Adriano de Souza vai ao Taiti em busca de título inédito para o surfe brasileiro
Em quarto no circuito mundial, atleta do Guarujá promete fazer seu máximo mirando o primeiro lugar no World Tour: “A cada ano venho evoluindo e aprendendo mais”
Apesar de possuir quase oito mil quilômetros de costa litorânea e inúmeras praias cheias de ondas, o Brasil nunca teve um campeão mundial de surfe para chamar de seu. Mas isso pode mudar em breve. Em quarto lugar no World Tour (WT) , o título maior do esporte, o surfista Adriano de Souza , o Mineirinho , tem chances reais de conseguir trazer para o país o primeiro título na modalidade.
A partir dessa quinta-feira (16), ele entra no mar na praia de Teahupoo , no Taiti , na quarta etapa do WT em 2012, buscando se aproximar dos líderes da tabela.
“Nunca imaginei que eu poderia chegar nesse momento tão especial na minha vida. Estou disputando o título mundial com heróis do esporte como Kelly [Slater] , Mick [Fanning] e Joel [Parkinson] , e isso é muito louco. Portanto, faço meu máximo para ser o primeiro brasileiro campeão mundial”, disse o paulista de 25 anos ao iG .
Na pressão
Natural do Guarujá
, Mineirinho foi o primeiro brasileiro a ocupar o topo do ranking mundial de surfe
, em 2011, após vencer a etapa do Rio de Janeiro
do WT. Hoje, ele está na segunda posição, atrás apenas do havaiano Florence John-John.
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“É uma honra liderar o pelotão brasileiro no WT. Faz cinco anos que estou na ponta desse pelotão, e a cada ano venho evoluindo e aprendendo mais”, comentou.
Apontado como promessa do surfe brasileiro desde os 18 anos, quando venceu o Mundial Pro Júnior na Austrália, o atleta encara a responsabilidade de conquistar o WT usando a pressão como incentivo.
“Sempre tento usar a pressão como algo positivo. Além disso, tem atletas muito bons hoje, como o Gabriel Medina , o Miguel Pupo e o Alejo Muniz , defendendo comigo a bandeira brasileira”, explicou Mineirinho, cuja praia favorita no mundo é o Canto das Astúrias , em sua cidade natal.
Incentivo
Para Adriano, o Brasil reúne tudo o que um atleta de ponta do surfe precisa para se manter no topo do esporte. “Dá para treinar bem por aqui, com estrutura de primeira na parte física e altas ondas. Mas precisamos estar em sintonia com as ondas de outros países, para continuarmos evoluindo”, avaliou.
Em tempos de Olimpíadas , Mineirinho também reclama mais incentivo para seu esporte. “Nós representamos o Brasil como qualquer outro atleta, mas infelizmente o governo não dá o valor suficiente para o surfe. Até hoje temos atletas no circuito mundial que não tem patrocínio e não podem continuar competindo”, comentou.
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