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O relato de uma festa de carnaval pornográfica!

Por Guss de Lucca

Que a molecada na faixa dos 18/25 anos curte filmes de sacanagem não é novidade, mas quantos têm curiosidade suficiente para participar da gravação de um longa pornô?

Foi isso que este repórter conferiu durante as filmagens do carnaval da produtora de filmes Brazil Erotic Video, gravado no fim de novembro dentro de um clube da capital paulista.

A produção contou com aproximadamente 300 pessoas, das quais a maior parte era formada por garotas contratadas para figurar e dezenas de curiosos, que responderam ao anúncio colocado no website da produtora uma semana antes do evento.

Nele os internautas foram informados da data, hora e local onde seria realizada a gravação, cujas obrigatoriedades para entrar eram ter mais de 18 anos, comparecer com o RG original em mãos e estar disposto a ceder sua imagem para a festa em questão.

“O anúncio foi deixado apenas nesta semana no site e conseguimos atingir um número bom de participantes. Na gravação do ano passado, que organizamos à noite, apareceu tanta gente que tivemos que chamar a polícia para acalmar os ânimos”, explica Mario Brito, um dos proprietários da empresa.

De acordo com ele, depois do incidente as filmagens do especial de carnaval só acontecem durante o dia e nunca aos finais de semana, visando evitar a superlotação e maiores problemas.

Minutos antes do evento começar os produtores da Brazil vestiram as figurantes com trajes curtos como shorts e colas transparentes, buscando uma maior autenticidade no carnaval fora de época.

Ao mesmo tempo os seguranças organizavam a fila de marmanjos que se formava do lado de fora da casa noturna, liberando a entrada apenas para o grupo de samba que ia tocar no evento iniciar sua breve passagem de som.

Conversando com o percursionista Negão, de 31 anos, que se apresentava pela segunda vez na gravação de um especial de carnaval, fiquei a par de algumas histórias engraçadas que acometeram os músicos no evento do ano passado.

Dentre os diversos casos relatados destaco o incidente ocorrido com o também percussionista Brigadeiro, que durante a última festa foi atacado por uma das figurantes que, de acordo com os amigos, não era nem um pouco bonita.

Enquanto todos riam o rapaz tentou se desvencilhar da moça, cuja atitude, registrada pelos câmeras, deixou o sambista deveras envergonhado.

“No ano passado tudo foi novidade pra mim. Sexo ao vivo a vontade. Pena que não sobra pra gente”, comentou rindo Negão.

Curiosos e figurantes...

No momento em que terminei de conversar com o grupo de samba o salão, devidamente decorado como um típico baile de carnaval, já era tomado por diversas garotas trajadas com peças minúsculas, todas contratadas para trabalhar como figurantes.

Ainda no salão dezenas de caras comiam com os olhos as mulheres presentes, esperando apenas pelo começo das gravações para dar início a sacanagem propriamente dita.

Conversando com alguns deles descobri que a faixa etária ficava na casa dos 20 anos, e que uma grande parte veio apenas pela curiosidade de assistir as cenas picantes já comuns nos especiais de carnaval da produtora.

Edgard, de 21 anos, veio da zona leste da cidade e afirmou estar sossegado em relação às expectativas. “Não estou encanado de ser filmado no baile, pois não devo nada a ninguém. Vim simplesmente pra ver qualé que é”, explicou ele.

Porém, em sua maioria os rapazes optaram por trajar máscaras de borracha, visando disfarçar seu rosto e conservar o anonimato, afinal, grande parte dos presentes é comprometido e não gostaria de ser descoberto no meio da farra.

Do outro lado havia as garotas, que ao contrário dos caras, receberam um cachê para participar como figurantes nas gravações. Aproximei-me de um grupo de amigas e logo de cara descobri que três das presentes nunca haviam participado de nada do gênero.

“A gente só vai ficar com alguém se quiser, e eu não vim para ficar com ninguém”, contou a vendedora Vanessa, de 21 anos, que contou para o namorado que seria figurante de uma produção pornô antes de vir. “Ele confia em mim e sabe que não vou fazer nada.”

Ao lado dela estavam as veteranas Débora, de 26, e Bianca, de 22 anos, que estavam pela quarta vez participando de uma gravação desse tipo.

“Na primeira vez que vi as pessoas fazendo sexo fiquei assustada, pois nunca tinha visto nada explícito ao vivo”, comentou Débora, que diz ter vindo tanto pelo dinheiro quanto pela diversão.

Sua amiga Bianca contou que quando a banda começa a tocar a molecada chega que nem um bando de tarados. “Da outra vez que vim uma mulher tirou a roupa e ficou agarrando todo mundo”, disse ela rindo.

No meio do burburinho consegui conversar rapidamente com Jade, uma das poucas garotas de programa presentes no evento. Ao contrário das figurantes, que recebem dinheiro exclusivamente para dançar e se divertir, ela compareceu com o intuito de se promover.

De acordo com ela, que trabalha com programas há quase dois anos, o ambiente cheio de gente parecia muito intimidador. “Estou nervosa, mas vou tentar executar as cenas numa boa”, explicou.

E a festa começa...

Antes de terminar de falar com Jade as luzes se apagaram e os sambistas começaram a tocar, dando início as gravações do especial de carnaval.

Neste momento aproveitei para conversar com um dos seguranças no mezanino, onde eu e alguns poucos convidados assistíamos de camarote o salão pegar fogo. De acordo com ele, que pediu para não ser identificado, grande parte das garotas que vem apenas para figurar acaba tirando a roupa e entrando na farra.

“Já vi até mulher casada vindo com marido para transar com outros caras”, afirmou ele, enquanto ambos observávamos as três equipes de câmeras enquadrando alguns closes de garotas mais liberais.

Quando lhe perguntei sobre situações inusitadas ele relatou um ano em que uma travesti muito bonita foi agarrada por um dos câmeras, que nem desconfiava que se tratava de um transexual.

“Tem cara que aparece na porta com dez camisinhas na mão. Nessas horas eu olho e falo: Cê tá otimista, heim?”, explicou o segurança rindo da situação.

Durante todo o tempo que acompanhei o evento pude perceber que enquanto as garotas mais acanhadas tentavam ficar nas bordas do salão, as mais assanhadas subiam no palco e revelavam aos presentes partes íntimas de seu corpo com total desinibição.

Na maior parte do tempo as mulheres mostram seus seios e rebolam para a câmera, porém, em alguns momentos elas vão além e chegam a protagonizar cenas de sexo explícito com alguns dos presentes.

Como havia me dito Mario Brito, um dos sócios da produtora, “a única obrigação das garotas é figurar, como se estivessem num baile de carnaval. O que elas fazem além disso é por conta delas.”

Ainda com o sol no céu de São Paulo deixei o recinto, impressionado com o desprendimento dos presentes que, durante aquela singela tarde de terça feira, abandonaram seus disfarces e se entregaram a uma verdadeira festa do sexo.

Agora resta aos curiosos esperar que o pessoal da Brazil Erotic Vídeo edite às dezoito horas de material colhidas no evento (uma média de 6 horas para casa câmera!) e distribua o filme com os melhores momentos do carnaval 2005.

PS – Se você gostou dessa matéria clique aqui e leia a primeira experiência deste repórter nos bastidores de um filme pornográfico.

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