Cosplayers: entrevistas na Anime Dreams 2005

Guss de Lucca.

Apesar das centenas de mangás, do comércio de animações raras e dos jogos de videogames, a grande sensação dos encontros de animes e RPGs ainda é o público que gasta dias preparando roupas para encarar seus cosplays, que na gíria dos frequentadores nada mais é do que o ato de se fantasiar como um personagem conhecido no meio.

Durante um dos maiores eventos do calendário anual, o Anime Dreams 2005, que reuniu milhares de pessoas durante três dias no Colégio Arquidiocesano, em São Paulo, conversamos com alguns cosplayers para saber mais sobre o hobby.

Caminhando pelas dependências do colégio era possível encontram jovens trajados como personagens de desenhos como Saylor Moon, Dragon Ball Z e Alice no País das Maravilhas. Entre eles estavam os cosplayers Helena Medina, Danilo Costacurta e Felipe dos Santos, que conversavam no pátio enquanto exibiam suas fantasias caprichadas.

“A gente costuma fazer a roupa em casa mesmo, às vezes com a ajuda de costureiras. Minha peruca eu comprei pela internet, que também é um grande auxílio pra quem quer montar um visual legal”, explicou Felipe, que apesar dos detalhes revelou que ainda lhe faltara dinheiro e tempo para comprar as lentes de contato que precisava.

Foi o dinheiro (ou a falta dele) que impediu que seu amigo, o cosplayer Danilo, construísse a fantasia que gostaria. “Queria me produzir mais, fazer um lance simulando uma armadura, mas não rolou”.

Mas dos três era Helena que chamava a atenção dos garotos com seu vestidinho vermelho e o cabelo pintado há três dias atrás. “Pintei só pra fazer o cosplay e ontem percebi que as pessoas ficavam me olhando enquanto eu passeava pelo shopping por causa da cor”, revelou a garota.

Mas chamar a atenção faz parte do processo, pois quase todos os cosplayers que comparecem as convenções se inscrevem para participar dos concursos de fantasia, onde os vencedores saem com prêmios como videogames, revistas e outros brindes.

Mas quanto custa para preparar uma roupa fiel ao personagem escolhido?

De acordo com a cosplayer Karina Chew, que fez par com a amiga Laiyee Cheung simulando a dupla de garotinhas do game Fatal Frame 2, sua fantasia saiu por aproximadamente R$100,00.

“Meu primeiro cosplay foi bem improvisado, fiz em 2003. Mas esse deu mais trabalho por causa dos detalhes”, explicou a garota, contando que sua mãe a apóia entre outras razões pelo fato do dinheiro não sair do bolso dela.

Mas ao contrário delas, os amigos Nagumo Oni e Kanneda não estavam muito preocupados em simular a aparência de personagens conhecidos. A dupla chamava a atenção pelo visual gótico e andrógino, que estava muito mais para Marilyn Manson do que Pokémon.

“Gostamos de tudo que envolva anime e mangá... e por incrível que pareça até curtimos Pokémon”, admitiu Kanneda, explicando que ao contrário de grande parte dos cosplayers, eles já saem de suas casas trajados ao invés de se trocar no banheiro do evento.

“Já me confundiram na rua com uma garota, mas geralmente o que rola é nos chamar de viados, ou algumas beatas fazerem o sinal da cruz”, explicou ele, afirmando que ambos gostam mesmo é de se divertir nos eventos sem grandes encanações.

Por conta disso, os malabaristas Stephanie Avari e RedMax afirmaram estar se sentindo pela primeira vez os mais normais num ambiente. Ambos foram chamados pela organização para executar performances durante o evento.

“É a primeira vez que trabalhamos num evento de animes e estamos curtindo. Olhamos ao redor e nos sentirmos bem comuns, o que é incrível”, disseram os dois.

Para saber mais sobre os cosplayers do Anime Dreams 2005 basta clicar aqui



IMPRIMIR | ENVIE PARA ALGUÉM
Anuncie no iG Jovem | Coloque o iG Jovem nos seus favoritos | Cadastre-se
© Copyright 2000 - 2006, uma empresa do Internet Group - Portais: iG - iBest - BrTurbo