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Para colecionadores
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O Novo Pelé Eu não sei se são sintomas de medo do esquecimento ou se deu a louca no Pelé. Nosso Rei agora mudou de tática e deixou de ser o homem de palavras diplomáticas para entrar na grande área da polêmica. Com ou sem razão, cada vez que vê um microfone pela frente, solta uma bomba. Uma mistura de Britney Spears com Dadá Maravilha. A mídia da primeira com o egocentrismo caricato do segundo. Uma espécie de maradonização tardia. Interessante. Vamos acompanhar mais... |
Legião Rivaldina Incrível a comoção popular que minha coluna anterior sobre o Rivaldo causou. Achei que tomaria pancada, mas 95% dos vários emails que esta coluna recebeu foram de nostalgia e saudades do craque nordestino. Alguns pediram o meia já na seleção. Não estamos sós |
Questo Kaká... O 22 do Milan é o BomdeBola da semana. Jogou o fino no final de semana. Marcou um e foi o melhor em campo na rodada em que o Milan enconstou na cada vez mais triste Juventus |
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A sacanagem com o futebol do Rio tem que acabar
Por Maurício Teixeira (mteixeira@ig.com), 18/01/2005
Hei de torcer, torcer, torcer Hei de torcer até morrer, morrer, morrer
Felipe, Ramon, Edmundo, Romário, Roger, Petkovic, Caio, Beto, Júnior Baiano, Athirson. Responda rápido: em que time eles jogaram em 2004 e em que time jogarão em 2005? Não se preocupe se não sabe ao certo responder. Aliás, pouco importa.
A crise do futebol carioca passa por essa mania. Cada vez menos os quatro grandes investiram em suas divisões de base. Em vez disso, insistiram nessa meia dúzia de "mesma coisa" que, ao final de cada torneio, costumavam dividir entre os 4.
Abre Parentêses - Peço perdão por incluir Romário na mesmice. É um gênio sem igual. Na história, Romário está ao lado dos maiores. Mas no campeonato carioca, infelizmente, está ao lado dos de sempre - fecha parênteses.
Cansei dos 3 Pelo potencial, os maiores desperdícios são Athirson, Felipe e Roger. Roger pertence a um grande clube europeu, o Benfica, numa "cidade maravilhosa" como Lisboa. Mas sempre quer voltar para o Rio. O Bebeto também voltou para o Rio, consagrado (quaaaanta diferença, né?). Já Felipe, que o exterior nem quer mais, parece que está com sono, estagnado.
O mesmo se aplica a Athirson. Aliás, esse negócio de lateral que vira meia-esquerda com menos de 25 anos só pode ser preguiça. É o começo do fim. O genial Júnior virou 10 só depois de suar muito a camisa na ala. Leonardo fez fama de lateral, jogou uma Copa por lá e só então arriscou no meio. Felipe e Athirson, me perdoem, ainda não provaram nada.
Nem tudo está perdido Pois quer uma boa notícia? Da lista da primeira linha, poucos sobraram para contar história. Já estava na hora do futebol carioca mexer com os brios destes caras. Fazer uma limpa. Livrar-se da mesmice dos 'craques' do futebol da Barra. Os atletas do Leblon. 2005 vem aí.
Notícias da Gávea dão conta que o Flamengo está em busca de um time pé no chão, investindo nos moleques. Tomara... Mais respeito com o futebol do Rio é bom e a gente gosta. Não adianta lotar o Maracanã no estadual, encher o torcedor de ilusão, e virar piada no Brasileirão.
Real Tatuapé Da pobreza para a riqueza, por enquanto o Corinthians tem Carlos Alberto, Gil e Tevez no ataque. Se ganhar Wagner Love, já serão quatro os atacantes fantásticos do Timão. Isso muito me lembra o Real Madrid. Ou a pior parte do Real Madrid. Mesmo a defesa tendo os ótimos Sebas, Marinho e Anderson, no meio, velho meio, aquela ligação, que tanto tira o sono do Madrid, nada...
Compare Preços O São Paulo, se não tem nenhum fantástico, tem Mineiro e Josué para carregar o piano e Danilo e Falcão (?) para fazer a diferença. No Palmeiras, o time compacto de sempre. Chato e competitivo. E o São Caetano, com os competentes Marcinho, Paulo Miranda. No Santos, o quarteto Fabinho, Tcheco, Elano e Ricardinho é o que me empolga mais até aqui.
Por falar em Tcheco e Ricardinho Bernardo, "Abud" Constantino, Germinal, Armando, Zé Luis, Fabian, Márcio, Cassiano são alguns dos 'anônimos', como eu, que perderam o sono apanhando da dupla Ricardinho e Tcheco (mais Batata e Lipatin) no começo da década de 90 pelos ginásios de futsal de Curitiba. Para nosso consolo, alguns, não tão desconhecidos assim, também tomavam a suas (Alex, Lucio Flávio, etc). Vamos ver a dupla 10, 12 anos depois.
Maurício Teixeira escreve semanalmente a coluna BomdeBolaFC, sempre às terças-feiras
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