iG - Internet Group

iBest

brTurbo

20/12 - 10:53hs

"Quando criança, tudo era mais fácil", diz Clara Tiezzi, 11, estrela de "Ti-Ti-Ti"
Na novela global, ela vive Mabi, uma menina precoce que adora moda – feito a garota que conhecemos do lado de cá da tela

Luisa Girão, iG Rio de Janeiro

> Leia mais: Giselle e Michelle Batista se divertem no slackline
> Um papo com Evanna Lynch, a Luna de Harry Potter
> Siga o iGirl no Twitter

Não é por acaso que a atriz Clara Tiezzi, 11 anos, tem roubado a cena em sua primeira novela. Assim como Mabi, sua personagem em “Ti-Ti-Ti”, ela adora moda, fala rápido e é superprecoce. “Minha mãe conta que aos dois anos, na escola, eu só podia falar com os professores, porque as criancinhas não me entendiam”, gaba-se. Clara recebeu o iG na casa dela, em Niterói (RJ), onde mora com os pais – os advogados Vanessa e Carlos Otávio –, e topou fazer um ensaio com os seus looks favoritos.

Muito além de Jacques LeClair: "Adoro Chanel, Valentino e Galliano", diz

Se na trama Mabi fica dividida entre os modelitos de Jacques LeClair (Alexandre Borges) e Victor Valentim (Murilo Benício), na vida real a atriz tem um gosto mais refinado. “Adoro Chanel, Valentino e Galliano, mas não tenho nada deles. Infelizmente...”, lamenta. “Sempre gostei de moda”. Ela falou também sobre a transição da infância para a adolescência. “Estou curtindo essa fase, mas às vezes bate aquela saudade. Quando eu era criança, tudo era mais fácil. Tinha menos provas, trabalhos, matérias”.

Se às vezes Clara é precoce, o vocabulário cheio de gírias continua típico de uma menina da idade dela. “Tipo assim, os fins de semana são os meus dias de glória! Adoro fazer festinhas do pijama com as minhas amigas”, conta. Confira o papo.

iG: A Mabi, sua personagem em "Ti-ti-ti", é uma menina que entende tudo de moda. E você?
Clara Tiezzi: Eu sempre gostei de moda. Acho que essa minha característica já veio de berço. O meu bisavô era sapateiro e minha mãe sempre me conta que aos dois anos eu tinha 25 pares de sapatos. E não eram aqueles de crochê, não. Mas o gosto pela moda aumentou ainda mais depois que comecei a ler para viver a Mabi.

iG: Como define seu estilo?
Clara Tiezzi: Meu estilo é mais bonequinha, mas a roupa depende muito do meu humor. Tem dias que eu acordo querendo colocar uma calça jeans, all star e jaqueta de couro. Já no outro, quero um estilo mais fofinho, com um vestidinho tomara-que-caia de cintura alta. Tem dias também que quero uma coisa mais hippie.

"Compro muito, metade do cachê vai para a poupança, a outra, eu gasto", diz

iG: Você gosta de se cuidar?
Clara Tiezzi: Sim. Sou muito vaidosa. Não saio de casa sem base, blush, lápis e gloss. Na verdade, não sei o que seria da minha vida sem a base. Principalmente nessa fase de adolescência em que as espinhas insistem em aparecer.

iG: Como surgiu a ideia de desenhar croquis?
Clara Tiezzi: Eu sempre gostei de desenhar. Aí, comecei a ver fotos de croquis nas revistas e fui desenvolvendo o meu desenho. Quando eu tinha nove anos pensei em ter uma grife, mas achei que daria muito trabalho. Tem que contratar vendedor, tomar conta de desfile, do estoque, da fábrica...

iG: Você tem algum sonho de consumo?
Clara Tiezzi: Eu compro muito. Combinei com a minha mãe que metade do meu cachê vai para a poupança, enquanto a outra eu posso gastar. Acho que não tenho um sonho, tenho vários.  Adoro Chanel, Valentino e Galliano, mas não tenho nada deles. Infelizmente... (risos) Também gostaria de uma bolsa da Gucci.

iG: Você começou a carreira muito cedo, aos quatro anos. Como surgiu a vontade de ser atriz?
Clara Tiezzi: Eu sempre fui viciada por TV. Tipo assim, adorava ficar vendo os programas e desenhos. Aí minha mãe me perguntou se eu gostaria de fazer um curso de teatro, porque eu sempre falei muito. E eu topei. Comecei a gostar muito das aulas e me inscrevi em uma agência de atores. Fiz testes atrás de testes. Até ser chamada para comandar o programa “Teca na TV”, aos sete anos.

iG: Então você é bastante precoce, como sua personagem na novela “Ti-ti-ti”?
Clara Tiezzi: Pois é... Minha mãe conta que aos dois anos, na escola, eu só podia falar com os professores porque as criancinhas não me entendiam. Nessa mesma época eu fui fazer um teste de Q.I e minha capacidade de fala era equivalente a de uma criança de três a seis anos e a de inteligência era de quatro anos. (risos)

Ela não quer se deslumbrar: "Ser atriz é uma profissão como outra qualquer"

iG: Você considera a sua vida tão normal quanto a de qualquer menina da sua idade?
Clara Tiezzi: Sim, sempre fui desencucada com isso. Durante a semana todos os meus amigos se ocupam com cursos e a escola. Como só gravo duas vezes por semana, dá tempo também de eu estudar, gravar e fazer minhas atividades extras. Eu faço teclado, canto, inglês e sapateado. Tipo assim, os fins de semana são os meus dias de glória! Adoro fazer festinhas do pijama com as minhas amigas.

iG:  Como seus amigos lidam com o fato de você ser famosa?
Clara Tiezzi: No começo as pessoas ficavam deslumbradas, ficavam falando: ‘Eu conheço a Mabi’! Mas agora é tranquilo. Os professores também são superlegais. Uma chegou a dizer que se um dia ela não entregasse uma prova minha, era para eu ficar tranquila porque ela ia guardar para quando eu ficasse muito famosa. (risos)

iG: E você? Já ficou deslumbrada com a fama?
Clara Tiezzi: Não, porque ser atriz é uma profissão como outra qualquer. A diferença é que nos expomos mais e as pessoas nos reconhecem na rua. Mas eu não sou melhor do que ninguém só porque sou atriz.

iG: E os meninos?
Clara Tiezzi: Isso não mudou muito. Na verdade, eu sou BV (Boca Virgem). Tenho amigas que ficam e outras não. Sou bem tranquila sobre esse assunto. Vai rolar quando tiver que ser. Se tiver que dar o meu primeiro beijo aos 40 anos, que seja! Mas se eu pudesse escolher um príncipe encantado para isso acontecer, seria o Taylor Lautner, o Jacob do filme “Crespúsculo”.  Acho ele lindo! (risos)

iG: Como está sendo sua transição de criança para adolescente. Ainda gosta de brincar?
Clara Tiezzi: Não é aquele bicho de sete cabeças que as pessoas falam. Estou curtindo muito essa fase. Eu não brinco mais de boneca, mas adoro jogos de tabuleiros.  Às vezes bate aquela saudade. Quando eu era criança, tudo era mais fácil. Tinha menos provas, trabalhos, matérias. Por exemplo, quando eu esquecia de dar comida para meu coelho Cupcake, as pessoas achavam normal porque eu era pequena. Agora, quando isso acontece, eu levo uma bronca (risos).





Você tem mais informações? Envie para Minha Notícia, o site de jornalismo colaborativo do iG



Contador de notícias