Atores que ficaram marcados por um único papel
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Talvez o grande temor dos atores hollywoodianos (depois dos paparazzi assassinos) seja ficar tachado por um único papel, aquele que é tão grandioso, tão difundido pela mídia que acaba sendo associado a ele eternamente.

Recentemente o jovem Hayden Chistensen, que interpreta o futuro Darth Vader em “Star Wars: Episódio 3”, comentou em entrevista que não teme ser condenado a um único papel como aconteceu com Mark Hamill, o famoso Luke Skywalker da primeira trilogia filmada por George Lucas.

Além de Hamill, que acabou arranjando trabalhos como dublador e pontas em filmes B, outros nomes ficaram marcados por personagens singulares, como o ator Adam West, que interpretou o Batman na série da década de 1960, conhecido por muitos como o “homem morcego gordinho”.

Outro fruto de séries televisivas que jamais escapou de seu grande debut foi o ator William Shatner, o eterno Capitão Kirk de “Jornada nas Estrelas”. Ele, assim como os irmãos da série “Barrados no Baile”, vividos pelos atores Jason Priesley e Shannon Doherty, bem que tentou, mas jamais conseguiu escapar da sombra de seu personagem.

Ainda no mundo da TV vale a pena citar a atriz Sarah Michelle Gellar, conhecida internacionalmente como “Buffy, a Caça Vampiros”, o ator Richard Dean Anderson, conhecido pelo papel do especialista em tudo MacGyver e todo elenco principal da série “Friends”, que quando aparece num filme faz com que a platéia do cinema comente “Olha, é o Ross!”

No mundo dos longas metragens a coisa não é muito diferente. Existem desde exemplos mirins, como o jovem Macaulay Culkin, que viveu o endiabrado Kevin nos dois primeiros filmes da saga “Esqueceram de Mim”, até mais jovens, como a atriz Jennifer Grey, que sempre será a garotinha que se apaixona pelo pé-de-valsa Patrick Swayze em “Dirty Dancing”.

Alguns conseguem a muito custo se desvencilhar destes papéis marcantes, como é o caso do veterano Sean Connery, que durante décadas era visto como James Bond onde quer que aparecesse. Só depois de receber um Oscar por seu papel em “Os Intocáveis” que o escocês conseguiu abandonar a sombra do agente secreto.

Outro ator de talento inegável que também ficou marcado por um de seus personagens é Sir Anthony Hopkins, que parece não cansar de retificar sua aura de assassino serial interpretando o canibal Hannibal Lecter. Até agora já foram três filmes e um quarto está a caminho, mas ao contrário da grande maioria, Hopkins já está numa idade em que pode fazer o que bem entender sem se preocupar com rótulos.

Uma opção para este tipo de problema é optar por diversos papéis fortes e acabar não sendo tachado por nenhum com exclusividade, como é o caso de Harrison Ford, que interpretou o mercenário Han Solo em Guerra nas Estrelas, o aventureiro Indiana Jones e o personagem central no clássico “O Fugitivo”.

Outro fator que pode subverter este problema é ser mais caricato do que qualquer personagem interpretado, como é o caso do atual governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger. Entre seus personagens mais “carismáticos” estão o andróide de “O Exterminador do Futuro” e o guerreiro Conan, ambos subjugados pela empatia do gigante austríaco.

Atualmente as grandes promessas para atores de um papel só são Elijah Wood, que para muitos já é incontestavelmente o Frodo, de “O Senhor dos Anéis”, Hugh Jackman, que encarnou o ranzinza Wolverine em “X-Men” e Ashton Kutcher, o eterno pateta Michael Kelso da série “That 70´s Show”.

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