Alunos populares na escola tendem a receber salários maiores, diz estudo

Pesquisa liga as facilidades de comunicação e de construir amizades no colégio às habilidades necessárias para uma carreira bem sucedida no mercado de trabalho

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De acordo com pesquisa realizada nos EUA revelou que os adolescentes mais populares na escola tendem a se tornar adultos mais confiantes

Um estudo realizado nos Estados Unidos revelou que os adolescentes mais populares na escola tendem a se tornar adultos mais confiantes, com salários melhores do que os colegas com menos desenvoltura para fazer amigos.

Conduzida pelo Escritório Nacional de Pesquisas Econômicas (NBER, na sigla em inglês), a pesquisa ligou as facilidades de comunicação e de construir amizades comuns a crianças e adolescentes mais extrovertidos às habilidades necessárias para uma carreira bem sucedida no futuro.

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O trabalhou foi baseado em um estudo prévio realizado em 1957 quando pesquisadores pediram que estudantes de escolas secundárias do Estado americano de Wisconsin nomeassem seus três melhores amigos.

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O nível de popularidade pode ser influenciado pelo ambiente familiar

Mais de 10.300 adolescentes responderam à pesquisa em 1957 e novos dados sobre suas carreiras foram coletados em 1964, 1975, 1992 e 2004. Os resultados mostraram que os adultos que figuraram no topo da lista tinham salários até 10% maiores cerca de 40 anos depois.

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Na época, duas teorias foram estabelecidas para tentar dar conta dos dados. Uma indicava que as "conexões estabelecidas na escola são mantidas durante toda a vida e produzem um efeito positivo, tais como acesso privilegiado a algumas vagas de emprego".

No entanto, mais tarde descobriu-se que as pessoas que haviam deixado suas cidades natais e seus círculos sociais tinham construído carreiras mais bem sucedidas, o que desbancou a teoria inicial.

Chegou-se então à conclusão de que "o número de indicações de amizade recebido é um reflexo da popularidade de um estudante entre seus colegas, uma medida de sua habilidade em construir relações pessoas e sociais positivas e de se ajustar às demandas de uma situação social".

Os pesquisadores avaliam que os adolescentes mais extrovertidos compreendem mais cedo "as regras do jogo" da sociedade, como ganhar a confiança dos colegas, em quem confiar e como se relacionar.

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"É esta habilidade produtiva que é recompensada pelo mercado de trabalho, ao invés das amizades por si próprias", diz o grupo.

Cada menção de "melhor amigo" por outro adolescente na época estudantil equivaleria a um acréscimo de 2% no salário 35 anos depois, sugere o estudo.

Família

O estudo revelou ainda que o nível de popularidade de um adolescente pode ser influenciado pelo ambiente familiar.

Os pesquisadores afirmam que é possível encontrar relações entre um ambiente familiar acolhedor e um número maior de indicações de amizade.

Além disso há uma tendência de escolha entre pessoas parecidas, fenômeno conhecido como "homofilia", quando uma pessoa tende a optar por construir amizades com outras que têm características semelhantes às suas.

Outros dados encontrados apontam que adolescentes mais inteligentes e relativamente mais velhos tendem a ser indicados como melhores amigos com mais frequência e, surpreendentemente, o status social conferido pela situação econômica da família não tem um papel crucial no processo.

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