O que é ser nerd, segundo os nerds

Por Natália Eiras | - Atualizada às

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PC Siqueira, Laura Buu ('Pink Vader'), Roberto Duque Estrada ('Matando Robôs Gigantes') e Giovana Penatti ('Garotas Geeks') revelam as características que (quase) todo nerd tem

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Sheldon Cooper, de 'The Big Bang Theory': personagem de Jim Parsons é viciado em games, Física e 'Star Trek'

A arte de ser nerd mudou. Aqueles que viviam sofrendo bullying no colégio agora ditam estilo de vida, com ídolos poderosos e um mercado de cultura todo dedicado a eles -- os super-heróis da Marvel que o digam. Quem antes não gostava de se assumir geek, hoje até mesmo bate no peito e comemora, neste sábado (25), o Dia do Orgulho Nerd.

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Para os nerds, ir à livraria é um ato sagrado

Fãs de RPG, animes, quadrinhos, games e “Star Trek” no mundo inteiro se movimentam para celebrar a era da informação, onde ser nerd deixou de ser um rótulo negativo e passou a ser um universo extremamente rico e diverso.

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Não existe uma cartilha que ensine a ser nerd. Mas mesmo que eles neguem, os seguidores de Spock têm sim suas características em comum.

É o que contam PC Siqueira, Laura Buu (“Pink Vader”), Roberto Duque Estrada (“Matando Robôs Gigantes”) e Giovana Penatti (“Garotas Geeks”), quatro nerds bastante conhecidos na internet brasileira:

A livraria é sua segunda casa
Não há lugar que um nerd se sinta mais à vontade do que no meio dos livros. “Para um nerd, um fim de semana bacana é ir a uma livraria, ficar ligado com o que está rolando”, diz Laura Buu, fundadora do site “Pink Vader”. O vlogueiro PC Siqueira é dessa turma. “Na minha adolescência, eu ficava lá o dia todo lendo”, conta. Roberto Duque Estrada, um dos fundadores do podcast “Matando Robôs Gigantes”, completa que a objetividade que um nerd tem para comprar roupas é inversamente proporcional ao tempo que ele gasta em uma loja de livros. “Ficamos hora olhando as novidades, passeando pelo lugar”, explica.

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…e ir a uma convenção é melhor que ir a Disney
Nada mais legal do que estar no meio de pessoas que gostam das mesmas coisas que você. Giovana Penatti, uma das fundadoras do blog “Garotas Geek”, só falta dar pulinhos quando lembra que em junho estará na E3, em Los Angeles, feira mais importante do mercado de games. “Vou poder mexer no novo Xbox e no PlayStation”, diz ela sem tentar disfarçar a emoção. Laura Buu quase não acredita que já foi três vezes a Comic-Con, em San Diego. “Hoje em dia, quando eu lembro, nem parece que aquela experiência foi real”, conta a blogueira.

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Jogar video game configura como vida social, mesmo que seja online com os amigos do outro lado do mundo

Jogar online também conta como vida social
Gamer que é gamer já ouviu a mãe mandando “parar de ficar enfurnado na frente deste computador”. O que os pais não entendem é que, para o nerd, jogar online conta como vida social. “Quando você está online, conversa com as pessoas, interage”, diz Giovana. “Não é a mesma coisa que ir ao bar, mas é uma forma de interação”. PC Siqueira conheceu grande parte de seus amigos estando na rede. “Se não fosse a internet, eu não teria 90% dos meus amigos”, diz. Para Roberto Duque Estrada, fazer novos amigos online é possível, mas o contato físico é importante. “Uma coisa completa a outra."

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Por isso, não julgue aqueles que preferem ficar horas trancados no quarto an frente do PC :)

Tudo bem ter uma coleção estranha
Para que colecionar bonequinhos se não vai brincar com eles? Para gente como Sheldon Cooper, isso faz todo o sentido.“Todo nerd precisa ter uma obsessão sem explicação”, brinca Giovana. E este colecionismo não precisa necessariamente ter algo a ver com nerdice. “Eu tenho um monte de camisas de time de futebol”, fala Roberto Duque Estrada. “Fora isso, eu coleciono enciclopédias de games e tenho sete versões diferente de ‘Dona Flor e Seus Dois Maridos’, meu livro favorito”. Por sua vez, PC Siqueira gosta, desde de criança, de atlas do corpo humano. “A galera até acha estranho, pensam que é um traço meio psicótico”, brinca.

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Nada como um bom e velho debate
Enquanto os meninos em geral se sacaneiam por causa de times de futebol, os nerds gostam de travar debates como “Star Wars” versus “Star Trek” ou Android versus iOS. “Você pode não ter uma saga preferida, mas vai ter que escolher uma para gongar, porque aí o assunto vai render”, brinca Giovana. Mas, é claro, quando a discussão esquentar, é bom ter limites. “Todo mundo tem o direito de gostar do que quiser, sem ter o saco enchido pela galera”, finaliza PC.

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