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26/04 - 16:46hs

A brasileirinha menina entre os monstros do skate
Karen Jones poderia ser mais uma presença gringa na edição brasileira dos X games, mas não é...

Mayara Geraldini

A loirinha de olhos azuis não parece, mas é coisa nossa e única bendita entre os homens a disputar a classificação de skate vertical que aconteceu nessa sexta-feira (25).

"Estou acostumada a competir com os meninos, normalmente eu fico até menos nervosa, porque a pressão é muito menor do que quando ando com as meninas". Karen foi campeã mundial em 2006, no mesmo ano em que conquistou a medalha de prata nos X Games.

No começo do ano, em fevereiro, na etapa carioca do circuito mundial de skate, Karen conseguiu chegar às semi-finais competindo com atletas (homens) de peso como Sandro Dias, o mineirinho, Bob Burnquist e Lincoln Ueda.

Competir com os meninos, pelo menos aqui no Brasil, é uma situação a qual ela teve que se acostumar. 'As meninas começam a andar, mas desanimam muito rápido. O processo de evolução é demorado. No começo você se machuca muito e elas acabam desanimando e somem das pistas", explica.

Assista o vídeo com a entrevista com Karen Jones:



A campeã dos verticais é também número 1 em simpatia. Pelos corredores do Sambódromo ela atende a todos os pedidos de fãs, entrevistas para jornalistas e depois ainda arranja tempo para tocar piano, guitarra, bateria, gaita, fazer bijouteria, camisetas e mais... e mais...

Você é conhecida por fazer calcinhas? Pensa em levar adiante a carreira de estilista?
Karen Jones: As calcinhas davam muito trabalho então eu desencanei um pouco de fazer, mas estou sempre pensando em alguma coisa relacionada a isso. Desenho, participo de algumas exposições em Los Angeles, Boston. Essas coisas de arte é como andar de skate: eu preciso fazer e é natural, então eu vou sempre levar pra frente, mas os meus projetos são muito pessoais. Eu faço, fico feliz e quando não dá mais, eu páro de fazer.

Agora ando fazendo colares e camisetas para usar. Se alguém quiser comprar eu até vendo, mas nada profissional até agora. Se alguém gostar e quiser abraçar a idéia eu vou pra frente, mas eu nãocorro atrás. É uma coisa bem particular.

Mas as calcinhas você fazia para vender?
Karen Jones: Fazia, cheguei a vender em loja. Deu super certo. Todo mundo queria. Todo mundo adorava. Mas aí eu comecei a andar de skate E a viajar muito. Na época eu vendia para duas lojas em Santo André. Quando eu fui morar fora, deixei na mão da minha mãe, só que ela não conseguiu levar adiante por que era eu quem fazia tudo. Acabou ficando por isso mesmo. Mas eu ainda tenho tudo em casa: a tela, os desenhos, o fotolito...

E a parte musical, como anda?
Karen Jones: Eu toco piano, guitarra, bateria, gaita e violino. Meu pai é músico, não profissional, mas ele sempre tocou tudo . Desde pequenininha eu e minha irmã tocamos. Sempre tive banda, mas agora com a tecnologia dá pra fazer umas coisas diferentes. Com o computador a gente conseguiu gravar e fazer uma brincadeira. Tem lá no myspace. O nosso negócio é fazer mais pela zueira, pelos clipes... A banda é eu, o Klaus e mais um menino que é videomaker (O Klaus Bohms ficou em 11º nas classificatórias de sexta-feira no street e o videomaker é o Alexandre Cotinz).

Descreve para gente um dia de Karen Jones:
Karen Jones: Eu acordo tarde normalmente, umas 10h. Tomo café da manhã que é sagrado. Ando de skate, volto pra almoçar, fico um pouco no computador, desenho, toco, mais tarde ou eu vou para a academia ou eu volto pra andar de skate de novo. Depois volto, como de novo.

(Nota da repórter: Karen costuma treinar entre 4 e 5 horas por dia na Clarmonts State Park, em São Diego. Às vezes até mais)

A manobra que você sonha em fazer?
Karen Jones: A que eu mais quero fazer é a 540º. Eu não sei nem como começar ainda, mas eu quero muito.





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