioria dos casos, o grande medo dos garotos de falhar e/ou decepcionar a garota é justamente o que gera a ansiedade e a insegurança causadoras da famosa “brochada” ou da ejaculação precoce. “Eu chegava a tremer de nervoso. Achei que não ia conseguir”, lembra Mário Takitani, 19 anos, que só conseguiu consumar o ato depois de parar, relaxar e começar de novo.
S.M.* também se entregou ao nervosismo e foi um pouquinho rápido demais. “Eu tinha 14 anos, tava ansioso, empolgado”, explica-se, dizendo que já está bem resolvido sexualmente.
As preocupações aumentam ainda mais quando a parceira não é mais virgem ou ainda é aquela mulher mais velha, toda experiente. Alguns morrem de medo da comparação, outros fingem que já sabem tudo. Assim, ou ficam extremamente nervosos ou são desmascarados e passam por ridículos.
Geralmente, as coisas correm melhor quando são inesperadas. D.C.G.* foi pego de surpresa por uma amiga quando tinha 16 anos e adorou. “Foi um tesão! Não tive nenhum problema, já que a garota não era nada tímida e sempre tomava a frente da situação. Cheguei a me imaginar na TV como um ator pornô”.
Enfim, apesar de toda a pose de “sabe tudo”, os meninos também vão cheios de dúvidas e angústias para a primeira vez. Confira abaixo dez dicas que podem ajudá-lo a ser bem sucedido na “estréia em campo”:
10 DICAS PARA A SUA PRIMEIRA VEZ:
1)Não tenha vergonha da sua virgindade
2)Mantenha a calma. O nervosismo pode atrapalhar tudo.
3)Não finja que sabe tudo, você pode fazer papel de ridículo.
4)Não vá com muita sede ao pote (ainda que isto pareça impossível)
5)Não se esqueça das preliminares. Você vai saber que vale a pena e que não é só ao gozar que você vai ter prazer.
6)Não deixe que a penetração vire uma obrigação.
7)Não pense no ato, pense no que vocês está fazendo a cada minuto: beijos, abraços, amassos em geral.
8)Não tenha medo de ser comparado com outro(s).
9)Não esqueça a camisinha.
10)Se falhar, respire fundo e procure se tranqüilizar na próxima.
*Alguns entrevistados preferiram não revelar a identidade