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14/07 - 12:31hs

"Desenrola", filme jovem com Kayky Brito, estreia no Festival de Paulínia
Trama é dirigida por Rosane Svartman, de "Confissões de Adolescente", e conta história de menina que fica sozinha em casa

Nathália Ilovatte, iG São Paulo

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Estrelada por Olívia Torres (a Rita, de “Malhação”) e Kayky Brito, a produção nacional “Desenrola” será exibida pela primeira vez no dia 18 de julho, durante a programação do Paulínia Festival de Cinema. A estreia nas salas de projeção do país ainda não tem data definida, mas acontecerá no segundo semestre de 2010 – o trailer do longa-metragem já pode ser visto nas telonas, em todas as sessões do filme “Eclipse”.

“Desenrola” conta a história de Priscila (Olívia Torres), uma menina romântica de 16 anos que fica sozinha em casa por 20 dias. Os dias de liberdade trazem mudanças à vida da adolescente – e uma delas é a possibilidade da esperada primeira  vez. Nesse curto período, Priscila consegue conquistar Rafa (Kayky Brito), o menino mais disputado do colégio. No entanto, as coisas não saem exatamente como Priscila esperava, e em meio às frustrações, expectativas e sentimentos confusos desse momento a história acontece.

Filme contou com opiniões dos jovens no roteiro, elenco e trilha sonora

“Desenrola” tem direção de Rosane Svartman e contou com a participação do público, que ajudou a banda Agnela a compor uma música para a trilha sonora, opinou na escolha do elenco e sugeriu diálogos e detalhes da trama. “Uma das principais questões no início do trabalho era que ele fosse horizontal. Então, precisávamos ir onde esse público estava, que era na internet”, conta Rosana. Por isso, depois de produzida a web-série “Desenrola”, a diretora escreveu o roteiro do filme e foi a diversas escolas para discuti-lo com os adolescentes.

Foram quase 500 jovens entrevistados até que se passasse a uma nova etapa. “Depois, começamos a usar a internet e ferramentas sociais porque, com elas, eu não precisava estar fisicamente nos lugares para interagir”. O resultado da iniciativa foi melhor do que o esperado. “Às vezes, os comentários davam dicas surpreendentes. Quando abordamos o tema ‘paixão platônica’, por exemplo, uma menina contou que tinha uma paixão e que descobria os lugares aonde o menino ia para segui-lo”, relata. “E, no filme, há uma cena em que a Priscila, que odeia sol e se acha ridícula de biquíni, vai à praia porque sabe que o Rafa estará lá”.

A cara da adolescência
Rosane foi também roteirista da série “Confissões de Adolescente”, que fez grande sucesso nos anos 90. Com a experiência de quem acompanhou tão de perto a juventude em duas décadas diferentes, ela afirma que certas características são típicas dessa fase da vida independente da época em que ela se passe. “Achei engraçado que todo mundo falava que a adolescência hoje é só pegação, que a primeira vez rolava aos doze ou treze anos... E descobri que não é assim. Claro, há quem comece aos treze anos, mas ainda há certa ansiedade sobre isso. A primeira transa ainda é muito especial e cercada de emoções”, explica.

Ansiedade: atores vivem drama sobre a primeira vez na cama

Outro marca da adolescência que Rosane descobriu ser universal é a intensidade. “Nessa fase é tudo muito intenso, você ama muito, odeia muito...”, opina. “Eu tinha me esquecido disso até conviver novamente com as entrevistas e os atores, que são adolescentes”.

Aliás, e que atores! Depois de gravar o filme, Olívia Torres entrou para a série “Malhação”. O longa-metragem “Desenrola” foi o primeiro trabalho da atriz. Já Kayky Brito é um rosto bem conhecido e foi o nome mais falado nas entrevistas feitas por Rosane. “Quando perguntávamos como as adolescentes imaginavam o Rafa, elas sempre apontavam o Kayky Brito como o melhor ator para interpretá-lo, e foram elas que sugeriram que o convidássemos”. A diretora afirma que, nos bastidores, Kayky é tão incrível quanto em cena. “Ele é super participativo e gente como a gente, disponível, fácil de lidar... Assim como os outros atores”.

“Desenrola” é um filme que vale a pena ser visto não só pelo elenco ou pelo formato inovador através do qual foi produzido, com a participação direta do público, mas também porque conta uma história com a qual é fácil se identificar. “Quando a gente começou a fazer o filme, queria uma história que todo mundo viveu. E começamos a pensar o que ultrapassa gerações e as pessoas vivem em comum”, explica Rosane. “Você sempre quer o que não pode ter, não quer o que tem, sente uma ansiedade de viver antes do tempo e isso gera angústias, mas também causa boas surpresas”.

O Paulínia Festival de Cinema acontece de 15 a 22 de julho, no Pólo Cinematográfico de Paulínia (SP), e a exibição de “Desenrola” está prevista para as 21h.





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