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22/08 - 09:00hs

Série jovem "Tô Frito" estreia na próxima semana na MTV e na Band
Minissérie conta a história de Vítor, ilustrador gaúcho de 21 anos que tenta a vida em São Paulo – e precisa se virar na cozinha

Larissa Drumond, iG São Paulo

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O mesmo programa vai passar na Band e na MTV? Pois é. A grade das duas emissoras irá incluir a minissérie adolescente “Tô Frito” a partir da próxima segunda-feira (23) e domingo (29), respectivamente. São oito capítulos, dirigidos por Flavia Moraes, que contam a história de Vítor, um garoto de 21 anos que saiu da casa dos pais, no interior do Rio Grande do Sul, e foi para São Paulo tentar a vida como ilustrador. Ele passa a viver num apezinho da zona sul e, como tem pouco dinheiro, não pode comer fora. Desafiar o fogão, então, é a única saída para matar a fome.

“Adoro São Paulo, é uma cidade incrível. Gosto da mistura cultural e da quantidade de gente”, diz Ian Ramil, ator que interpreta o protagonista e, assim como o personagem, é gaúcho. Ao longo da série, Vítor faz amigos, se apaixona pela recifense Clara (Rayana Carvalho) – estudante de Direito na USP que também se dedica ao curso de culinária –, recorre aos conselhos de Dona Zenaide – dona do armazém no térreo do prédio onde mora –, descobre jeitos de gostar de São Paulo, supera a saudade da família e percebe que leva jeito para cozinha.

Veja o começo do primeiro episódio da série:


“Vencer na grande cidade longe de casa continua sendo o sonho de muito jovem talentoso Brasil afora. A série também é sobre o encontro do norte e do sul nessa cidade cosmopolita. A história de Vítor se repete todos os dias”, comenta a diretora Flavia Moraes. E se repetiu na vida do casal roteirista Marcelo Pires e Letícia Wierzchowski, que saíram de Porto Alegre e moraram em Sâo Paulo por 14 anos. “Admito que apesar do engarrafamento, da poluição, dos alagamentos, alguma coisa acontece no meu coração quando cruzo a Avenida Paulista”, brinca Marcelo. “Divido com o Vítor a estranheza da chegada nessa cidade sem começo nem fim”, diz Letícia.

O episódio inicial tem meia hora de duração, os demais têm 15 minutos. Na MTV, “Tô Frito” entra no ar no domingo (29), às 19h. Mas a partir do segundo episódio, em 4 setembro, os capítulos serão exibidos aos sábados, às 20h. Na Band, o programa será transmitido às segundas-feiras logo após o “CQC”. Confira a entrevista com Ian Ramil, o personagem principal de “Tô Frito”:

iG Jovem: Assim como o personagem, você também é do Rio Grande do Sul. Mas também mora em São Paulo?
Ian Ramil: Não, eu moro no Rio Grande do Sul ainda. Na verdade, eu moro lá, mas venho sempre para cá. Adoro São Paulo, é uma cidade incrível. Gosto da mistura cultural e da quantidade de gente. É um grande atrativo, menos o trânsito.

Além de ator, Ian é músico e toca na trilha sonora da minissérie

iG Jovem: Você não tem vontade de vir para São Paulo e ficar de vez?
Ian Ramil: Penso nisso também. Eu não consigo projetar, fazer planos e pensar muito a frente. Eu vivo conforme as coisas vão acontecendo. Não tenho ideia de onde eu vou estar daqui a um ano, sabe? Deixo fluir.

iG Jovem: Você desenha e ilustra como o Vitor?
Ian Ramil: Sou ator e compositor também. Sou músico. Eu canto e toco as minhas próprias músicas, não sou um grande tocador de covers. Também canto em uma das músicas do CD da trilha sonora como se fosse o personagem. Eu canto a música-tema também, em uma versão acústica.

iG Jovem: Você tem uma banda ou segue carreira solo?
Ian Ramil: Eu tive uma banda para fazer uns shows lá. Ela se chamava “Descoletivo”, porque, na verdade, não era bem uma banda, mas uma junção de amigos com a ideia de se descolar depois de um tempo.

iG Jovem:  Qual é seu lugar preferido em São Paulo?
Ian Ramil: Eu gosto da Augusta. É um lugar legal, ainda estou descobrindo a cidade. Gosto muito da Paulista também.

Ian com a diretora Flavia Moraes e a atriz Rayana Carvalho

iG Jovem: Qual foi sua maior inspiração para fazer o Vítor?
Ian Ramil: Vítor é um ilustrador que vem de fora e o Ygor Marotta [autor das ilustrações da série], que fez a série comigo, também é um ilustrador que veio de fora. Certamente, ele foi uma referência bem importante para a criação do personagem.

iG Jovem: Qual é a maior semelhança entre você e o personagem?
Ian Ramil: Ter saído da casa dos pais, no Rio Grande do Sul, trabalhar com arte e ter a fisionomia parecida [risos].

iG Jovem: Como foi participar de “Tô Frito!”?
Ian Ramil: A série fala daquela coisa de sair de casa, sair da asa do papai e da mamãe, ter que se virar, fazer tua casa andar. Mas o processo foi fantástico. A história tem essa identificação muito forte para todo mundo, além de ser um personagem que veio do sul, como eu. O incrível para mim, como ator, foi o processo da filmagem, porque foi feito muito em cima de improviso. A Flavia sempre nos deixou muito livre para criar. Essa confiança e essa nossa liberdade só contribuíram para o nosso trabalho e a nossa criação. Esse processo calcado na improvisação dá organicidade, que é o maior diferencial da série. Ela é muito fluida e tem uma naturalidade muito rara na televisão, sem forçar a barra.

iG Jovem: Como você foi escolhido para viver o personagem principal?
Ian Ramil: Minha participação na série aconteceu por meio do Marcelo Pires e da Letícia Wierzchowski [roteiristas], que me indicaram. Eles mostraram uma publicidade que eu fiz para as eleições de 2008. Era um cara que sapateava, o Lúcio. Fiz um teste de improvisação, conversei por Skype com a Flavia. Teve um teste, de fato.

iG Jovem: Além de ficar íntimo da culinária, o que mais vai acontecer com seu personagem?
Ian Ramil: Eu não sei o que eu posso contar, prefiro não falar muito. Mas posso dizer que vai mudar muita coisa e vai surpreender a cada episódio. Tudo acontece de uma forma natural.

iG Jovem: A série vai ser transmitida na MTV e na Band. É uma oportunidade que vai abrir portas para fazer novela, por exemplo?
Ian Ramil: Não sei. É como eu disse: não consigo pensar em longo prazo. Não consigo me programar e pensar no futuro. Eu vou conforme a vida acontece e as coisas das quais eu gosto me levam.

iG Jovem: E você se dá bem na cozinha?
Ian Ramil: Eu me viro. Não sou um grande cozinheiro, mas consigo ser inventivo, consigo fazer com que funcione e a comida fique boa. Quando me proponho a cozinhar, sei fazer direito. Mas não tenho muita paciência, principalmente para lavar a louça.





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