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29/11 - 12:26hs

O que você é capaz de fazer pelo seu ídolo?
Fãs do RBD estão há 3 meses esperando pelo último show do grupo em São Paulo

Eduardo Ribas

Acordo Ortográfico

Você conseguiria ficar em uma fila de show por 3 meses? Se a sua resposta foi não, então precisa conhecer os fãs da banda mexicana, RBD (Rebeldes). Há uma galera que é tão fanática pelo grupo que é capaz de fazer isso e muito mais. Alojados em barracas de camping, eles estão lá, bem próximos ao Anhembi, onde tudo vai acontecer, apenas esperando o momento de ver o tão esperado show.

É bem verdade que há um motivo especial para essa “antecipação”; a banda anunciou que vai terminar e essa será a última passagem pelo Brasil. Só que a história de acampar na fila de shows do RBD não vem de hoje. Na verdade, tudo começou no Estádio do Morumbi, onde rolou o primeiro concerto do Rebeldes. Depois, a galera voltou a se encontrar na fila da Via Funchal, no Palestra Itália e agora, na arena montada no Sambódromo do Anhembi, para o show que vai rolar neste sábado (29).

Mas os pais deixam esses adolescentes ficarem ali na calçada de uma avenida movimentada, sozinhos? “Os pais mandam tomar cuidado, mas não ficam enchendo o saco”, responde Vítor Santos, de 17 anos. Esse grupo de adolescentes, por volta de 30 deles, tem até um nome especial: “Família Morumbi”. Eles levam esse nome, pois se encontraram pela primeira vez nesta região pra ir a um show. E o que essa primeira apresentação teve de tão diferente para marcar tanto? “Foi a melhor de todas!”, rebate categoricamente o fã Paulo Henrique Duarte, de 16 anos.

A organização deles é melhor do que de muito evento por ai. Os fãs levam barracas e se dividem, impondo regras de conduta para que não exista brigas ou qualquer tipo de problema. Cada barraca pode abrigar 30 pessoas, mas não todas de uma vez, é claro! Eles fazem um revezamento, e dessa forma conseguem continuar levando sua vida “normalmente”.

“Tem gente que trabalha, estuda”, pondera Graziela Araújo, de 18 anos, a mais falante e empolgada de todos que estavam na fila neste dia. Apesar de serem fanáticos pelo grupo mexicano, ninguém repete o ano na escola ou falta no emprego por isso. Quando um sai,  o outro chega para substituí-lo. A impressão que fica é a de que sempre há alguém novo por ali. Só que é permitido um número restrito de barracas, depois disso é cada um por si. A “Família Morumbi” é responsável apenas pela primeira barraca. “O pessoal que não pode acampar fica na internet e só critíca”, completa Graziela explicando os porquês do esquema de organização.

Além disso, quem fica na fila já sabe onde encontrar um bom lugar para comer e até para tomar banho. “Pago 3 reais por 10 minutos (de banho) e 8 reais no almoço da Rodoviária do Tietê”, confessa Vítor Santos. Enquanto a conversa rolava, era possível reparar o amor desses fãs pelo grupo: alguns vestiam camisetas com a foto do “Rebeldes” favorito, tinham faixas e até tatuagens. Bárbara Maggi, de 14 anos, não soltava uma foto que tinha de sua musa, Anahí. E essa história de cada um ter o seu “Rebelde” favorito, será que dá briga? “As discussões rolam, mas são sadias”, ameniza Bárbara.

Mas esses jovens não estão totalmente desamparados, eles têm a proteção de uma “vovó”. Essa é a forma carinhosa que eles chamam a Alessandra Alcântara, de 26 anos. É claro que ela odeia o apelido, que pareceu ter sido inventado na hora por Gabriela, mas não se sente incomodada. “Eu me sinto com 18 anos”, confessa Alessandra.

Ela contou também que tem gente que passa na rua e zoa a galera, mas tudo rola na esportiva. O mais engraçado é que todos sabem que eles estão lá pelo RBD. Esses jovens também tem todo o respaldo da produção da banda, que banca dois seguranças para cuidar deles. Esse cuidado todo acontece devido a um assalto que rolou há tempos atrás em uma mesma fila de show. Mas pelo jeito, nem isso tirou o ânimo desse povo.

Você deve estar se perguntando de onde vem tanta paixão, certo? “A paixão pelo grupo? Bom, não sei explicar”, gagueja Paulo Henrique. Mas não vale entrar em desespero pelo fim do RBD! Temos como exemplo os fãs de Los Hermanos, que eram e ainda são bem fanáticos pelos “barbudos”. Mesmo com o término (ou pausa) do grupo, os fãs estão por aí, ouvindo outros sons e também acompanhando o trabalho solo de cada integrante. “O que eu fiz foi ouvir mais outras bandas...mas ainda não acredito no fim!”, receita a fã dos hermanos, Fabiana Okasaki, de 23 anos. Mas agora é hora de curtir os últimos shows do Rebeldes. Ontem foi a vez dos fãs do Rio de Janeiro (28). Hoje, São Paulo (29) e Brasília, no dia 30.

Você vai no show? Mande suas fotos e vídeos pra gente!

E você, encararia 3 meses de fila? Comente!

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