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19/03 - 14:19hs

Conheça a trajetória de Shakira

Das telenovelas e concursos julgados por Ricky Martin ao "Sale El Sol": veja a história da cantora colombiana

Nathália Ilovatte, iG São Paulo

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A carreira da cantora Shakira começou quando ela, mais gordinha e de cabelos pretos, saiu pela América Latina embalando as festas dos anos 90 com “Estoy Aqui”, certo? Errado. A carreira de Shakira é mais longa do que se pensa e, antes do álbum “Pies Descalzos”, a colombiana já tinha um estilo marcante e era conhecida na terra natal pelas canções pop que compunha. Conheça a trajetória da cantora pop que se apresentou em Porto Alegre na terça-feira, quase fez um show em Brasília na quinta e hoje encerra a primeira parte da passagem pelo Brasil em São Paulo.
 
“Magia, siento magia...”
A garota de descendência libanesa, espanhola e italiana, caçula de nova irmãos, começou a cantar cedo. Embora os amigos da aula de música dissessem que ela cantava como um bode, Shakira investiu no sonho que tinha até chegar ao estágio atual da carreira.
 
Aos 13 anos (em 1990), ela lançou o disco (sim, disco...) “Magia”, pela Sony Music. O primeiro single, de mesmo nome do álbum, tocou bastante nas rádios colombianas, mas não foi exatamente um sucesso de vendas. Veja o clipe e pense se você compraria esse LP:
 

 
A opinião de Ricky Martin
Em 1993, o álbum “Peligro” foi a segunda tentativa da cantora e da gravadora. No mesmo ano, ela se apresentou no festival Viña Del Mar, e conquistou o terceiro lugar com a canção “Eres”. Sabe quem julgou a moça nesse festival? Ricky Martin.
 
 

Depois disso, Shakira virou uma espécie de Thalia da Colômbia e interpretou um papel na telenovela “El Oasis”, cujo enredo girava em torno da erupção de um vulcão em Tolima, Colômbia, que deixou 20 mil pessoas mortas em 1985. Deve ter sido um papel bem dramático, mas quem assistiu disse que o forte de Shakira não é a atuação.
 
Em 1995 ela finalmente gravou “Donde Estás Corazón”, música que mais tarde entraria no álbum “Pies Descalzos”, e se livrou dessa fase tão nebulosa da carreira. Bem, talvez não. Há quem defenda que Shakira só foi se tornar alguém na noite quando afinou a cintura, aprendeu inglês e saiu batendo a cabeleira loira em “Whenever Wherever”. Mas o importante é que, em outubro do mesmo ano, “Pies Descalzos” chegou às lojas e rendeu à cantora um disco de platina e o top Five de álbuns latinos da Billboard.
 
Em março de 1996, a cantora fez o primeiro tour internacional, que teve 20 shows na agenda.
 
Malas roubadas e a conquista da América
Em 1998 Shakira lançou o quarto álbum, produzido por ela e Emilio Stefan Jr., intitulado “Donde están los ladrones?”. O nome do álbum e de uma das faixas foi dado depois que uma das malas da cantora, que continha as músicas que ela estava compondo, foi extraviada no aeroporto. Depois veio o “MTV Unplugged”, que lhe rendeu disco de ouro e um Grammy.

Mas o divisor de águas da carreira da colombiana foi o álbum seguinte, “Laundry Service”. As letras em inglês e o novo visual foram planejados para que ela caísse nas graças dos Estados Unidos e Europa. E funcionou, mas a longo prazo. O álbum vendeu 200 mil cópias na primeira semana, mas ela foi criticada pelos fãs latinos pela mudança de atitude e também pela revista Rolling Stone, que disse que as novas letras da cantora eram bobas.

Os álbuns seguintes, “Oral Fixation vol. 1 e 2” e “She Wolf” trouxeram hits como “La Tortura”, “Don’t Bother” e “Loba” e parcerias com artistas como Wyclef Jean e Alejandro Sanz. A segunda também rendeu um memorável clipe em que ela corta cebolas, faz uma dança sensual com Alejandro e rola na graxa.
 
Em 2007, a colombiana gravou duas músicas para o filme “O amor nos tempos de cólera”, intituladas “La Despedida” e “Hay Amores”. A primeira faixa está na set list da atual turnê.




Depois de estrelar a abertura da Copa do Mundo de 2010 com a música tema “Waka Waka”, ela lançou o álbum “Sale El Sol”, que trouxe faixas dançantes com pegada bem latina e algumas baladas mais parecidas com as que a consagraram, só que notavelmente mais maduras. Foram vendidas um milhão de cópias em seis semanas e o disco estreou na Billboard 200 em 7º lugar na primeira semana. O álbum também empresta o nome à atual turnê, que passa pelo Brasil nesta semana.





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