Talvez a forma de expressão da individualidade humana mais antiga seja o cabelo, ou melhor, a maneira como é cuidado, tratado e moldado para expor aos demais quem (ou o quê!) é você.
Apesar das incontáveis variações que as “cabeças humanas” sofreram durante milhares de anos, foi apenas no século passado que os penteados ganharam força e formas descomunais, tornando-se peças fundamentais do visual do jovem pós-moderno.
Por conta de tamanha importância, compilamos oito penteados ousados que ajudaram a tornar o nosso mundo um lugar mais divertido.
Topete
Apesar de haver referências nas cortes européias do século XVIII, o topete que nós conhecemos ganhou popularidade nas décadas de 50 e 80, sendo na primeira vez por conta de ícones do rock como Little Richard e Elvis Presley, e na segunda com os músicos como Morrissey e David Bowie.
O grande lance do topete é a quantidade de gel necessária para alavancar o cabelo para o topo da testa, tornando sua manutenção deveras preocupante. Imponente e direto, é um penteado ideal para amalucados que curtam um ar mais “anos dourados”...
Black Power
Símbolo da individualidade e orgulho negro durante a Era de Aquário, fez sucesso nas pistas das discotecas e foi adotado na época por músicos como Michael Jackson (na época dos Jackson Five, é claro!).
Hoje em dia o black power ganhou força com o chamado “revival dos anos 70”, mas ainda é baixo o número de pessoas que o cultivam, em grande parte pelo trabalho de manutenção que o penteado requer.
Mullet
Durante os anos 80, essa categoria bizarra de penteado ganhou o público graças a ícones como o vocalista Bono, do U2, e personagens como o do ator Mel Gibson em Máquina Mortífera.
No Brasil, o penteado fez sucesso com duplas pop/sertanejas, que deixavam a parte superior da cabeça cortada e o cabelo da nuca cada vez mais extenso. Mesmo hoje o mullet causa polêmica, principalmente por conta das comunidades que defendem este atentado ao pudor capilar.
Escovinha
Corte preferido de nove entre cada dez reacionários, consiste em raspar a lateral da cabeça com uma máquina um e deixar o topo com... digamos que aproximadamente uma máquina três.
Esse penteado, ainda adotado pelas principais instituições militares do ocidente, teve seu apogeu nas décadas de 30 e 40. Atualmente poucos jovens fazem uso do escovinha, afinal, você corre o risco de lembrar (e muito!) o ator Tom Hanks no longa Forrest Gump.
Moicano
Apesar de ser mais conhecido pelo braço britânico do movimento punk, que nasceu nos anos 70 e invadiu um longo período dos 80, o moicano foi originalmente adotado por algumas tribos indígenas da América do Norte.
Obviamente, os índios não pintavam os cabelos de vermelho fluorescente, e tão pouco cultivavam espetado, mas a essência do moicano ainda é a mesma: um corte que aos olhos da maioria permanece selvagem e rebelde.
Rastafari
Penteado que ganhou popularidade graças ao movimento rastafari e a reggae music. Sua essência é simples: o indivíduo deve cultivar mechas de cabelo com cera, visando transformá-las nos famosos dreadlocks.
A idéia original dos rastamen trazia como um dos preceitos o não corte do cabelo, por conta disso nasceu o rastafari. Alguns especialistas recomendam fazê-lo utilizando apenas silicone, mas convenhamos, aí o corte fica café com leite.
Tigelinha
Os grandes representantes desse corte foram os Beatles, que nos anos 60 pararam de cultivar seus topetes e passaram a pentear suas madeixas para frente. De todos os penteados citados, com exceção do rastafari, é o que não carece quase nenhum cuidado.
Atualmente os indivíduos metidos a alternativos resgataram esse corte, agora com o adicional de você não precisar nem cortar as mechas do mesmo tamanho, passando uma tesourada aqui e outra ali aleatoriamente.
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