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04/06 - 17:15hs

Amizade incondicional
Ela é um exemplo, uma heroína e a melhor amiga que você poderia encontrar

Redação iG Jovem

Ela a carregou no ventre durante nove meses, assistiu ao seu primeiro choro com aperto no coração, vibrou quando acompanhou seu primeiro passo e escutou o primeiro ‘mamãe’ dos muitos que ainda escutaria ao longo da vida. Somente ela consegue compreender o que você quer com apenas um olhar e faz o impossível para arrancar um sorriso de seu rosto.

Sem hesitar, Priscila Santos, 16, afirma que sua mãe, Marlene Nascimento, 42, é praticamente sua irmã mais velha, com quem pode conversar abertamente sobre sexo, roupas, amizades, namorados e compartilhar as neuras. “Ela já teve a minha idade e passou por diversas coisas, por isso, sabe como falar comigo e me entende como ninguém”.

É inevitável que o medo de uma possível repreensão dê um friozinho na barriga; mas, nesses casos, a garota respira fundo, cria coragem e chama a mãe para uma conversa franca. “Às vezes, o que eu procuro é mesmo ser repreendida e receber uma palavra mais rígida. Quando perdi a virgindade, não sabia a melhor forma de contar; ela percebeu que eu estava agindo de maneira estranha e perguntou o que estava acontecendo”, desabafa. “Ter sido sincera com ela me fez muito bem”, completa.

Márcio Roberto Régis, especialista em Psicologia Clínica Comportamental e editor-chefe do Portal Atlaspsico, explica que a importância de uma boa relação entre mãe e filha é o vínculo da confiança e da cumplicidade iniciada e instalada previamente na infância. “Se não houve atenção às necessidades básicas da criança, dificilmente haverá harmonia e confiança na adolescência. A participação desde a infância se estenderá e beneficiará a construção da autoestima e da própria identidade”.

Ingrid Fernandes, 12, só tem a aproveitar da relação de confiança com sua mãe, que sempre lhe ensinou como agir para ser uma pessoa melhor e mais feliz. Por esses e outros motivos, ela é a pessoa que mais merece sua admiração. “Algumas meninas não confiam em suas mães com medo de julgamentos. Por mais que briguem, elas só querem o nosso bem”. Quando deu o primeiro beijo, logo recorreu ao seu exemplo de vida para contar a novidade. “Não costumo comentar intimidades com minhas amigas e sei que para ela posso contar, porque não há riscos da notícia se espalhar”. 

Aos quatro anos, o pai de Priscila foi embora e a alagoense de Maceió só o via quando viajava para sua terra natal. Hoje, mora na cidade de Carpina, em Pernambuco, e confessa que é contente por ter uma família tão harmoniosa. “Todos os dias, peço a Deus para ser guerreira como minha mãe, que criou duas filhas sozinha quando meu pai simplesmente partiu”.

As garotas sempre aprenderam que as atitudes daquela que as pôs no mundo são corretas; por conta disso, insistem em imitar o comportamento e cometer os mesmos acertos e erros emocionais. “Para uma filha, a mãe é o referencial da mulher perfeita, portanto, tendem a se relacionar com o sexo oposto da mesma forma que a mãe se relaciona com o pai”, assegura o psicólogo Márcio Roberto.

Ter a heroína da família como melhor amiga é muito saudável, mas a filha deve ter sua vida social e sua privacidade preservada, caso não se sinta à vontade ou preparada para compartilhar algum assunto. Mas, pelo jeito, isso não representa nenhum problema para Ingrid. “Amo minha mãe de uma maneira inexplicável e tudo que tenho devo e agradeço a ela”.

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