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27/04 - 15:18hs

Fabíola da Silva na luta pelas meninas no patins
A patinadora esteve nos X Games para uma demonstração, e claro, dar aquela forcinha para as categorias femininas dos esportes radicais

Mayara Geraldini

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Fabíola da Silva começou a andar de patins aos 15 anos, por pura diversão. Um ano depois, participava de sua primeira competição.  Hoje com 27 anos, ela é dona de oito medalhas de ouro dos X Games e outras dezenas de competições do circuito mundial.

Aliás, para falar de Fabíola é preciso deixar a modéstia de lado. Afinal a atleta é listada no livro dos recordes (Guinness Book of World Records) como recordista feminina com mais medalhas de ouro na história da competição, isso por que nem é em todas as edições que o patins entra na programação.

Depois de tantos títulos, a maior patinadora inline da história já não sonha apenas com conquistas nas pistas. Seu maior desafio atualmente é atrair novos praticantes para a modalidade, principalmente mulheres.

Existe até uma regra no mundo dos esportes radicais que leva o seu nome. A “regra Fabíola” foi uma luta da atleta para que as mulheres pudessem competir junto com os homens, nos casos em que não exista uma categoria específica feminina.

Nessa edição brasileira dos X Games, a skatista Karen Jones esteve presente na competição junto com os meninos durante as classificações de skate vertical. Fabíola ficou de fora, porque aqui em São Paulo, as categorias de inline tanto masculinas como femininas ficaram de fora do evento.

A popularidade dessa patinadora made in Brazil é tão grande que ultrapassa os horizontes da linha do Equador. Nos Estados Unidos, país em que os esportes radicais têm tantos adeptos quanto fãs, Fabíola ganhou até uma versão boneca.

A atleta foi a primeira mulher no mundo a executar um duplo backflip, em 2005. Apenas 4 homens no mundo e Fabíola executam essa manobra.

Como é ser mulher e viver nesse mundo tão masculino?
Fabíola da Silva: Eu acho bacana, porque eu não acredito que esse esporte seja somente para os homens, mas para as mulheres também. Hoje em dia os esportes cresceram bastante e tem bastante muita menina praticando. Tanto no skate street ou  vertical, no patins e até na bicicleta tem praticantes femininos.

(Nota da repórter: a irmã da Fabíola, Fabiana Silva também é patinadora inline e esteve nos X Games para uma demonstração feminina junto com as skatistas no vertical)

Espero que eventos como esse acontecendo no Brasil,seja uma motivação a mais para alavancar uma categoria feminina para as mulheres competirem juntas.

Ontem a Karen disse que as meninas até começam a praticar esportes radicais, mas acabam desistindo muito cedo. Por que você acha que isso acontece? Qual é a sua dica?
Fabíola da Silva: A minha dica é ter sempre em mente que os arranhões fazem parte do esporte. Se você está nesse tipo de esporte já com medo, esquece. Porque machuca mesmo, principalmente no começo. O segredo é estar preparada e ter muita perseverança, porque no fim vale a pena. Não é machucar uma vez e abandonar. Se fosse assim, nós atletas iríamos parar logo ou melhor nem começaríamos.

O que você acha que falta para o esporte?
Fabíola da Silva: No Brasil falta um centro de treinamento voltado especialmente para profissionais. Acho que se tivessem locais apropriados, a galera, de repente não precisaria morar fora do país para poder praticar esportes radicais

Você treina onde?
Fabíola da Silva: Treino na pista da Rollerbrothes. Tem um half bacana de metal, mas é ao ar livre entendeu? Deixa um pouco a desejar quando chove. Acaba atrapalhando as rotinas de treinamento. Tenho que torcer sempre para estar com tempo bom.

Um dia de Fabíola:
Fabíola da Silva: Bom... Eu treino de segunda a sexta-feira. Faço um pouco de musculação, trabalho a parte aeróbica. São duas horas por dia e mais umas duas horas de patins. No total de 4 horas de treino.

Qual é a sua próxima manobra?
Fabíola da Silva: Estou treinando para fazer o duplo flat spin. Eu gostaria muito de aprender, mas ainda estou em fase de treinamento.

E quando vamos ver você fazendo a manobra?
Fabíola da Silva: Até o final do ano eu aprendo.

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