MC Guimê, precursor do funk ostentação: “Fama e dinheiro atraem olhares"

Por Natália Eiras , iG São Paulo | - Atualizada às

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Aos 20 anos, o funkeiro nascido em Osasco canta sobre carros de luxo, roupas de grife e mulheres, coisas que hoje em dia já pode ter. Afirma que dinheiro é importante, mas não é tudo na vida. “A gente não pode parar de sonhar nunca”

Reprodução/Divulgação
MC Guimê no clipe "Plaque de 100", um de seus sucessos; "Dinheiro é importante, mas não é tudo"

Precursor do funk ostentação, MC Guimê  curte andar com uma “nave” legal - se for um modelo Citroën , melhor ainda -, Nikeshox  no pé e bermuda da Oakley . Em suas letras, fala sobre noitadas regadas a champanhe, casa na praia e motos esportivas. Nascido em Osasco , na região metropolitana de São Paulo , o funkeiro pode ter ficado famoso por tirar onda com carrões e mulheres, mas afirma que quer inspirar as pessoas a nunca desistir de seus objetivos. “Não podemos parar de sonhar nunca”, fala o cantor em entrevista ao iG .

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Reprodução/Instagram
"No começo foi difícil, minha família não me apoiava", falou o artista. "Mas depois eles viram que eu poderia fazer algo bacana"

Com muitas tatuagens (“Já perdi a conta”) e aparelho nos dentes, o jovem chamou a atenção pela primeira vez em 2011 com o clipe “Tá Patrão ”, em que aparece dirigindo uma BMW  e com várias notas de dinheiro na mão. Apesar de frequentemente estar no centro de cenas de ostentação como essa, ele garante que dinheiro não é tudo na vida. “Dinheiro é importante, mas não é o mais importante de tudo”, afirma.

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Nascido Guilherme Aparecido Dantas , o rapaz de 20 anos acabou de lançar o clipe da música “País do Futebol ”, em parceria com Emicida  e com participação de Neymar. Ao mostrar um grupo de garotos conhecendo o atacante do Barcelona, o vídeo passa, segundo Mc Guimê, sua principal mensagem: não desistir nunca. “Tudo o que queremos pode se tornar verdade se fazemos o melhor sempre”, diz o funkeiro.

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A própria história do artista é cheia de obstáculos. O primeiro foi a desaprovação dos pais pela carreira que escolheu. “No começo foi bem difícil, não tinha o apoio da minha família, meus pais não gostavam das letras”, diz Guimê. “No decorrer da minha história, mostrei que poderia fazer uma coisa bacana”.

De origem humilde, o artista escreve sobre uma realidade que não era a sua quando começou a cantar. “Peguei referências nos rappers gringos, que cantam sobre carros, festas e dinheiro. Pensei: Por que não adaptar para o funk? Daí nasceu a primeira música, a ‘Tá Patrão’”. Sem grana, o músico fazia um mutirão para conseguir os carrões que apareciam em seus vídeos. “Alugamos, amigos emprestam e usamos coisas nossas também”, explica.

Hoje em dia, ele fatura em média R$ 25 a R$ 30 mil de cachê por apresentação. Com o dinheiro, já conseguiu realizar alguns sonhos de consumo. “Tenho dois carros e um apartamento”, se orgulha. Mas ainda não conseguiu comprar tudo o que quer. “O próximo passo é uma casa legal para meus pais morarem”.

Há três anos fazendo shows pelo Brasil, Guimê já sente alguns efeitos da fama, como o maior assédio das garotas. “Fama e dinheiro atraem olhares com certeza”, brinca. Com o bolso cheio de “plaque”, carro na garagem e mulheres, ele conseguiu quase tudo que sempre almejou em seu funk ostentação, porém o artista diz que esta não é a parte mais legal de ser reconhecido. “[o mais legal] é ter uma vida melhor fazendo o que mais gosto”, conclui.

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