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O manual da paquera na praia

O que fazer e o que evitar na hora de azarar no point mais bombado do verão

Luisa Girão, iG Rio de Janeiro | 20/01/2012 07:00

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Sol, corpos sarados, gatos e gatas com pouca roupa. Verão parece ser mesmo a melhor época do ano para curtir a vida. E, é claro, a praia se torna um dos melhores lugares para quem quer ficar – ou pelo menos tentar ficar com alguém. Mas atenção: para não voltar para a casa com uma coleção de tocos, é bom tomar cuidado na hora da azaração.

Foto: George Magaraia

Miguel Marques: "Praia é como se fosse uma pré ou esquenta para o que se pode fazer depois"


Ao contrário da balada, em que as garotas estão prontas para serem paqueradas, na praia, elas mantêm certa distância. Por isso, a reportagem do iG Jovem foi ao maior point da azaração nas praias cariocas, o Pepê, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, para saber qual é a forma certa de se paquerar.

Foto: George Magaraia Ampliar

Segundo as irmãs gêmeas Luiza e Mariana Marente, de 19 anos, praticar esportes é uma boa.

Paquerar na praia não é para amadores. Mas pode dar frutos. Esse é o caso do casal Fernando Varella e Louise Soares, que estão juntos há dois anos. “Nos conhecemos em uma roda de amigos em comum, aqui mesmo, na praia. Quando cheguei em casa, adicionei ela no Orkut, mas ela foi para Búzios. Quando voltou, depois de 10 dias, combinamos de sair. Alguns anos já se passaram e estamos juntos ”.

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Segundo o estudante de comunicação da PUC do Rio, Miguel Marques, de 18 anos, a praia é um bom lugar para trocar olhares e pegar telefone, mas é difícil se dar bem no ato. “Nunca fiquei com ninguém aqui, mas é ótimo para conhecer uma menina. Praia é como se fosse uma pré ou esquenta para o que se pode fazer depois”, afirma ele.

Toda cautela é pouca. E todo charme, também. Afinal, tem aquelas que são bem difíceis. A estudante de pré-vestibular Priscila Vizane, por exemplo, é uma delas. “Se quer ficar ou chegar em alguém, vá para uma boate. Praia é aquele lugar para relaxar, não para ficar se preocupando se está bonita”.

Se você não tem a sorte de ter amigos em comum com seu alvo, existe alguns truques para se aproximar. Segundo as irmãs gêmeas Luiza e Mariana Marente, de 19 anos, praticar esportes é uma boa. “Sempre tem alguém que pede para jogar frescobol com a gente. No caminho inverso, isolar a bolinha perto do menino dá certo. Sempre acaba engatando um papo”, conta Luiza, que faz pré-vestibular para design de moda.

Foto: George Magaraia

Priscila Vizane não gosta de paquerar na praia


Jogar altinha – mesmo que proibida nas praias cariocas – se torna um passatempo divertido e produtivo. Os craques chamam atenção das meninas pela sua habilidade com a bola. E os “pernas de pau”, se forem bonitinhos, também têm sua chance. “Em toda rodinha de altinha, tem pelo menos um gatinho. É impressionante. Sempre vale ficar de olho”, brinca a estudante de 18 anos, Marina Martins.

Já para os meninos, nada mais irresistível do que unir as suas duas paixões: mulher e futebol. “Geralmente, a garota que joga altinha tem corpão. E se ela não joga, a gente faz aquele esforcinho para ensinar. Sem problema nenhum”, diverte-se Igor Silva, de 22 anos.

Pedir para dar aquela olhadinha no chinelo enquanto vai dar um mergulho também é clássica. “Pô, o cara que chega na praia e já vai sentando na canga e puxando papo, não dá. Tem que ir com calma. Pede para olhar as coisas enquanto vai no mar. Não existe jeito melhor. Depois da segunda ou terceira vez o clima rola naturalmente. Mas, claro, que ele tem que ser interessante”, disse Luiza Marente.

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Há também os truques simples, mas ousados – e que têm que ser usados com todo cuidado para que a paquera não se torne uma briga. Mariana Marente ensina o que aprendeu com a mãe: “Quando você vê um carinha bonitinho sentando perto de você, vá ao mar e quando passar perto dele, jogue um pouquinho de areia nele. Mas tem que ser algo sutil. Você pode puxar um assunto ou ter a sorte de ele resolver também ir ao mar se limpar”.

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O mar é a pista de dança da praia. Se quer chamar a atenção, nada melhor do que dar um mergulho ou dar uma caminhada na praia. A iniciativa dá certo.

Começar um papo pode ser difícil, mas nunca invista nas cantadas pesadas, nem seja direto. A ordem é ser discreto para convencê-las que você é "o cara". “Já chegar agressivamente, chamando de gostosa é pedir para se dar mal. Tem que ir com calma. Apesar de o ambiente ser público, não gostamos de ter o espaço na areia invadido por qualquer um", dispara a produtora de eventos Renata Peter.

Foto: George Magaraia Ampliar

O casal Fernando Varella e Louise Soares se conheceu na praia


Foto: George Magaraia Ampliar

O casal Fernando Varella e Louise Soares: amor de verão que subiu a serra

iG Jovem elaborou os dez mandamentos para se paquerar na praia:

1. Não chegar de forma agressiva. Como a praia é um ambiente onde as mulheres estão com trajes pequenos, elas se sentem expostas. Tomar cuidado na abordagem e ir com calma. Puxando assunto, sem afobação.

2. Cuidado com os elogios. Chamar as mulheres de gostosa, deliciosa ou outros nomes pejorativos não rola.

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3. Truque do chinelo. Um bom jeito de chegar até o pretendente é pedir para que a garota ou garoto olhem as suas coisas enquanto dá um mergulho. Na volta, é o momento certo para engatar um papo. “A água tá gelada...”.

4. O mar é a pista de dança da praia. Quando a garota ou o cara que você está de olho for mergulhar, vale fazer o mesmo. A água fria, brava ou até o calor forte são bons assuntos que facilitam a aproximação com o alvo.

5. Esporte: é bom para saúde e pro flerte. Qualquer esporte é uma boa forma de se aproximar da paquera. Homens adoram mulheres que jogam altinha, mas tem de ser fera. O frescobol também é válido, mesmo não sabendo jogar. Afinal, todo mundo já isolou a bola sem querer perto de um(a) gatinho(a).

6. Olhar sempre no olho. Como a praia é um ambiente com muita pele a mostra, não desviar o olhar para possíveis curvas do pretendente. Isso intimida e pode acabar com a conversa. Óculos escuros é um excelente recurso.

7. Peças pequenas nem sempre são uma boa. Tem homem que gosta e mulher também, mas a maioria não gosta de biquínis fio dental ou sunga cavadas. Cuidado ao escolher o modelito.

8. Salto alto e maquiagem é brega. Esses truques podem até funcionar em uma boate ou festinha. Mas ir montada ou muito produzida para praia não tem nada a ver. Cuidado com os exageros.

9. Pôr do sol é romântico. O fim de tarde é o horário ideal para se aproximar do alvo. A pessoa já está bronzeada e pensando no que irá fazer depois da praia. Para as mulheres, ver o pôr do sol se torna um programa romântico.

10. Não se afobe. Se você não conseguiu nada durante o dia na praia, não se desespere. Troque telefones, MSN, Facebook ou sinais de fumaça. A maioria das paqueras na praia só dá frutos em outro ambientes.

Foto: George Magaraia

Marina Martins: “Em toda rodinha de altinha, tem pelo menos um gatinho"

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