Stephan Peixoto: "Ser filho do D2 está ajudando, no momento"

À frente do grupo Start e com duas indicações ao VMB, filho de Marcelo D2 fala sobre a carreira e o preconceito que já sofreu

Nathalia Ilovatte, iG São Paulo |

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"Não estou nem pensando em vencer, só concorrer já é legal", diz o rapper sobre o VMB

Stephan Peixoto ficou conhecido no Brasil em 2003, quando cantou o refrão "Eu me desenvolvo e evoluo com meu pai" na faixa " Loadeando ", de Marcelo D2 . Mas, na época, a música era só diversão. Hoje com 19 anos, Stephan já encara o rap como trabalho e mostra as rimas no Start - não confunda com Restart! - que concorre aos prêmios de Hit do Ano e Aposta do VMB.

Ao iG Jovem , Stephan contou quando e como a música virou profissão, se Marcelo D2 dá uns empurrõezinhos à carreira do filho e falou do preconceito que já sofreu por ter um pai famoso que fala abertamente sobre drogas.

iG: Como o Start foi formado?
Stephan Peixoto: Na real o grupo já existia, mas com outro nome. Eles ja faziam umas rimas juntos, mas estava bem no comecinho. Aí eu conheci o Shock nas batalhas de rima na Lapa (RJ). Eu também fazia umas coisas, mas bem devagar, mesmo. Aí eles começaram a botar uma pilha pra gente fazer alguma coisa juntos e eu falei "demorou". Isso foi em 2007. E como a gente estava sempre jogando vídeo game e escutando um som colocamos o nome de Start, mesmo.

iG: Todos compõem?
Stephan Peixoto: Cada um faz a sua parte, só o refrão que todo mundo compõe junto. A gente busca inspiração no dia a dia, no que a gente tá vivendo, família, amigos, mulher...

iG: A música “Enfim” fala sobre uma garota. Você namora?
Stephan Peixoto: Não namoro, não. A gente até acaba saindo pouco, sai mais quando é pra fazer os shows, mesmo. Mas sempre tem... É o que a gente descreveu lá na música, “Enfim” é sobre chegar em uma mina na balada.

iG: Como está o dia a dia de vocês?
Stephan Peixoto: Hoje a gente está em um momento de se dedicar mais, viajando pra caramba, compondo músicas pro disco novo... Ele deve sair no começo do ano que vem. Em dezembro a gente deve começar a gravar, e no comecinho do ano deve ficar pronto. O nome a gente ainda não escolheu, mas a gente está começando a desenvolver umas parcerias agora, talvez tenha o MC Smith, que é um MC de funk do Rio de Janeiro, vai ter o Tapechu, que é um parceiro nosso do Quinto Andar, vai ter uns amigos, uma rapaziada... Estamos planejando aqui.

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Em dezembro a gente deve começar a gravar o disco novo, e no comecinho do ano deve ficar pronto
iG: Ser filho do Marcelo D2 ajuda a entrar nesse meio?
Stephan Peixoto: Tem o lado bom e o lado ruim, como qualquer parada. É tranquilo... Está mais ajudando no momento. Ele não opina muito, mas está sempre lá pra ajudar.

iG Jovem - Quando você percebeu que queria seguir carreira artística?
Stephan Peixoto: Naquela época eu fiz a música com o meu pai e foi bom só pra ver como era, porque eu não tinha muita vontade. Mas quando eu tava com uns 15, 16, comecei a fazer umas paradas, e aí conheci os moleques.

iG: Seu pai é um cara polêmico, que levanta a discussão sobre a legalização da maconha. Como foi crescer sendo filho do D2?
Stephan Peixoto: Eu não sei como é do outro lado, nunca vi diferença, pra mim é normal... Mas teve uma vez que aconteceu uma parada, a mãe de um menino do colégio não queria deixar o filho passear com o filho do D2. Eu nem lembro direito, mas eu sei que teve algum estresse.

iG: Como está a expectativa para o VMB?
Stephan Peixoto: Estamos escolhendo umas roupas! Pô, irado, tô empolgadão. Não estou nem pensando em vencer nem nada, só estar concorrendo já é legal. A gente nem imaginava a indicação, foi um baque. A gente vai fazendo e não vai pensando muito pra onde vai.

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"A gente gosta de andar no estilo", diz Stephan, enquanto escolhe as roupas para o VMB

iG: Vocês se preocupam com o visual de vocês?
Stephan Peixoto: Pô, vou te falar que pra caramba... A gente gosta de andar no estilo.

iG: Ligam pra marca e tentam fazer umas combinações diferentes?
Stephan Peixoto: É nessa pegada!

iG: Além de concorrerem nas categorias Hit do Ano e Aposta, vocês ainda vão se apresentar no evento, não?
Stephan Peixoto: Sim, a gente vai tocar. Tem um palco lá que vai ser do rap, e a gente vai ter um espaço. A gente, meu pai, a Flora Matos, Karol Conká e Lourdes da Luz. Mas ainda não sei direito como vai ser.

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