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Fast Foods: mistérios sobre o que há na sua comida

Por Guss de Lucca

Nos últimos meses um documentário incomum direcionou a atenção das pessoas para uma questão importante e pouco discutida na mídia atual: o quão saudável é se alimentar em cadeias de fast-food?

Super Size Me” retrata os 30 dias em que seu protagonista, o diretor americano Morgan Spurlock, de 33 anos, alimentou-se única e exclusivamente de lanches do McDonald´s no café da manhã, almoço e jantar.

Durante este período ele ganhou peso, sofreu aumento de colesterol e perdeu um pouco de sua libido, o que ocasionou desentendimentos com sua namorada (também presente no documentário).

Mas a grande sacada de Spurlock, que pagou do próprio bolso os US$65 mil gastos na produção do filme, foi a originalidade e ousadia de registrar “uma idéia ruim realmente boa”, como lhe disse um parente.

Agora o rapaz colhe os louros de seu trabalho. “Super Size Me” já faturou US$6.2 milhões e se tornou a sensação do último Sundance Festival, além de lhe render diversas propostas de trabalho.

Partindo desse fato, nos questionamos sobre a qualidade da nossa comida e sugerimos aos alucinados criar uma série de documentários alimentícios com receitas típicas do nosso país.

Por exemplo: o que aconteceria com alguém que se alimentasse durante um mês apenas de feijoada? Ou pastel com caldo de cana? Ou quem sabe vatapá e acarajé? Quais seriam as conseqüências de tal empreitada?

Enquanto ninguém ousa nos fornecer uma resposta técnica relembramos os maiores mitos relacionados as grandes cadeias de fast food.

Mitos, lendas e mistérios saborosos

Minhocas à vista

Mito: É difícil determinar o período histórico em que isso aconteceu, mas chegou ao conhecimento das massas que a carne utilizada nos hambúrgueres das redes de fast food continha fibras de minhocas.

Conseqüência: Nenhuma. A maior parte das pessoas ignorou o fato e continuou consumindo normalmente, e acredita-se que algumas passaram a utilizar minhocas em suas refeições caseiras, visando melhorar o gosto da comida.

Cabecinha crocante

Mito: A norte-americana Katherine Ortega encontrou a cabeça de uma galinha frita dentro de uma caixa onde deveriam existir apenas asinhas de frango. Uma fotografia da delícia empanada foi divulgada na internet em meados de 2000.

Conseqüência: Depois de tal incidente o público passou a observar um a um os nuggets que acompanham as refeições nos fast foods, tentando evitar uma desagradável descoberta paladar.

Ossadas com sabor de carne

Mito: Acredita-se que alguns fast foods firmam acordos com açougues e compram as sobras do final do dia, que consistem em ossos, músculos e pedaços de carne. Tais restos seriam moídos e, após um processo de adição de corantes para evitar confusão, servidos normalmente como parte de sanduíches, esfihas e pastéis.

Conseqüência: Como o tal corante é eficiente e o gosto das possíveis sobras é agradável, pouco se notou de diferente no comportamento dos amantes de junkie food.

Galinhas mutantes

Mito: Dizem as más línguas que depois de muitos experimentos os laboratórios das principais cadeias de fast food transformaram geneticamente os frangos em criaturas disformes, com muito peito e pouco tudo. Tais seres seriam tão horrendos que acreditam que algumas marcas que possuíam a palavra “chicken” em seu nome teriam sido obrigadas a mudá-lo, pois a carne utilizada não poderia ser classificada como galinha.

Conseqüência: Aparentemente as pessoas não se importam com esse tipo de notícia, afinal, ninguém viu o tal frango mutante e tão pouco sabe se ele existe. Mas se for real, deixemos claro que seu sabor é tão bom quanto o do original.

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