Strike: “Somos parte de uma escola nova que mistura rock, rap e reggae”

Indicada a Hit do Ano no VMB, banda mineira lança seu terceiro disco, “Nova Aurora” em outubro, com participações do rapper Projota e de Rodolfo Abrantes (ex-Raimundos)

Bruno Capelas , iG São Paulo |

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"Ouvir o nosso novo disco vai ser como encontrar um velho amigo seis anos depois", diz o baixista do Strike, Fábio Perez

“Depois de cinco anos, é muito legal voltar ao VMB. Mas, ouvindo as nossas novas músicas, sinto que somos uma banda nova”, explica o vocalista da banda Strike, Marcelo Mancini. Indicada a Hit do Ano na premiação da MTV brasileira com a música “Fluxo Perfeito”, a banda mineira prepara-se para lançar seu novo trabalho, o álbum “Nova Aurora”.

Vencedor das categorias Aposta MTV e Revelação em temporadas anteriores do VMB, o Strike espera contar com a ajuda dos fãs para levar mais um troféu para casa: “Fizemos uma campanha maciça para que os fãs votem na gente. Estamos confiantes, porque ‘Fluxo Perfeito’ é a nossa música que mais tocou nas rádios desde que a banda começou, há nove anos”, explica Marcelo em entrevista ao iG durante a apresentação da banda na Rádio Disney.

Divulgação/Rádio Disney
"Nova Aurora", terceiro disco da banda mineira, sai em outubro e terá 11 músicas inéditas

Terceiro disco da banda, “Nova Aurora” sai em outubro, e terá distribuição da gravadora Som Livre e participações especiais de Rodolfo Abrantes (ex-Raimundos) e do rapper Projota.

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“Nós fazemos parte de uma escola nova que mistura rock, rap e reggae. Faz todo sentido para nós convidar o Projota para cantar com a gente”, diz Marcelo. O baixista Fábio Perez completa: “Já o Rodolfo é um ídolo antigo nosso, uma referência para todo mundo que cresceu nos anos 1990 no Brasil. Foi uma honra tê-lo cantando com a gente”.

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Com 11 músicas inéditas, “Nova Aurora” é considerado pela banda como representante de uma nova fase em sua carreira. “Crescemos muito nos últimos anos. Pela primeira vez, falamos sobre política, por exemplo”, explica o vocalista. Já Fábio Perez acredita que os fãs antigos do Strike não vão ter problemas para curtir as novas canções do grupo: “Ouvir o ‘Nova Aurora’ vai ser como encontrar um velho amigo seu, só que seis anos depois. Continua parecido, mas tem muitas coisas que mudaram”.

Na entrevista a seguir, concedida pela banda antes de se apresentar na Rádio Disney, Marcelo e Fábio falam mais sobre o novo trabalho, as expectativas para o VMB e opinam se faz diferença ter música em trilha de novela. Eles também dão dicas para quem quiser começar uma banda e falam sobre o novo rap brasileiro. “Criolo, Emicida, o Projota, todos eles estão ocupando um espaço que não foi dado para eles, mas sim conquistado com muitos méritos”, diz Marcelo. Confira!

iG: O que o disco novo traz de novidade pro Strike?
Marcelo Mancini: Acho que o nome do disco, “Nova Aurora”, retrata bem o nosso momento. Criamos novas fórmulas, novas letras. Não tivemos a preocupação de soar maduros, mas acabamos amadurecendo, e o CD representa essa atmosfera nova. Flertamos com outros estilos, algo que não fizemos antes e nem sabíamos que era possível de ter sido feito.

iG: O disco tem participações do Rodolfo, ex-vocalista dos Raimundos, e do rapper Projota. Como foram essas colaborações?
Marcelo Mancini: O Projota é um cara que a gente curte muito, de uma escola nova do rap. Eu sinto que o Strike também faz parte de uma escola nova, que mistura rock com rap e com reggae, então tinha tudo a ver chamá-lo para o disco. E o Rodolfo é um cara que aparece no disco como um ídolo nosso.
Fábio Perez: Ele é uma das maiores referências que a gente tem no rock nacional, especialmente para todo mundo que cresceu naquela época dos anos 1990, quando o Raimundos bombava. Foi um presente para nós terminar o CD com ele cantando com a gente.

iG: E com quem vocês gostariam de fazer uma colaboração nos próximos trabalhos?
Marcelo Mancini: Acho que o Alexandre do Natiruts é um cara legal. No mundo do rap, tem o Rael da Rima. Sou fã do Seu Jorge, e gostaria muito de trabalhar com o Marcelinho da Lua.

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"O Criolo, o Emicida, o Projota... todos esses caras estão ocupando um espaço que não foi dado para eles, mas sim conquistado por méritos", diz Marcelo, do Strike

iG: Falando um pouco mais sobre o rap, a gente está vendo uma cena nova por aí, como Criolo, o Emicida, o Projota... O que vocês acham deles?
Marcelo Mancini: Esses caras estão ocupando um espaço que não foi dado para eles, mas sim conquistado por eles com grandes méritos. São artistas que souberam usar a internet para se popularizar, e souberam tirar o rap brasileiro de uma estagnação. Em termos de linguagem, acho que eles não são tão diferentes assim. O que o Emicida diz é bastante parecido com o que o Mano Brown sempre fez, mas existem trabalhos diferentes, como o do Criolo, que é bem eclético.

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iG: Quinta-feira é o VMB, e vocês estão indicados na categoria Hit do Ano, depois de ter vencido como Revelação e como Aposta da MTV em temporadas anteriores. Quais são as expectativas?
Fábio Perez: Estamos fazendo uma campanha com os nossos fãs para que eles votem na gente, se eles acharem que a gente merece isso. Se não rolar, tudo bem.
Marcelo Mancini: Depois de cinco anos, é muito legal voltar ao VMB. A sensação que eu tenho ouvindo “Fluxo Perfeito” é que a gente é uma banda nova. Senti que o público do nossos shows está renovado, tem bastante coisa diferente. Por outro lado, isso é algo que deu um pouco de medo na gente: será que a gente vai agradar aos fãs antigos?

iG: Vocês estão indicados em uma das duas categorias nas quais o público tem decisão final sobre os vencedores. Como é isso?
Marcelo Mancini: Eu acho bem legal, na verdade, e é algo que é uma vantagem para nós. “Fluxo Perfeito” foi uma música que tocou muito nas rádios, é a nossa música mais executada na história inteira da banda. É é uma música que caminhou por si só, a gente não esperava que ela tivesse o sucesso que teve. E a gente espera que isso prossiga com os próximos singles do CD.

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iG: O que os velhos fãs conseguem pegar dessa nova fase?
Marcelo Mancini: A nossa essência continua. A nossa mensagem continua despojada, mas ficamos um pouco mais sérios. Pela primeira vez, fizemos uma música com teor político, que era algo que a gente não se sentia com propriedade para fazer. Acho que resolvemos arriscar novos temas.
Fábio Perez: É como encontrar um velho amigo seu, só que seis anos depois. Vai continuar parecido, mas tem muitas coisas que mudaram.

iG: Como vão ser os shows dessa nova turnê?
Marcelo Mancini: Fizemos quatro shows na última semana no Rio de Janeiro, e foi pedreira. Já estamos acostumados a tocar as músicas de muito tempo, sabemos dosar o gás para fazê-las render bem no palco sem perder o pique. Com as músicas novas, ainda estamos nos adaptando, então foi bem cansativo. Mas o show continua com a mesma pegada de antes, uma baita energia legal dentro e fora do palco.

Divulgação/Rádio Disney
O show de lançamento do disco "Nova Aurora" acontece nesse domingo (23), em São Paulo

iG: Desses nove anos de banda, qual é o momento mais marcante para vocês?
Marcelo Mancini: Acho que foi quando nós fomos convidados pela Deck para gravar o nosso primeiro disco. Foi ali que a gente percebeu que a nossa batalha não tinha sido em vão. Artista é um pouco assim: veja o caso do Criolo, que já estava quase desistindo da música, depois de quase vinte anos. Aí ele gravou um disco e deu certo.

iG: “Fluxo Perfeito” está na trilha de “Malhação”. Ter música na trilha de uma novela ainda faz diferença para uma banda como fazia durante as décadas de 1980 e 1990?
Fábio Perez: É um lugar que dá oportunidade a quem não conhece o seu som poder conhecer. Às vezes, a pessoa não tem nada a ver com o rock, mas ouve a música na novela, curte e aí conhece a banda.
Marcelo Mancini: A internet acaba sendo um grande cartão de visitas. É ótimo estar na internet, mas quando a música toca nas rádios é bem diferente.

iG: Uma recomendação para quem está começando a ter banda?
Marcelo Mancini: Tente fazer a maior quantidade possível de shows, nos melhores e nos piores lugares. Vá pelo prazer de tocar, espalhe a sua sementinha por aí.

iG: E um som básico que todo mundo tem que ouvir?
Marcelo Mancini: Red Hot Chili Peppers. É uma banda que eu gostava bastante antigamente, mas que me tocou e nos influenciou bastante nos últimos tempos. Eles mudaram bastante com o tempo, assim como nós. Para começar, tem que ouvir o “Mother’s Milk” e os outros discos que tem o John Frusciante como guitarrista. Mas ouça tudo, porque é Red Hot, e é bom.

Serviço
Strike - Lançamento de "Nova Aurora" no Beco 203
Endereço: Rua Augusta, 609 - Consolação - SP
Quando: Domingo (23) - abertura da casa às 18 horas, show às 20 horas 
Preço: R$20
Classificação: Livre

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