Criador de "V de Vingança" diz que Harry Potter é Anticristo em nova história

Em volume da série "A Liga Extraordinária", protagonistas combatem vilão que tem cicatriz na cabeça e amigos parecidos com Rony Weasley e Hermione Granger

iG São Paulo |

Divulgação
Na história de Alan Moore, o personagem que se assemelha à Harry Potter tem um mentor chamado Riddle, sobrenome de Voldemort

A nova história de Alan Moore , o criador de "Watchmen" e de "V de Vingança" , tem tudo para desagradar os fãs do "menino que sobreviveu". Em "Century 2009" , novo volume da "Liga Extraordinária" , série criada por Moore e por Kevin O'Neill, o heroi imortal Orlando combate o Anticristo, um personagem que, apesar de não ser chamado de Harry Potter , tem uma cicatriz escondida e um mentor chamado Riddle (vale lembrar que este é o sobrenome de Lord Voldemort).

Além disso, a HQ fala em um trem mágico escondido na plataforma de trens King's Cross , que leva a uma escola de magia, e há na trama personagens que lembram muito Rony Weasley e Hermione Granger , os dois melhores amigos de Potter.

Reprodução
Capa de "Century 2009", que será lançado nessa quarta-feira (20)

O álbum será lançado nesta quarta-feira (20) nos Estados Unidos e na Inglaterra, depois de uma longa espera por sua publicação. A demora se deve a dois fatores: o medo de vazamento do álbum, cultuado por fãs de quadrinhos, e de processos por parte dos editores de Rowling.

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Além de ser uma bem sucedida série de HQs, "A Liga Extraordinária" já foi adaptada para o cinema em 2003, com Sean Connery no papel de Alain Quatermain, um dos protagonistas da série, conhecida por unir personagens clássicos da ficção, como Capitão Nemo (de "Vinte Mil Léguas Submarinas", de Júlio Verne), Dorian Gray (do livro "O Retrato de Dorian Gray", de Oscar Wilde) e Tom Sawyer , criado pelo americano Mark Twain.

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Para a crítica de quadrinhos do jornal inglês "The Independent" , Laura Sneddon, a caracterização de Potter como o Anticristo serve como uma crítica de Alan Moore à indústria editorial.

"A partir de 'Harry Potter', as editoras passaram a não arriscar tanto, investindo menos na criação. Como em todos os volumes da Liga Extraordinária, Moore sempre tenta deixar claro que está fazendo uma sátira, e que respeita todos os personagens que usa nas histórias da Liga", explica Sneddon.

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