Primeiro de abril é o Dia Internacional da Mentira. Trata-se daquelas tão esperadas 24 horas onde vale tudo para tirar família, amigos e conjugues do sério, utilizando-se de artifícios baixos e piadas de mau gosto.
Dentre as diversas especulações sobre a origem desta tradição, talvez a mais verossímil seja a que nos leva a França do século XVI. Lá, exatamente no ano de 1582, teria nascido o significado do primeiro de abril, logo que o calendário juliano foi substituído pelo gregoriano.
Na prática, isso implicava com a mudança da data onde era comemorado o final do ano, que no calendário antigo acontecia no final de março. Depois da alteração, aqueles que teimavam em continuar celebrando a data ultrapassada eram zoados pelos demais no primeiro dia do mês de abril.
De lá para cá muita coisa mudou, mas principalmente no século passado à tradição de enganar os demais ganhou força e foi adotada inclusive por meios de comunicação, que aproveitam o momento para lançar as mais bizarras manchetes.
Coisas como “Elvis foi visto num supermercado”, “Bin Laden se converteu ao judaísmo” e “Soja transgênica transforma menino em mutante” são comuns em websites da internet, talvez tentando reproduzir a façanha de Orson Welles, que em 1938 simulou uma invasão de alienígenas durante uma transmissão de rádio, deixando pessoas em pânico por todas as partes dos Estados Unidos. O episódio em questão ficou conhecido como A Guerra dos Mundos.
Alguns anos depois, em 1957, foi divulgada na Inglaterra uma matéria sobre uma plantação de macarrão na Suíça, onde uma família colhia a massa do alimento já pronta de árvores. As filmagens mostradas a população foram tão bem produzidas que muitas pessoas ligaram para os produtores perguntando onde poderiam conseguir uma planta que “dava” macarrão.
Porém, histórias à parte, o que nos interessa nesse dia tão especial é armá-lo com tiradas sensacionais para abalar a vida dos seus entes mais queridos (ou não!).
AVISO: Antes de partir para as pegadinhas, confira se os seus alvos não são pessoas com problemas cardíacos, psicológicos ou emocionais. Lembre-se do que aconteceu com o Pinóquio! Lembre-se do que aconteceu com Pedro e o Lobo! Tudo pode parecer engraçado aqui, mas na realidade as coisas tendem ficar feias para o seu lado, portanto, considere-se avisado.
Pescando grana (e otários): essa é a clássica sacanagem da nota de dinheiro amarrada a uma cordinha. Basta utilizar ou um fio da cor do terreno onde a nota vai ficar ou uma linha de pesca, que é por excelência transparente. Aí basta treinar a rapidez e gargalhar ao ver as pessoas agachando e correndo atrás da grana.
Dedo na caixa: golpe antigo, que costuma funcionar com crianças novas (e conseqüentemente inocentes). Pegue uma caixa pequena, corte um buraco em seu fundo e coloque dentro dela muito algodão sujo de tinta vermelha. Depois pinte a base do seu polegar com a mesma tinta e enfie o dedo no buraco, tampando a caixa posteriormente. Daí é só colar na molecada e mostrar pra eles o dedo que você encontrou na rua. Quando eles já impressionados se aproximarem, você mexe o dedo e grita.
Golpe do apostador: ideal para pais, mães e demais familiares. A idéia então é convencer algum conhecido que seus pais não conheçam e pedir para que ele ligue na sua casa cobrando uma dívida de jogo sua. Ele tem que convencer seus familiares que você está devendo muita grana para um apostador profissional, e que se a quantia não entrar na conta dele até a próxima segunda, o bicho vai pegar pro seu lado.
Demissão às escuras: esse é para aprontar com algum colega de trabalho. Um dia antes todos os funcionários escolhem um alvo e, durante o primeiro de abril, fazem comentários sobre sua possível demissão, imaginando que ele tenha aprontado alguma. Se você convencer os chefes a participarem então, aí sim o infeliz vai sair do sério de preocupação.
Prova anulada: similar a pegadinha anterior, mas agora transportada para as dependências de um colégio. Combine com outros alunos e escolham um nome para ser enganado. Comentem com ele sobre o fato de sua prova ter sido anulada pelo professor (nesse caso você precisará convencer o mestre de participar da encenação, visando deixar a coisa toda mais convincente).
Fim de caso: mentira para abalar qualquer relação. A técnica consiste em inventar uma desculpa esfarrapa para não ver sua namorada no domingo. Depois é só pedir para uma amiga deixar um recado no seu celular (ou secretária eletrônica), dizendo que a noite passada foi ótima e que ela quer repetir tudo no próximo domingo. Aí é deixar sua conjugue ouvir a mensagem e segurar o rojão. |