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30/08 - 18:59hs

Saiba como aliviar a cólica menstrual

Médicos especialistas dão dicas para reduzir as dores abdominais

Larissa Drumond, iG São Paulo

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Uma vez por mês, uma dorzinha aguda e latejante surge na região baixa do abdômen de 60% a 90% das garotas – e 17% ainda faltam à escola por causa dela. Quando ela é muito intensa, pode até alcançar a região lombar e as pernas, dando aquela sensação de peso. “Por causa dessas contrações no útero, algumas meninas têm náuseas e vômitos, dor de cabeça, diarreia e um mal estar geral”, afirma Bárbara Murayama, ginecologista e obstetra.

A médica ressalta que um estudo realizado na Universidade de Birmingham, em 2006, revelou alguns fatores de risco relacionados a garotas que costumam ter cólicas menstruais: baixo peso (IMC abaixo de 20), primeira menstruação antes dos 12 anos, grande fluxo, sintomas de TPM e tabagismo. Entenda melhor o que acontece com o seu organismo e o que pode ser feito para aliviar.

Cólica
Se você sente dor algumas horas antes da menstruação e até três dias depois, é a clássica cólica menstrual – que também é chamada de dismenorreia (melhor falar cólica mesmo, né?). Mas também é possível ter sensibilidade durante a ovulação, que acontece por volta do 14º dia do ciclo. É a dor do meio. “Se a garota se queixar de piora das cólicas a cada mês e os sintomas se estenderem além do período de menstruação, pode ser sinal de alguma doença pélvica, como a endometriose”, diz Bárbara.

Ui, que alívio!
Não existe nenhuma receita caseira com comprovação científica, mas bolsas térmicas aliviam. “Chás também podem reduzir o mal-estar, mas têm pouca influência na dor e na inflamação local, que são as causas principais das cólicas”, afirma o Marcelo Nunes dos Santos, ginecologista e obstetra do Hospital Santa Isabel. A prática regular de atividades físicas, não fumar, ter uma dieta rica em peixes e em vegetais, fazer acupuntura e tomar suplementos vitamínicos são boas saídas para driblar o problema.

Anticoncepcional
Os anticoncepcionais (pílula, injeção, anel vaginal, adesivo transdérmico, implante subcutâneo ou DIU) são uma das medicações usadas para o tratamento, com um tempo de adaptação de três meses. A boa notícia é que, na maioria dos casos, a melhora já é sentida logo no primeiro mês. “Ele bloqueia o ciclo natural, evita a ovulação e o risco de engravidar, além de eliminar ou diminuir as cólicas”, lembra Marcelo.

Remédios anti-inflamatórios também costumam ser recomendados. Mas suspender a menstruação pode ser a solução caso a dor persista. “Não há prejuízos para a adolescente desde que realize exames prévios e seja acompanhada pelo ginecologista”, afirma a médica.

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